Sociedade

Japão requalifica e apetrecha o centro de psiquiatria de São Tomé

O donativo financeiro do governo japonês de mais de 75 mil euros, atende a uma das principais exigências do sistema de saúde de São Tomé e Príncipe, na actualidade. Pois o número de doentes mentais não para de aumentar no país.

Os dados mais recentes e divulgados pelo centro de psiquiatria no ano 2024 indicam que os casos de doentes mentais atingiram mais de 2000 pessoas atendidas no centro de psiquiatria.  

O ministro da solidariedade Jouceril Tiny dos Ramos em substituição do ministro da saúde, alertou para a importância estratégica da ajuda do governo do Japão, no quadro do sistema nacional de saúde. Segundo o ministro, para além dos doentes internados no centro, o donativo do Japão vai apetrechar a unidade psiquiátrica com meios que permitam recolher outros doentes que deambulam pelas cidades e vilas do país.

Um donativo que se enquadra no programa do governo do Japão de doações para micro projetos locais em São Tomé e Príncipe.

 «O projecto que hoje assinamos no valor de 75.076 euros ilustra a vontade do Japão de acompanhar São Tomé e Príncipe nos seus esforços para fortalecer o sistema de saúde, incluindo num domínio muitas vezes pouco reconhecido, mas fundamental, a saúde mental», afirmou o embaixador do Japão.

O embaixador Ando Yoshio fez a doação do financiamento para requalificar o único centro de psiquiatria do país, na mesma semana em que entregou as cartas credenciais ao Presidente da República Carlos Vila Nova.

O novo embaixador com residência no vizinho Gabão garantiu que a unidade psiquiátrica vai ser apetrechada com equipamentos modernos. «A reabilitação do serviço e o fornecimento de equipamentos modernos, tais como camas hospitalares e aparelhos de ar condicionado, com o objectivo de proporcionar um ambiente mais seguro, mais limpo e mais humano, portador de esperança, solidariedade e respeito por cada vida humana», reforçou Ando Yoshio.

O diplomata nipónico recordou que o seu país mobilizou 1 milhão de euros para o reforço do sector da saúde de São Tomé e Príncipe. Valor que permitiu o fornecimento ao sistema de saúde do país de equipamentos médicos essenciais como laringoscópios, reguladores de oxigénio etc.

«A este esforço acresce a aquisição iminente de duas ambulâncias adicionais contribuindo assim para o reforço da capacidade de resposta e de atendimento às urgências sanitárias», pontuou.

O programa de doações para micro-projectos locais lançado pelo Governo do Japão está aberto a todas as organizações sem fins lucrativos cujos projectos visam responder às necessidades essenciais da população são-tomense.

Abel Veiga

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  1. Jorge Trabulo Marques

    17 de Fevereiro de 2026 at 3:44

    Dão uma fatia de pão mas levam um salpicão.Como vai a pesca artesanal no Golfo da Guiné, nomeadamentem volta das águas territoriais das Ilhas de S. Tomé e Principe? – Praticamente desapareceu – Perguntem aos pescadores quantos quilos ou peixes pescam por dia e ouçam as suas respostas e preocupaçoes – E porquê –

    Pesca de Atum: Barcos japoneses operam na região da Namíbia, Angola e Golfo da Guiné, arrendados para explorar os recursos de atum, dominando frequentemente a pesca local devido à sua tecnologia superior.
    Caça à Baleia: Historicamente, o Japão utilizou brechas legais para caça de baleias para “fins de pesquisa”, mas estas operações focaram-se mais intensamente no oceano Antártico, enfrentando oposição de ativistas como a Sea Shepherd, e não predominantemente no Golfo da Guiné.

    Conflitos e Impacto: A presença destas frotas causa concorrência direta com a pesca local e levanta preocupações sobre a sustentabilidade e a exploração dos recursos pesqueiros africanos.
    A atividade pesqueira japonesa nesta região é marcada por acordos comerciais e técnicos, com navios que trazem a sua própria tripulação e equipamento.

    As frotas de pesca da União Europeia (UE), principalmente de Portugal, Espanha, França, Itália e Grécia, operam no Golfo da Guiné ao abrigo de Acordos de Parceria no Domínio da Pesca Sustentável, visando atum, cefalópodes e crustáceos. Estes acordos, como os com a Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, financiam o desenvolvimento local e exigem monitorização, enfrentando desafios como a pesca ilegal.

    Pesca de Atum: Barcos japoneses operam na região da Namíbia, Angola e Golfo da Guiné, arrendados para explorar os recursos de atum, dominando frequentemente a pesca local devido à sua tecnologia superior.
    Caça à Baleia: Historicamente, o Japão utilizou brechas legais para caça de baleias para “fins de pesquisa”, mas estas operações focaram-se mais intensamente no oceano Antártico, enfrentando oposição de ativistas como a Sea Shepherd, e não predominantemente no Golfo da Guiné.

    Conflitos e Impacto: A presença destas frotas causa concorrência direta com a pesca local e levanta preocupações sobre a sustentabilidade e a exploração dos recursos pesqueiros africanos.
    A atividade pesqueira japonesa nesta região é marcada por acordos comerciais e técnicos, com navios que trazem a sua própria tripulação e equipamento.

    Análise: Com a maior Marinha do mundo, China busca expansão
    Somando mais de 340 navios de guerra, o Exército de Libertação Popular estaria buscando novas bases longe de Pequim, em áreas estratégicas na África e Ásia ocidental

    China construiu a maior frota naval do mundo, com mais de 340 navios de guerra, e até recentemente era considerada uma Marinha de águas verdes, operando principalmente perto da costa do país

    Mas a construção naval da China revela ambições de águas azuis. Nos últimos anos, lançou grandes destroieres com mísseis guiados, navios de assalto anfíbios e porta-aviões com capacidade para operar em mar aberto e projetar energia a milhares de quilômetros de Pequim.

    Para manter um alcance global, a Marinha do Exército de Libertação Popular necessitará de locais para esses navios de águas azuis reabastecerem e entregar provisões longe de casa.

    As frotas de pesca da União Europeia (UE), principalmente de Portugal, Espanha, França, Itália e Grécia, operam no Golfo da Guiné ao abrigo de Acordos de Parceria no Domínio da Pesca Sustentável, visando atum, cefalópodes e crustáceos. Estes acordos, como os com a Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, financiam o desenvolvimento local e exigem monitorização, enfrentando desafios como a pesca ilegal.

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