Opinião

O Príncipe – Entre a Marginalidade do Passado e a Emergência do Futuro

Tenho acompanhado, com satisfação e interesse, a azáfama informativa, um pouco por toda a parte, tendo o Príncipe, no nosso contexto arquipelágico, como o epicentro desta particularidade.

Mesmo em momentos particulares e mais favoráveis para a manifestação deste facto, eu que já tenho mais de 50 anos de idade, não me lembro do Príncipe, em nenhum contexto histórico ou político da nossa existência, como país independente, transformar-se num alvo tão apetecível, de interesse informativo, publicitário ereflexivo, como tem acontecido neste momento.

De vez em quando, de forma inesperada, no conforto do lar, ligo a televisão, e num exercício de zapping inusitado, deparo com um programa de cariz ambiental tendo a ilha do Príncipe como centro de atenção.

Outras vezes, por interesses profissionais diversos, em processos de pesquisa específica na Internet para responder a um projeto ou interesse particular, de natureza profissional ou pessoal, deparo com blogues ou sites, de instituições ou entidades estrangeiras importantes, sobretudo de âmbito ambiental, tendo a ilha do Príncipe como o centro de interesse informativo ou reflexivo.

Já me aconteceu, em visita esporádica a uma capital ou cidade europeia, de forma inesperada, deparar com folhetos informativos, de natureza publicitária, nos aeroportos ou outros lugares, tendo a ilha do Príncipe como centro do respetivo interesse.

Dizem-me, também, que a ilha do Príncipe, nas redes sociais, transformou-se, recentemente, numa espécie de azáfama informativa, reflexiva e, até, especulativa, com frequência diária, tendo como interesse a realidade política, económica e social prevalecente na mesma e no próprio país.

A pergunta pertinente, neste momento, que qualquer pessoa poderia fazer é a seguinte: qual é a causa deste interesse súbito, reflexivo, informativo, publicitário e, até, especulativo, sobre o Príncipe, tanto internamente como externamente?

O que é que mudou, nos últimos 10 ou 15 anos, que, de repente, o Príncipe, que era uma espécie de degredo, para onde só iam aqueles que não encontravam lugares na administração central do Estado ou, em alternativa, aqueles que se sentiam marginalizados na capital do país, tenha passado de um lugar onde não acontecia nada, onde perdurava a marginalidade e debandada, que era comparado, de forma maldosa e ignorante, aos outros distritos da ilha maior, com o propósito político de menosprezar a sua importância história e cultural no conjunto do nosso país, para passar a ser o centro privilegiado de interesse informativo, reflexivo, publicitário e até, especulativo, com grande azáfama nas redes sociais?

Como é possível que, num contexto temporal de 10 ou 15 anos, esta marginalidade imposta ao Príncipe, consciente ou inconscientemente, como o lugar onde não acontecia nada, onde não tinha nada para ser divulgado, onde o político (no sentido lato da palavra) era, até,considerado, como desinteressante,expetável e acessório,tenha dado lugarao principal foco  informativo, reflexivo e, até, publicitário sobre o nosso país, com vantagens, nalguns casos, para o turismo nacional?

Na minha modesta opinião, três fatores, que destacarei abaixo, entre muitos outros que não terei tempo para descrever neste artigo, contribuíram para tal.

Em primeiro lugar, o Príncipe, decorrente do novo Estatuto Político-administrativo para a ilha, foi, provavelmente, a região do país que mais atraiu o investimento direto estrangeiro, nos últimos 10 ou 15 anos, com consequências diretas e indiretas na criação de emprego e no dinamismo do seu tecido económico e social, com impacto na transformação, paulatina, da sua estrutura produtiva. Neste âmbito, em vez de continuar a ser, como vinha sendo, desde a independência nacional, uma região onde as pessoas não queriam estar nem viver, passou a atrair e despertar interesse de uma parte importante da sua diáspora e de outros cidadãos, nacionais e estrangeiros. O aumento do número de voos, entre as ilhas, nos últimos 10 ou 15 anos, de uma frequência semanal para bidiária, é revelador desta constatação.

Em segundo lugar, o facto das principais linhas de força do Plano de Desenvolvimento do Príncipe, anterior e o atual, recentemente discutido e aprovado, valorizar, de forma inequívoca e pertinente, a temática da sustentabilidade, em todas as suas vertentes, e privilegiar o foco, o direcionamento de investimento e desenvolvimento de atividades nesta vertente, colocou o Príncipe no radar dos acontecimentos, a nível mundial, neste âmbito, com todas as consequências positivas.

O facto do Príncipe ter vencido a terceira edição do prémio Internacional Aloé 2017, no âmbito da Reserva da Biosfera da UNESCO, tendo em conta as boas práticas ambientais e na conservação da Natureza, teve um grande impacto, sobretudo no contexto internacional.

