Opinião

A Ditadura Quando os Bens são Escassos

De repente a expressão “Dubai” e “Porto de Águas Profundas” desapareceram do vocabulário governamental e, em substituição das mesmas, no final da legislatura, apareceram as expressões “Porto de Pesca”, “Oferta de galos e galinhas ao povo” e “Construção de Escolas nos distritos”. Ninguém, minimamente informado, concebe esta alteração estratégica de um governo que andou tanto tempo a criticar os anteriores, pelo facto de não terem uma agenda de desenvolvimento para o país, estudada e contratualizada com o povo, tendo em conta os nossos pontos fortes e fracos, baseada num eventual plano estratégico concebido para diminuir a nossa dependência crónica e, consequentemente, desenvolver o país.

Não se pode saltar, como objetivo estratégico, do simbolismo associado ao propósito de construção do “Dubai” e de um “Porto de águas Profundas” para a intenção de construção de um “Porto de Pescas” e “Oferta de galos e galinhas ao povo”, como estratégias de desenvolvimento ou, ainda, propondo a construção de “Escolas com 10 Salas de Aulas em todos os Distritos”, sem descaracterizar, a montante, todos os objetivos, estratégias e ações que estavam na base da proposta anterior e, sobretudo, sem explicar, de forma objectiva, ao povo, os motivos para esta alteração estratégica tão denunciada e contratualizada com o mesmo, há quatro anos, com o objetivo de aumentar a nossa competitividade e diminuir a nossa dependência crónica.

Este comportamento ziguezagueante só pode denunciar uma de três coisas: ou nunca existiu, verdadeiramente, plano estratégico nenhum, de acordo com a nossa realidade atual, com pontos fracos e fortes expressos na organização do mesmo bem como objetivos compagináveis que permitissem a sua concretização, ou, em alternativa, ele existiu mas somente como propósito de iludir e enganar as pessoas para tirar dividendos eleitorais, denunciando, neste caso, uma autêntica fraude; ou ainda, como terceira alternativa, estaremos em presença de um grupo de pessoas irresponsáveis que, sob manto de partido político, planearam tudo isto, ao pormenor, como receita para ganhar eleições, saltando de estratégias e objetivos políticos fictícios, de quatro em quatro anos, enganando as pessoas, mas, estão sobretudo, envolvidos na defesa dos seus interesses pessoais e de grupo.

Como ainda não nos explicaram, com detalhes desejáveis, quais são as razões para esta inflexão estratégica tão grande e tendo em conta os vários acontecimentos recentes no país que denunciam claramente a subversão do regime, só posso concluir que a terceira alternativa, anteriormente expressa, de se tratar de um grupo de pessoas que, sob manto de partido político, planearam tudo isto, ao pormenor, como receita para irem ganhando as eleições e, consequentemente, irem tratando da sua vidinha, passando por cima de tudo e de todos, nem que para tal tivessem que transformar o país numa ditadura, parece-me ser uma ideia que não se pode descartar.

Este exemplo, que darei a seguir, permite-nos tirar algumas conclusões interessantes. Um país com cerca de 180 mil almas, distribuídas de forma assimétrica nos vários distritos do país, com a maior parte do seu corpo docente, sobretudo no ensino secundário, sem formação científica e pedagógica adequada, com um parque escolar constituído por uma grande quantidade de pequenas escolas sem equipamentos adequados, designadamente balneários, salas de trabalho para professores, refeitórios, bibliotecas, auditórios, laboratórios e ginásios, com poucos recursos e sem uma estrutura vertical de organização e gestão adequadas, com altas taxas de reprovação de alunos, ainda vai multiplicar este propósito, construindo mais quatro escolas desta categoria, em vários distritos do país, sem, a montante, pensar num modelo de planeamento da referida rede escolar que pudesse contribuir para melhoria dos resultados nestas valências, proporcionando, desta forma, uma melhor gestão dos recursos existentes, o desenvolvimento do Trabalho Colaborativo entre docentes, a partilha de materiais e experiências entre estes e, sobretudo, criando condições que permitissem potenciar a qualificação dos processos de ensino e aprendizagem?