Da mesma forma que os esforços, no contexto regional, que culminaram com  a realização do IV Congresso Internacional da Educação Ambiental da CPLP, que comportou a ida de centenas de delegados, de vários países, mereceu um grande reconhecimento da comunidade internacional.

Ainda neste âmbito, a realização, no Príncipe, do ato de comemoração do centenário da comprovação experimental da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, que mobilizou centenas de cientistas internacionais e jornalistas, o presidente da república Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, vários investigadores e interessados nesta temática, e permitiu a realização de inúmeras palestras e conferências, na ilha do Príncipe e no estrangeiro, colocou a ilha do Príncipe num palco de grande visibilidade internacional. Provavelmente foi a ocasião que o país, como um todo, tendo em conta uma iniciativa realizada na ilha do Príncipe, foi mais vezes referenciado na Internet e nas televisões internacionais. Não creio que qualquer outra iniciativa, realizada no país, desde a independência nacional, em 1975, tenha contribuído mais do que esta para publicitar, positivamente, a imagem da nossa terra como esta.

Em terceiro lugar, o Príncipe vive, desde 2006, num contexto de normalização da sua vida política e governativa, o que contribuiu para a criação de bases que permitiram a realização deste caminho e atividades referenciadas anteriormente. É muito difícil, para um país ou região, como a nossa, com enormes carências de recursos, materiais e humanos, traçar um plano para o seu desenvolvimento e tentar implementá-lo, recorrendo à mobilização de apoios internacionais para a sua materialização, vivendo, contudo, de passos ziguezagueantes e tumultuosos na sua organização política e governativa.

Entre 1991 e 2006, o Príncipe teve quatro presidente de Governos Regionais e respetivos governos, o que significa que cada um deles, esteve, em média, menos de quatro anos na governação, para o cumprimento dos objetivos contratualizados com a comunidade. É óbvio que não tiveram tempo nem disponibilidade para realizarem o seu trabalho e todos nos lembramos da situação, extremamente precária, do Príncipe, naquela altura, que, era, invariavelmente, sinónimo de marginalização, debandada, perseguição política, desorientação e caos institucional.

Quem é que se lembrava do Príncipe, naquela altura, para além daqueles que lá residiam ou nasceram? Quem é que se importava com a organização político-administrativa do Príncipe, naquela altura, para além daqueles que lá residiam ou nasceram? Quem se importava com a transição governativa, no contexto regional, naquela altura, sem recursos aos atos eleitorais, como forma de legitimação de poder?

É óbvio que as mudanças verificadas no Príncipe, nos últimos 10 ou 15 anos, no contexto político, económico e social, tipificam a emergência de um paradigma novo rumo ao resgate do futuro. Não podemos continuar a viver, somente mergulhados na urgência do presente, atribuindo valor nenhum à ideia de projeto e, com tal, condenando as nossas crianças e jovens aos piores sacríficos do que aqueles por que passámos.

Por que razão as nossas futuras crianças e jovens não devam ter direito a usufruir dos benefícios proporcionados pela riqueza da nossa floresta e biodiversidade e de todo o património paisagístico, natural ou construído, ao longo dos tempos?

Por que razão as nossas futuras crianças e jovens, como consumidores ou futuros pescadores, não devam ter direito a usufruir da diversidade dos nossos recursos piscatórios?

Aquilo que se conseguiu no Príncipe, nos últimos 10 ou 15 anos, por exemplo, no domínio da proteção, conservação e valorização  da floresta, é fantástico e denuncia um grande compromisso com as gerações futuras.

Da mesma forma, aquilo que se pretende fazer, no domínio da proteção do Oceano, desincentivando o uso do plástico, e de criação de uma área Marinha Protegida, na ilha do Príncipe, que será a primeira no país, cujo projeto está em fase adiantada de aprovação para posterior implementação, em colaboração com o Governo Português e outras agências ambientais internacionais, configura uma grande alteração no paradigma vigente, acautelador das necessidades das gerações vindouras.

Por outro lado, aquilo que pretende criar, no domínio da energia, valorizando as fontes alternativas ou renováveis, no contexto regional, é uma opção compaginável com a gestão responsável do futuro.

É óbvio que este novo paradigma comporta alguns sacrifícios no presente para que o futuro de outros seja menos tenebroso possível.

Por isso, também, nunca se falou tanto do Príncipe, tanto no interior do país como no exterior, como agora se fala, e as redes sociais funcionam como uma espécie de amplificador desta preocupação, que, como natural do Príncipe, deixa-me particularmente orgulhoso e satisfeito, excluindo algumas imbecilidades desnecessárias.

E isso é particularmente importante porque ao mesmo tempo que o Príncipe virou moda, nas reflexões e debates públicos, entre nós, ao ponto de tudo, nos domínios político, social e económico ser escrutinado; todavia, o papel, relevância e reflexão sobre a realidade predominante nas autarquias de S.Tomé,transformou-se numa espécie de espuma dos dias, com muita pena minha, ao ponto de, provavelmente, por exemplo, só meia dúzia de pessoas, em todo o contexto nacional, conhecerem os nomes de todos os presidentes das nossas autarquias. Muita pouca gente, para além das pessoas que lá vivem, sabem o que se passa, por exemplo, em Lobata, Lembá ou Mé-Zóchi. É triste e indesejável que assim seja!

Só um país de loucos pode, em detrimento da valorização da sua diversidade como bandeira para a sua afirmação além fronteiras, fazer um esforço titânico para diluir esta mesma diversidade em projetos políticos forçados de uniformização sociocultural.

Isso, também, diz muito da relevância política, cultural, social e económica do Príncipe, no nosso contexto comunitário e arquipelágico, ao contrário daquilo que alguns apregoavam e, até, ainda hoje, desejam e apregoam, quando tentaram, por exemplo, por motivação política, mesquinha e totalitária, a instituição de um sistema centralista no país, divididindo-o, no entanto, em autarquias todas equivalentes e iguais, sendo o Príncipe considerado como uma delas, sem terem em consideração a particularidade histórica e sociocultural dos respetivos territórios.

O próprio processo de transição de poder no Príncipe, neste momento, tem suscitado alguma inquietação e incompreensão, com alguns debates nas redes sociais, como nunca acontecera, em situação idêntica, noutras alturas, tanto no governo da república como no governo regional.

Isto diz muito da importância política e apetite que o Príncipe provoca, neste momento da nossa vida coletiva. Quem diria?! Até pessoas que não conseguem localizar, por exemplo, Sundy, Porto Real, Belo Monte ou Maria Correia, num mapa do Príncipe, participam nestas discussões com um fervor militante que mete inveja a qualquer natural ou residente no Príncipe. Sinceramente que eu fico satisfeito com este facto (não estou a ser irónico) porque tal configura um grande ato de manifestação de cidadania, excluindo, como é óbvio, todas as imbecilidades e tentativas de ataques de caráter. Nunca, como agora, o Príncipe foi alvo de tanto debate e reflexão entre nós.

Entre 1991 e 2019, S.Tomé e Príncipe teve 19 primeiros-ministros ou chefes de governo e respetivos governos. Grande parte destes primeiros-ministros foram nomeados pelos diversos Presidentes da República, num processo tranquilo de transição governamental, sem realização de qualquer ato eleitoral. Se tivéssemos realizado eleições para legitimação destes processos de transição de poder teríamos realizado eleições de 1,5 em 1,5 anos.

Entre 1991 e 2006, o Príncipe teve quatro presidente de Governos Regionais e respetivos governos e a maioria deles foram nomeados pelo primeiro-ministro, num processo tranquilo de transição governamental, sem realização de qualquer ato eleitoral.

As eleições, tanto para a Assembleia Nacional como para a Assembleia Regional, servem para eleger deputados às respetivas Assembleias e não para eleger primeiros-ministros nem presidentes dos Governos Regionais. Não existem candidatos a primeiro-ministro nem a presidentes do governo regional, do ponto de vista jurídico-constitucional.

Qualquer pessoa minimamente informada, deveria saber isso. E foi esta a receita seguida, desde sempre, no nosso sistema político, que possibilitou que, entre 1991 e 2019, tivéssemos 19 primeiros-ministros, sendo que a maioria dos quais não foi nomeado decorrente de realização de qualquer ato eleitoral e; por outro lado, entre 1991 e 2006, o Príncipe tivesse tido quatro presidentes de Governos Regionais e respetivos governos e a maioria deles foram nomeados pelo primeiro-ministro sem ocorrência de qualquer ato eleitoral legitimador desta transição.

Agora pergunto: por que razão, de repente, toda a jurisprudência nesta vertente e aquilo que era considerado como referencial, do ponto de vista de normalidade no nosso sistema político, já não é aceite, felizmente, por meia dúzia e pessoas? Que interesses, de natureza política, estarão a condicionar aquilo que era, consensualmente, considerado como normal pela esmagadora maioria das pessoas? Têm medo do quê?

Felizmente, este ato de transição do poder no Príncipe, inteligentemente pensado, também configura, em si mesmo, uma relação apaziguadora com o futuro da região porque permite consolidar o processo de estabilidade política e governativa da ilha, dotando-a de quadros jovens, inteligentes e ambiciosos, que podem continuar a servir e defender os interesses da região com eficácia. É óbvio que existem pessoas, como em todo o lado, que não estão interessadas nesta estabilidade e preferem o regresso ao caos, instabilidade e desorientação que o Príncipe viveu durante décadas.