Não faria mais sentido que o dinheiro que se vai gastar com a construção de quatro cubículos, a quem chamam de escolas, nos vários distritos do país, sobretudo agora que a rede viária melhorou de alguma forma e encurtou distância entre as várias zonas do país, num contexto insular tão pequeno como o nosso, fosse canalizado para a edificação de somente uma verdadeira Escola, com 50 ou 60 salas de aulas, com todos os atributos referenciados anteriormente, como forma de se melhorar os processos de ensino e aprendizagem e, sobretudo, se começar a pensar num modelo ou estrutura vertical de organização da rede escolar existente como forma ou contributo de melhoria dos resultados escolares dos nossos alunos?

A aposta política em torno de construção de 4 cubículos, nos vários distritos do país, em vez de uma verdadeira Escola que sirva, momentaneamente, os interesses do país e dos nossos alunos, ou a anunciada oferta de galos e galinhas ao “povo pequeno”, como o senhor primeiro-ministro trata a nossa gente, tem como única finalidade o propósito de ganhar as eleições que se avizinham mas, empobrece o país, de forma irreversível, no futuro. Se multiplicarmos esta decisão ou opções de políticas públicas por vários sectores de atividade, chegaremos, facilmente, à conclusão, sobre a razão pela qual o país nunca arranca e, no entanto, a nossa dívida tem aumentado nas últimas décadas.

Todavia, o mesmo governo que tem esta iniciativa política, em prol daqueles a quem chamam de “povo pequeno”, dá ordens ao respetivo grupo parlamentar, na Assembleia Nacional, para  exonerar quatro juízes do S.T.J pelo facto destes terem decidido, através de um acórdão, a entrega da fábrica ROSEMA ao seu efetivo dono, num processo que já se arrastava nos Tribunais Nacionais, há muito tempo, em detrimento do atual detentor da mesma que, por sinal, é amigo e confidente do atual primeiro-ministro.

Ou seja, o atual poder parece estar, neste momento, mais interessado em defender os interesses privados e dos seus amigos, nem que para tal tenha que subverter o regime, em defesa desta causa e, por isso, oferece aos mesmos uma fábrica de cerveja enquanto promete dar ao povo “galos e galinhas” e cubículos a que chamam de escola. Este é o exemplo, mais flagrante e negativo, que conheço, num contexto supostamente democrático, de promoção de políticas públicas, que deveria ser partilhado e debatido em palestras e conferências internacionais como forma de evitar a sua multiplicação e arrepiar caminho no continente africano.

É o próprio Estado, neste âmbito, que, em vez de criar condições para a promoção da legalidade e igualdade entre os cidadãos, aparece como protagonista ao não reconhecer e proteger as leis existentes, antes distorcendo-as, para criação de condições de defesa de interesses privados. É a isto que chamam de reforma da Justiça? É para isto que serve a suposta estabilidade política e governativa, com um governo, uma maioria e um presidente?

Fica claro, pois, que, em S.Tomé e Príncipe, para que o país possa, de facto, “arrancar”, não chega ter um governo, uma maioria e um presidente que, eventualmente, suporte a tão desejável estabilidade política e social nem tão pouco devemos procurar os constrangimentos relacionados com o nosso atraso nas características do sistema político vigente pois, as razões, para o nosso desastre coletivo são de outra natureza. Ninguém diria que, após quatro anos, de um governo, uma maioria e um presidente, o país estivesse, neste momento, mais dividido, mais pobre, mais instável, menos inclusivo, mais perigoso, menos tolerante e sobretudo, menos democrático, e sem qualquer desígnio mobilizador que trouxesse alguma esperança ao povo.

Uma das causas de conflitos e instabilidades, em qualquer sociedade, está relacionada com a escassez de bens. Se estes escasseiam nem todos poderão detê-lo e é provável que apareçam conflitos, decorrentes desta escassez de bens, sobretudo num contexto socioeconómico tão vulnerável como o nosso. Para tal torna-se necessário regras e leis que conduzem a nossa vida na sociedade e não pode ser o próprio Estado, como garante da legalidade, a comportar-se como principal usurpador, criando autênticos cartéis em defesa de interesses privados e de grupos, configurador da privatização deste mesmo Estado em detrimento dos interesses coletivos.