Adelino Cardoso Cassandra

    35 comentários

35 comentários

  1. Pra frente STP

    8 de Junho de 2020 as 20:04

    Grande reflexão. Parabéns. Também eu tinha dúvida sobre a questão de transição no Príncipe mas já falei com alguns juristas e explicaram-me que é normal porque o mandato é de UMPP. E falei com mais pessoas que dizem que na altura que MLSTP tinha mandato Damiao Vaz e Zefedino Prazeres nunca eram eleitos deputados. O que mudou? Se Tozé sair é UMPP que indica pessoa que deputado vai confirmar. Ou querem instabilidade no Príncipe como em São Tomé. Não gostam de dar oportunidade aos jovens. Príncipe está a dar um grande exemplo a São Tomé na aposta na juventude. Mas se MLSTP não aceitar então tem que marcar eleição. Acho que vai ser um tiro no pé. Vamos ver

    • Como será

      9 de Junho de 2020 as 17:56

      MLSTP, bem como os outros da oposição nunca viram com bons olhos o desenvolvimento do Principe, se eles nao fazem nada para Stome, tambem nao fara para o principe, impendem tudo que podera melhorar o príncipe, assim vai a situacao destas lindas ilhas que os seus filhos nao aproveitam a sua beleza.É uma pena os santomenses nem imaginam o potencial do pais que têem. Estao a” dormir sono ” como se diz por ai.

  2. Assim que é

    8 de Junho de 2020 as 20:12

    Príncipe é o espelho de São Tomé e Príncipe. Parabéns a todos que contribuíram e especialmente ao Tozé Cassandra. Tantos ataques pessoais é lamentável e é sinal que é forte candidato a PR. Deixa Príncipe continuar o caminho para o bem do país.

  3. Inconformado

    8 de Junho de 2020 as 21:21

    Bom dia.Não convém criticar os antigos dirigentes do Príncipe, pois os contextos eram muito diferentes.
    Outra coisa: Não comparem gerir uma aldeola de 7 mil almas com uma população de quase 200 mil pessoas.
    Parafraseio o senhor Simão;”corrigem-me se estiver errado.”

    • Militante Antigo do MLSTP

      8 de Junho de 2020 as 22:17

      Senhor Inconformado só o facto de senhor comparar o Príncipe como uma “ALDEOLA” diz muito daquilo que o senhor é e sobretudo da forma como o seu partido e o tal de senhor Simão, mencionado por si, trata o Príncipe.Está tudo dito da forma como o MLSTP trata a ilha do Príncipe. Eu que sou de S.Tomé sinto-me revoltado imagino como é que as pessoas do Príncipe deve estar a sentir. Meu irmão devemos respeitar ou outros nossos irmãos para sermos respeitados também. É por vossa causa que o nosso partido tem perdido apoios do povo. Desculpa mais eu não gostei disto.

  4. Militante Antigo do MLSTP

    8 de Junho de 2020 as 22:23

    Além disso, camarada Inconformado, a desculpa de número de habitantes é uma falsa questão porque se é verdade que o Príncipe tem menos gente do que a capital também é verdade que os recursos financeiros ficam em maior quantidade cá em S.Tomé. Portanto esta desculpa não colhe. O Príncipe com os recursos que tem e com a população que existe lá tem gerido melhor e tem feito melhores opções de desenvolvimento. O bolo do orçamento que enviam para o Príncipe é de acordo com a realidade da população que existe lá. Eles souberam fazer coisas certas e não andaram na instabilidade e confusão como muitos andaram a fazer aqui.

  5. Diaspora

    8 de Junho de 2020 as 22:49

    A ilha do Príncipe defacto tem tido um rumo traçado a algum tempo. Sabem para onde querem ir. Isto é muito importante. Qualquer família, casa, empresa, partido, autarquia, região ou país tem de ter um plano traçado e tentar encontrar meios para cumprir com quadros capazes. Senão é apanhar água com cesto. Eu acho que é isto que falta o nosso país porque existe muita atribulhação nos partidos. Em vez de traçarem um plano e ir procurar investimento com gente que sabe o que deve fazer colocam só gentes dos partidos sem competencia. E depois vem outro governo tira toda a gente e mete as pessoas do seu partido. Tudo tem de começar de novo outra vez. Assim o país não vai desenvolver nunca mais.

    • Picão

      9 de Junho de 2020 as 13:16

      Adelino Cassandra está a defender o seu irmão coisa perfeitamente normal, vir quer passar ideia que Príncipe está bem é completa estupidez ou falta de carácter. Se não fosse que MLSTP do Príncipe não estivesse na sobre mando de António Burro o irmão da Maria das Naves eu enfienfeitava no MLSTP mostrar-vos como a porca torce o rabo. Infelizmente e não percebo como é que MLSTP pode ter António Burro como líder deste partido histórico, rapaz não só é burro como também bruto nem sabe o que é política esse partido vai acabar com esse António Burro.

    • Janota

      9 de Junho de 2020 as 13:17

      Kkkkkkkk. Não sabes o que falas!

  6. MLSTP partido dos caducos

    8 de Junho de 2020 as 22:55

    Ouvir dizer que essa gente de MLSTP de S.tomé não quer gente de Príncipe no governo deles. Credo gente de MLSTP não gosta de gente de Príncipe. Próxima eleição pode não vir pedir voto no Príncipe. Eles não dão oportunidade a jovens de partido deles, tem ciúmes de outro partido que lança jovem.

    Um partido histórico com líder do nível de António Burro. Kkkk muita piada

    Partido dos caducos!

  7. Da cabeça conselho

    8 de Junho de 2020 as 23:04

    Adelino CASSANDRA Filipe Nascimento não o jovem mais inteligente do Príncipe, tenha cuidado com aquilo que dizes. Fazer um curso de direito e sair com média 11 não é sinal de muita inteligência. Agora aquele fez um curso de Engenharia Civil com una média de 16 valores é oquê?

    Filipe tem ambição desmedida para sua idade e vai lhe custar caro! Espero estar enganado o tempo há de julgar.

    Quem não vos conhece é que vos compra.

    Coitado do Filipe

    • Inveja só

      9 de Junho de 2020 as 9:53

      Devido tanta inveja o país está como está. Só criar ódio com mentira. Eu sei k ele formou na universidade clássica onde n dão média alta mas ele n acabou com 11 nem 12. Pergunta e ele diz você média dele. Pk k outro de média mais alta não avançou? Qual é o vosso medo com o rapaz?

    • Correia

      9 de Junho de 2020 as 11:51

      Cabeça de Conselho, nós em S.T.P temos um hábito muito feio de transformar debate em problemas pessoais e tentar denegrir outras pessoas. O senhor diz que tem curso de Engenharia Civil feito com média de 16 valores e que Filipe tem média de 11 no curso de Direito. Eu pergunto ao senhor o que é que isto interessa para discussão sobre a vossa ilha do Príncipe e mesmo sobre S.Tomé. Eu sou formado em Direito embora não sou colega do Filipe Nascimento. Mas eu conheço ele sobretudo pelos trabalhos que já li dele relacionados com a temática de Direito. Acho que aqueles trabalhos que li dele eram muito bons trabalhos de reflexão jurídica sobre a realidade de S.Tomé e do Príncipe. Por isso também subscrevo a ideia que ele é brilhante neste aspeto. E nesta área poucos são os juristas que arriscam dar o seu contributo sobre a nossa realidade. Agora eu pergunto ao senhor, como formado em Engenharia Civil, com média de 16 valores, qual é o trabalho ou reflexão que o senhor já fez na sua área que retrata a realidade de S.Tomé ou do Príncipe? Se tiver algum trabalho eu agradeço que partilhe aqui para eu ler e dizer que o senhor também é brilhante. Temos de deixar de inveja e denegrir os outros. O senhor se em vez de tentar denegrir os outros pensasse em mostrar aquilo que vale, tendo em conta que tem o curso de engenharia civil com média de 16 valores, seria mais respeitado por toda a gente e seria considerado de brilhante.

    • Estudante do Príncipe

      9 de Junho de 2020 as 14:07

      Que ignorância “Cabeça de conselho”! O que é que a média de curso tem haver com brilhantismo? O senhor fez curso em que universidade? Diga-nos, por favor. O Filipe Nascimento fez curso em que universidade? Diz-nos, por favor. Se o senhor fez o curso onde estou a pensar eu não vou discutir mais consigo. Passôôo^. Fica bem porque se o senhor tivesse feito da universidade que o Filipe fez eu não acredito que o senhor saísse do primeiro ano, conhecendo como eu conheço o senhor.

  8. Eugenio

    8 de Junho de 2020 as 23:08

    Temos de reconhecer as coisas. Realmente o Príncipe nos últimos tempos teve um bom desempenho. Até cá na Alemanha onde vivo já encontrei publicidade nos jornais a falar no nome da ilha do príncipe. Estive de férias em S.Tomé e só tive pena de não ter lá ido. Meus parabens para o governador da ilha do príncipe. Tem feito um bom trabalho. Continua assim e todos tem de ajudar ele neste trabalho. Muito obrigado.