A principal função da política deve ser, sempre, a produção e distribuição dos bens coletivos que permitam o desenvolvimento da sociedade. O que está contudo, a acontecer, nos últimos tempos, em S.Tomé e Príncipe é que, cada vez mais, a clientela política foi aumentado e diversificando enquanto os bens escasseavam, e a resposta dos partidos políticos, pressionados para satisfação dos interesses desta mesma clientela política, foi apropriarem-se do Estado, por imposição dos resultados eleitorais, transformando-o, posteriormente, numa espécie de cartel em que os seus membros dividem as benesses, decorrente desta apropriação, excluindo, contudo, a clientela adversária.

Se isto foi, nalguns contextos políticos anteriores, assim, tendo como consequência uma sucessão de crises e instabilidades políticas no passado, momentaneamente, a radicalização imposta neste propósito clientelar, por parte do ADI, associado a alguns objectivos políticos de ajuste de contas, potenciados pela existência de um governo, uma maioria e um presidente da república da mesma cor política, bem como a escassez de bens para dividir para tantos clientes, está a transformar o país numa autêntica ditadura. Compreende-se, agora, o que é que Patrice Trovoada e seus colaboradores andaram a dizer quando insinuavam que pretendiam “acabar com os partidos políticos da oposição”.

A “nossa gente” aparece, nesta guerra, entre promessas e ruídos de inaugurações de latrinas, chafarizes, ofertas de galinhas e galos, construção de pequenos cubículos a quem chamam de escolas e outras fajardices, como instrumento ou troféu para ser usado e aparecer nas fotografias, nos comícios e festas, nas televisões e, depois, catalogada, de forma jocosa e ofensiva, de “povo pequeno”, exposta, deste modo, ciclicamente, aos sacrifícios de uma espécie de servidão moderna para, posteriormente, ser deitada ao lixo, após as eleições, enquanto os amigalhaços do actual poder engordam faustuosamente e recorrem a todos os expedientes para subversão do regime em defesa dos seus grandes interesses. Enquanto tudo isto vai acontecendo, nunca conseguiremos arrancar do ponto de partida em que nos encontramos, há 40 anos e, no entanto, a dívida do país, como é óbvio, vai aumentando, e todos nós somos obrigados a assumi-la e, eventualmente, pagá-la, esquecendo, contudo, que a receita usada para esta progressiva e cíclica desgraça colectiva foi galinhas, galos, cubículos e latrinas para o “povo pequeno” e porcos, mansões, jipes topo de gama e muitas viagens para os apaniguados do regime. É para isto que tem servido o dinheiro que as instituições e países estrangeiros nos têm dado.

As grandes instituições internacionais, como o Banco Mundial, o FMI, o BAD e afins, estão, também, tão interessadas neste deleite que, consciente ou inconscientemente, promovem esta servidão moderna insular, contribuindo, com as suas ações de financiamento anárquico aos caprichos dos nossos “aprendizes de ditadores”, para a emergência de servos que, submissos e catalogados de “povo pequeno”, vão, ao longo dos tempos, construindo, com empenho indisfarçável e resignação, o caminho das suas desgraças.

Adelino Cardoso Cassandra

    23 comentários

23 comentários

  1. Vexado

    19 de Junho de 2018 as 5:02

    Parece que a agenda do actual poder político consiste na criação de escassez de recursos de maneira a gerar “caos” e pânico na sociedade. Porque o povo não reage, temos deparado com a sofisticação do roubos pelos meliantes.

    Ou seja, perante a falta de emprego, a falta de recursos escassos o povo pequeno vai roubando o povo pequeno e o primeiro ministro prevendo isto de antemão, muniu-se dos melhores que há e organizou a sua força privada.
    A bufaria aumentou virtiginozamente, com gravações, espionagem e tudo.

    Reparem, até os militares passam fome para um certo indivíduo andar no seu land Cruise executivo branco na imensidão dos buracos na marginal. O mesmo nunca ousou passar na praça durante o dia para compreender a verdadeira situação de povo pequeno.