  9. deidato carlos

    9 de Junho de 2020 as 0:10

    Vai directamente ao assunto ” Tudo por causa do teu irmão ? ”
    Campanha presidencial ainda nao começou.
    Falou muitas coisas boas. E das más dos 10/15 anos no principe ?
    Completa teu artigo, humildemente pedindo algumas opiniões ao teu compatriota Danilo Salvaterra.
    Governar Ptincipe…”Não é governar S.tomé e Príncipe.
    Como dizem lá na ilha PAÇÓHHHHH

    • Como será

      9 de Junho de 2020 as 18:15

      Meu caro nem mesmo stome é dificil de governar, ate custa ouvir isto, o que se passa no nosso pais, no meu entender é falta de politicas crediveis e a sua implementação, nos santomense somos maus, vivemos com ódios e rancores dos que nos rodeiam,muita ganância, isto cega entendimento e bloqueia no desenvolvimento do pais funciona.Governantes crueis cheio de arrogâncias, falta amor patriótico.

  10. Ralph

    9 de Junho de 2020 as 6:28

    Dou-lhe uma razão para todo o interesse. O mundo tem-se tornado um lugar cada vez mais complexo, apressado e, também, corrupto. É cada vez mais difícil encontrar lugares que não tenham sido destruidos pelo homem na sua perseguição de riqueza ou exploração. Neste contexto, as pessoas têm-se tornado mais céticas, almejando por lugares de um aspecto mais simples, mais puro. Para muita gente, Príncipe (e outros sítios como ele) representam o tipo de lugar que deve ser protegido de mais destruição na procura de mais riqueza e/ou exploração humana. Tais lugares representam uma imagem de como o mundo costumava ser antes de a situação ter fugido do controlo. Isto apresenta uma oportunidade de se beneficiar da antenção mundial ao gerar mais rendimento e levar a um padrão de vida melhor para os residentes. Ao mesmo tempo, tal oportunidade traz consigo uma responsibilidade de proteger o ambiente que faz de Príncipe uma lugar tão almejado pelo mundo.

  11. somos culpados

    9 de Junho de 2020 as 8:41

    Principe realmente deu chapadas a Sao Tomé em termos de organização, boa governação boas práticas e estabilidade governativa.
    Infelizmente em São Tomé só há bandidos na governação.Vejam por exemplo a tal comissão para mitigação dos efeitos da Covid que é constituida por mesmos senhores que afundaram este País. Falo de Rafael Branco e Guilherme Posser. Ainda dizem que os 12 milhões de FMI não chegam. Devia-se perguntar ao primeiro ministro quanto é que o Estado vai pagar ou já pagou essas pessoas para estarem naquela comissão?
    Ainda assim fazem o povo de palerma…
    Cansado de palhaçadas….

  12. Diáspora

    9 de Junho de 2020 as 8:48

    Pessoas a passarem fome, a viver mal basta andar as roças do Príncipe, sem estrada vivem na maior imundície miséria tomou conta da população de Príncipe a viver mal buraco na estrada por todo lado Adelino Cassandra vem nos falar proteção ambiental prémio por amor de Deus Adelino 14 anos o mandato do teu irmão é uma desgraça o teu irmão sai milionário disto. Príncipe está mal muita fome não emprego para jovens teu irmão comeu tudo. Teu irmão é um dos maiores lastro desta República faz se de Santo. Aproveitou a pobreza mental deste povo para saber da sua vida e da sua família. Tó ZÉ CASSANDRA distribuiu terra para todos seus irmãos Tozé comprou casa em Algarve Tozé ofereu o seu amigo Isaltino Morais o recinto do parque popular oh dia se essa República funcionár asserio o teu irmão seria um dos que tem que ir preso é um bandido mor. Não ti preocupes que dar ou cedo a justiça de vina dara conta de vocês. Vocês são bruxos viste o final do Rodrigo Cassandra?

    • Água Grande Existe

      10 de Junho de 2020 as 11:30

      kikikikikikikikikikikiki. Agora política virou bruxaria também. Vocês matam-me com riso. O Tozé Cassandra deve estar a rir de vocês neste momento. Com adversários assim até eu ganhava eleições no Príncipe a brincar. Em vez de vocês unirem traçarem uma estratégia para ganhar eleições estão a falar de bruxarias e preocupar com família do Tozé Cassandra. Com adversários políticos assim o Tozé Cassandra até a dormir é melhor do que vocês todos juntos acordados. Está visto porquê que ele ganha todas as eleições no Príncipe. Parece coisa de século 19. Estar a falar de bruxaria na política. kikikikikiki. Sumúê… dã plãma…

  13. Portugal

    9 de Junho de 2020 as 8:52

    Adelino meu colega venha lá ver em que condições vive as pessoas que vivem na roça S.joaquim, Porto Real e não só! Adelino as pessoas não comem prémio Aloe vera. Muito dinheiro circulou no Príncipe, não se vê nada de concreto!

    • Principiano

      10 de Junho de 2020 as 11:52

      Portugal eu também sou do Príncipe e vivo em Lisboa. Portugal também tem fome, Espanha tem fome, Inglaterra tem fome, América tem fome. Diz-me um país que não tem fome. Portugal tem uma coisa que eles chamam Banco Alimentar que é para recolher alimento para dar aos pobres e aqueles que tem fome. Eu vive em Inglaterra e vi gente a dormir na rua. Vejo todos os dias gente cá em Lisboa a viver na rua e levam comidas para eles. Como é que o senhor quer o Príncipe seja único sítio do mundo que não tenha fome. Quando não tem argumento vocês ficam completamente stressados e não pensam e dizem só asneira.

  14. Fui do UMPP Sei o que falo

    9 de Junho de 2020 as 9:30

    Adelino CASSANDRA a você sorte tu e o teu irmão é ter um MLSTP com líder de nível de António Burro e os senhores donos do MLSTP não promovem jovens do Príncipe para altos cargos da nação se não, não sei não. Eu resumo o mandato de Tó ZÉ CASSANDRA numa autêntica vergonha 14 anos a falar das mesma coisa mesmo com todo esse dinheiro de HBD. Pessoas na miséria tu a falares de prémio blá blá blá. Eu também sinto um pouco culpado porque apoiei esse bandido do teu irmão corrupto por duas vezes!

  15. Diaspora chateada

    9 de Junho de 2020 as 10:02

    Fico triste com a juventude. Sempre dizem que os mais velhos não dão oportunidade para jovens. Agora k deram oportunidade em vez de darem as mãos para unir e apoiar estão a contribuir para destruir o Felipe. Mesmo aqui na diáspora em vez de manifestarem publicamente apoio a um jovem estão nos cafés a falar mal do Felipe. Não sei o que ele fez os jovens do Príncipe aqui da diáspora. Os mais velhos estão a rir dos outros jovens que estão a falar mal do rapaz. Os mais velhos estão a fazer de tudo para impedir e os jovens estão a ir na cantiga deles. Problema n é só Felipe. Estão a atacar todos vocês jovens. Vocês não quero perceber? Depois não reclamam

  16. Camblé

    9 de Junho de 2020 as 10:03

    Grande reflexão senhor Cassandra!!! Os meus parabens. A estabilidade política é essencial para qualquer país avançar. Agora tira um, depois coloca outro, depois volta a tirar e depois volta a meter outro, num espaço curto de tempo só pode dar barraca das grandes. Acho que a estabilidade é essencial para ganhar-se confiança junto dos investidores e parceiros e depois é necessário ter um plano de desenvolvimento bem organizado e quadros competentes para saber o que está a fazer. Desculpa dizer isso mas não tem nada a ver com número de população. Há países com pouca população e que são desorganizados e existe países com muita população que são organizados. Aquilo que estou a ouvir daquela ilha do Príncipe é que eles sabem para onde querem ir. Isso já é muito bom. Um abraço para todos ai.

  17. António Rolha

    9 de Junho de 2020 as 10:26

    Hoje em dia todos quase todos os países do mundo estão a apostar no tema de ambiente e sustentabilidade, tendo em conta aquilo que tem acontecido em toda a parte. Plásticos nos mares, corte abusivo de árvores que provoca extinção de animais, clima descontrolado, etc. Por isso eu acho que o governo da ilha do Príncipe fez boa aposta. Estão no caminho certo. A governação tem de pensar nas gerações futuras também. As nossas crianças merecem ter um bom ambiente para crescerem em segurança. Meus aplausos para todos ai.

  18. Miguel Rocha

    9 de Junho de 2020 as 11:05

    Eu sou português e não pretendo imiscuir nos assuntos de S.Tomé, um país onde tive oportunidade de viver, embora por poucos anos. De facto não conhecia o Príncipe. Fiz o serviço militar em S.Tomé. No entanto, estive no Príncipe em 1973 de passagem muito breve e regressei para S.Tomé onde vivi durante dois anos e meio sensivelmente. Regressei para S.Tomé e Príncipe em 82 e tive a oportunidade de visitar tanto o Príncipe como S.Tomé. Achei a ilha do Príncipe, naquela altura, muito abandonada e sem perspetiva nenhuma de desenvolvimento. Parece-me que o governador era uma pessoa de apelido Almeida ou qualquer coisa de género. Em 91 regressei de férias para S.Tomé e não visitei o Príncipe por razões que não vale a pena contar agora. Em 2017 voltei com a minha esposa a visitar S.Tomé e Príncipe e desta vez estivemos tanto no Príncipe como em S.Tomé, especialmente no ilhéu das Rolas.
    Achei que o Príncipe tinha dado um grande salto em relação ao ano de 1982. Fiquei encantado com aquilo que fizeram ai. Os melhores resorts estão no Príncipe, melhoraram algumas casas coloniais das roças, a cidade está muito mais limpa do que em S.Tomé, o povo é muito simpático e não encontrei tantos miúdos a pedir doces nas ruas como em S.Tomé e além disso sentimos, tanto eu como a minha esposa, um ambiente mais acolhedor no Príncipe do que em S.Tomé. Só é pena termos passado menos tempo no Príncipe do que em S.Tomé. Se soubessemos teríamos feito diferente.
    Continuem o trabalho de desenvolvimento da vossa terra.