    Só se sabe que o hospital de referência sumiu do discurso do primeiro ministro e os 17 milhões, nem uma palavra.

    O país tem uma política de empobrecimento apoiada pelos parceiros internacionais. Muito roubo, vingança, perseguição no trabalho. Assim deve ser dito.

    Levanto uma questão: alguém viu Levy Nazaré. O homem desapareceu!

  2. Amélia

    19 de Junho de 2018 as 9:44

    Fico triste com isto. Este não é o meu S.Tomé. O meu S.Tomé já não existe. O que eu não percebo é como um homem só pode destruir um país inteiro em curto espaço de tempo. Se ele está a fazer tudo isto de má fé para ele depois pegar avião ir embora para estrangeiro então São Tomé Poderoso não vai perdoar ele nunca. Eu estou apavorada porque eu nunca vi estas coisas no meu tranquilo país. Só peço as pessoas para rezarem e pedirem a Deus e São Tomé Podroso para não desistir do povo.

  3. Fulano

    19 de Junho de 2018 as 9:46

    É só desgraças meu Deus. Este individuo é terrível. Ele está possuído e vai nos matar a todos. Que raio de homem que entrou terra e está a estragar tudo. Sinceramente…

  4. XYZ

    19 de Junho de 2018 as 9:48

    Não tenho nada a dizer. Só leio e deixo este pequeno comentário: que será deste povo?

  5. Trolha

    19 de Junho de 2018 as 10:29

    FANTÁSTICO!!!

  6. Teodora Lima

    19 de Junho de 2018 as 10:36

    este primeiro-ministro está louco. deviam internar este homem no hospital. Não é normal um homem agir assim contra tudo e contra todos destruindo um país inteiro.

    • ONDE MESMO?

      20 de Junho de 2018 as 7:41

      Neste momento a culpa é dele Patrice mas, se não agirmos onde podemos agir que é nas urnas, então a culpa será nossa. Vamos todos de forma massiva dar um cartão vermelho a esse facínora nas urnas que é o único local ou momento que temos de derrubar o inimigo que já está sobejamente identificado – Patrice Trovoada. o velho slogan “POVO PÕE, POVO TIRA” vamos todos repito nas urnas escorraçar com a víbora de uma vez por todas.

  7. Seabra

    19 de Junho de 2018 as 10:52

    …sê útil. Denuncie concretamente e pragmáticamente o que destroi STP.Há urgência de combater a instalação criminosa em STP. Ninguém está à abrigo.

  8. Marmanjo

    19 de Junho de 2018 as 11:31

    Caro senhor, os 2 últimos parágrafos do artigo diz tudo o que está a acontecer neste país. Estamos a passar provavelmente a pior desgraça desde a independência nacional. Andar na rua durante a noite neste país tornou-se perigoso. Falar com certas pessoas tornou-se extremamente perigoso porque não sabemos se as pessoas não estão a gravar a conversa para ir levar para a entidade máxima que manda no país. Tudo isto está perigoso. Muito perigoso.

  9. Zani

    19 de Junho de 2018 as 12:34

    Ninguém pensa!
    Ninguém cria!
    Ninguém constrói!
    Ninguém contribui!

    Só destrói!
    Só pensa em si e no seu orgulho!
    Só pensa no seu Eu!

    Guerelas politicas!
    Guerelas de militantes!
    Guerelas dos dirigentes!
    Guerelas pelo poder!

    Poder vem do povo!
    Poder povo quem dá!
    Poder povo quem tira!
    Poder está nas mãos de Deus!

    Acham que o povo pequeno ainda continuam cegos? Mudos?

    A força do povo está na urnas!
    Até lá senhores e senhoras políticos desse país!
    Continuem a brincar com a força do povo!
    Logo veremos!

  10. FF

    19 de Junho de 2018 as 14:10

    Tudo que tem um princípio tem um fim. Fui

  11. Carvalho

    19 de Junho de 2018 as 14:16

    Este senhor saiu-me um grade ditador. Estudei com ele em Lisboa e nesta altura já via algumas manobras e comportamentos que indiciavam vida fácil, boémia, negócios escuros e outras coisas. Nunca imaginei que a ditadura também fosse o prato preferido dele enquanto político.