    • Mt bem

      9 de Junho de 2020 as 23:10

      Miguel Rocha é por estes motivos k muitos estão revoltados. Deviam ser nós pra reconhecer.

  19. Irmão da outra ilha

    9 de Junho de 2020 as 11:33

    Alguma confusão que está a acontecer neste momento na ilha do Príncipe é só por causa de meia dúzia de pessoas que estavam convencidos que quando o Tozé Cassandra saísse do presidente do governo regional eles teriam uma grande chance para saltar para lá porque alguns até perderam vergonhosamente eleições contra ele. Não vou nomear nomes mas toda a gente sabe quem são estas pessoas que tem esta ambição. São estas pessoas que estão frustradas na minha opinião e não aceitam que o jovem vai substituir o Tozé Cassandra. Concordo com o Adelino Cardoso Cassandra que a tradição de transição de poder nestes casos tem sido esta tanto cá em S.Tomé como lá no Príncipe. Só que o poder cega as pessoas. As pessoas estão completamente frustradas porque os planos delas também furaram. Deviam juntar e trabalhar em conjunto e ajudar a cumprir aquilo que já foi feito pela equipa de Tozé Cassandra para o Príncipe progredir ainda mais. Quando o Príncipe desenvolve também S.Tomé desenvolve e o país todo ganha com isso. Só espero que esta ambição de poder de algumas pessoas não vai contribuir para criar instabilidade no Príncipe e estragar o rumo que estava traçado.

    • dgvbrt

      9 de Junho de 2020 as 23:07

      Muito sensato. Só não vê quem não quer.

  20. Moncó

    9 de Junho de 2020 as 15:05

    Esse gajo de Adelino é doído ouvir nome de Príncipe na Alemanha ou raio que parte é desenvolvimento? Prémio Aloe vera é desenvolvimento? População na maior miséria seria oquê? ADELINO PONHA NO TEU PRATO O PRÉMIO Aloe vera para tu e os teus filhos comeram. Vocês de Rodrigo são ma raça de gente.

    Como alguém acabou de escrever o teu irmão Tó ZÉ CASSANDRA hoje é milionária bandido, nesse país das bananas o crime compensa. Aqui não é vossa roça vais ver o que irá acontecer ão Filipe bandidos. Tó ZÉ CASSANDRA é atrevido come tudo agora quer sair foi buscar o seu sucessor, monarquia de Rodrigo Cassandra. Vocês andam a confiar na bruxaria espera oara ver o que vai acontecer.

    • Abre olho

      9 de Junho de 2020 as 23:06

      Miguel Rocha e Irmão da outra ilha já explicou o vosso problema. Em vez de ficar aí frustrados deviam juntar ao rapaz. Dizem k ele é apaziguador, diplomata, equilibrado. Quem sabe podem juntos fazer um bom trabalho. Não matem a juventude. Invejosos malfeitores.

    • Ai de vocês

      10 de Junho de 2020 as 9:26

      Ontem Tozé prestava pq Príncipe estava a receber investimentos e vocês estavam na linha principal. Agora houve mudança. Vcs podiam ir também mas ficaram pra depois estar aqui a espalhar ódio. Se fazerem mal ao Felipe é mal ao Príncipe. Vcs da elite estamos de olho em vcs. Está todo mundo atento. Faz mal ao rapaz vamos fazer uma revolta contra vcs da elite. Isto só mostra k são burros e malandros. Credo raça. Aviso está dado

    • Água Grande Existe

      10 de Junho de 2020 as 11:21

      kikikikikikikikikiki. Vocês do Príncipe fazem-me rir muito. Agora estão a falar em bruxaria. kikikikikikikikikikikikikikik. Misturar política com bruxaria. Sinceramente neste país existe muita ignorância ainda. hehehehehehehehehehehe. Tozé Cassandra tira vocês muito sono naquela terra. Agora é que eu percebo porquê que o Tozé Cassandra é Rei no Príncipe. Em vez de vocês arranjarem uma boa estratégia para ganharem eleições estão a falar de bruxaria a falar na família do homem. Enfim… Com adversários assim ele deve estar completamente satisfeito e a rir. Coisa de rir não falta neste país.

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