  12. Patrice trovoada Ingênuo...

    19 de Junho de 2018 as 22:06

    Pensei eu que meu lider do partido ADI fosse mais inteligente.

    Ora vejamos Tó Zé veio a S.tomé pedir de joelho ao meu companheiro e lider do ADI Patrice Trovoada para ajudar lhe aganhar eleições no príncipe porque MLSTP que apoia o Sr. Comandante Kapala pode o derrotar, mais contudo o irmão do Sr. TÓ zé sempre que pode crítica, insulta o meu lider Patrice trovoada. Será que Patrice nao consegue fazer leitura do que está por detrás disso tudo.

    Fica um grande aviso ao ADI e o meu lider, se Apoiar o Tó Zé mesmo que for as escondida. EU NÃO VOTAREI PARA ADI nas eleições legislativas o meu voto será canalizada para MLSTP independentemente de quem for a figura deste partido o que tó zé nos fez em 2014 jamais esquecerei, tenho vergonha na cara e na política não pode valer tudo.

    As aldrabices do Sr. Carlos Correia Cassandra vulgo Number também não me mutiva votar mais no ADI. Não é normal Tó Zé estar no poder a mais se 12 anos ( 3 mandatos) e ainda quer ser candidato julgo que isso é também uma forma de ditadura. Porquê que seu irmão não escreve sobre isso. Hipocrisia pura… Se ADI não apresentar candidato vou votar no Sr. KAPALA VOTO É Secreto.

    Cpts

    • Fubá com bicho

      20 de Junho de 2018 as 11:15

      Eu tambem desta vez vou votar para MLSTP. Tó Zé está no poder a 12 anos ja chega. Mesmo no partido dele não tem outra Pessoa? Credo os africanos agaram se ao poder de uma tal forma que mete nojo.

  13. H.T

    19 de Junho de 2018 as 22:18

    Conselho não faltou. Toda a gente sabia que este primeiro ministro ia transformar o país num caos. Ele mesmo é que disse isto antes. Agora tudo está a acontecer. Bola para frente. Agora é esperar para ver como é que isto vai ficar depois das eleições.Pode ser muito tarde. Só eu sei porque digo isto.

  14. BETO ARGAO

    20 de Junho de 2018 as 4:59

    Isso quando der por torto vamos atacar todos que contrubuiram para dismando do Nosso Lindo Pais Mesmo esses Ministros que andam por ai”

  15. Ditadura em Marcha

    20 de Junho de 2018 as 9:40

    Ditadura de caso sério. Isto não é brincadeira nenhuma.

  16. Cão mau

    20 de Junho de 2018 as 11:07

    Tudo que tem princípio terá fim.

  17. Unidos venceremos

    20 de Junho de 2018 as 12:36

    Povo vai mandar nas urnas. Fora Patrice Trovoada.
    Povo põe, povo tira… Vamos lá

  18. T.D.J

    20 de Junho de 2018 as 12:38

    É preciso denunciar tudo isto. O país não está bem. Basta ler a carta da jovem que morreu recentemente e que está ai expressa no jornal. É triste!!! Muito triste!!!

  19. Palhaçada

    21 de Junho de 2018 as 8:52

    Engraçado que este Sr está a criticar precisamente o que seu irmão está fazer aqui no príncipe..

  20. Zani

    21 de Junho de 2018 as 18:43

    Ditadura se a bem for chegar em São Tomé e Príncipe, seria um mal melhor!
    Só assim esses sem vergonha de políticos preguiçosos e mamadores da coisa pública aprenderão a viver em São Tomé!

  21. Hermiterio Lima

    22 de Junho de 2018 as 6:47

    Meu caro Adelino
    Concordo em 90% com tudo que disse.
    Há 10% que não concordo porque o Porto de Aguas Profundas no fundo trata-se de Porto Agonia Profunda. Dubai afinal era Ditadura.

    Aqui o PT tinha razão

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