Opinião

Rebelo de Sousa, o maior Presidente português de todos os tempos

Conheci-o desde que fui a Portugal estudar, E acompanhei-o em quase todas as actividades públicas, desde a Faculdade como Professor, como comentador e analista nas rádios e televisões (quiçá, o maior), como político no PSD, até hoje, como o mais alto magistrado da nação.
Pelo que vi, analisei e, diria, estudei desse homem, o meu Professor Doutor MARCELO REBELO DE SOUSA, actual Presidente da República Portuguesa, por alturas em que andei a estudar na FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA, é grande verdade (refiro-me aos atributos que é reconhecido nele no post que já partilhei e que oportunamente será anexado aqui, devidamente adaptado).
Ele não tem mansão, Ferrari, muitos patrimónios na vida, Nem terá uma vivenda minimamente que se possa dizer de luxo Ele é apegado ao saber e vocacionado para servir o bem comum, a colectividade, o povo. E isso é que faz dele grande homem. Eis a grandeza de pessoas que o mundo quer.ou precisa. Obviamente que ele não se sente bem quando há pessoas a passar fome, na miséria, passando por catástrofes, pelos horrores da guerra, etc; não subtrai o bem do povo e com isso transformar~se em rico, milionário ou milionário como muitos são hoje que até ostentam como quem herdou ou trabalhou para tal…
Infelizmente, a maioria dos homem só vê para o seu umbigo. Até parece que têm mais necessidades que os pobres ou carenciados que são os maiores detentores de legitimidade para tudo no mundo… enfim…insaciáveis e insensíveis. E até parece que não pisam o chão… vivem no ar.
Tenho para mim que esse homem primeiro dedicou-se a fundo nos estudos enquanto foi um militante muitíssimo modesto do PSD porque, tendo estado em Portugal desde 1987, já recebendo suas aulas, nem me apercebi que era militante desse partido; e só depois dos seus 50 anos é que decidiu intervir na política para servir, repito para servir, a colectividade. E só procurou avançar discretamente embora fosse dos maiores analistas e comentadores políticos em finais de década oitenta, depois noventa e seguinte.
Enquanto Professor Catedrático da Universidade de Lisboa tentou ser Presidente de Câmara de Lisboa, perdeu para o Jorge Sampaio, este que era mais político (política como arte e tinha grande maquina do PS por de trás) e ele político académico (política como ciência) o que não é muito apropriado para ganhar eleições.
Chegou a ser líder do PSD e só ficou na oposição. Sempre com ambição de servir o seu povo, tendo sido já um homem bem conhecido nos médias e pelos portugueses pelas suas intervenções como comentador e analista político, com uma reputação ilibada, homem “impoluto e incorruptível”, candidatou-se a PR e sem campanha e com cerca de 150 mil euros. enquanto os adversários atingiram mais de 1,5 milhões, ganhou. E pelo andar da carruagem e sendo ele quem é e demonstrado aos portugueses e até ao mundo quem é, se ele se recandidatar, vai ganhar com mais de 80% dos votos. Nada que se compara com as altas percentagens que ocorrem nas eleições de países de pseudo-democracias.
Já se conhece alguns que atingiram 98% em ´África e lá para América latina e os pais entraram em rebelião com centenas e centenas de mortes. Tudo isso aliado ao facto de tanto a direita como a esquerda em Portugal estarem baralhadas, não ousam indicar candidatos (sobretudo o PS e PSD), sendo ele do PSD mais da ala esquerda, verdadeira social-democracia. Está em grande alianças/convivência com o Governo de António Costa e para um bom senso, melhor seria, nessa convivência pura e sã, nem convinha haver mais candidatos.
Pela sua versatilidade na vida social, do verdadeiro Marcelo, extrovertido, sem papas na língua, afável e grande amigo dos seus amigos, não resisto em contar um episódio a Marcelo que ocorreu quando fui lançar o I VOL. do meu livro – “REFLEXÕES JURÍDICAS DIREITO E POLÍTICA”:
Fui à Faculdade a procura do Professor Doutor JORGE MIRANDA para me dar a honra de assistir ao lançamento na Rua São Bento, no espaço “DESASSOSSEGO” da CHIADO EDITORA.
No átrio da Faculdade deparei-me com os dois: MARCELO e JORGE MIRANDA a conversar. Com bons modos consegui quase que interromper a conversa, porque poderia perdê-los, tão ocupados que são, convidei os dois. O Jorge lá me disse que talvez não podia porque tinha um mestrado para orientar e nem disse que podia ir ou não..um suspense … não houve um não.
Expectante fiquei, não obstante. O Rebelo tipicamente a sua maneira disse-me logo: Oh Hilário, hoje, com o jogo de futebol de Portugal-Gana (mundial, 2014) alguém vai assistir ao lançamento de algum livro! E não foi.
O Jorge que é também uma grandíssima personalidade, mas diferente do Marcelo, não tão dado às coisas do futebol como este que até de de Braga, lá compareceu mesmo 15 minutos depois do início do lançamento, em que o nosso conhecido Juiz Desembargador do Tribunal da Relação de Lisboa, o também santomense, Dr. AFONSO HENRIQUE, conhecido entre a maioria dos juízes santomenses como o nosso embaixador nas terras portuguesas, porque fazia quase tudo e fazia ponte na cooperação entre as justiça dos dois países.
Com alguma bênção, lá o Professor disse algumas palavras de circunstância e quinze minutos depois deixou a cerimônia. Uff! Curvando perante ele, agradeci, de fundo do meu coração por essa honra.
Marcelo é mesmo Marcelo. “Sui generis” em todo bom sentido.
Hilario Garrido – Juiz Conselheiro do Tribunal Constitucional de STP
    13 comentários

13 comentários

  1. Credo juiz

    20 de Junho de 2020 as 5:24

    O Sr. Garrido como Juiz só envergonha o Professor Marcelo. Se ele visse os seus acórdãos estaria decepcionado. Acórdão motivado por interesses político-partidários. Juiz conselheiro que declara ódio nos bares contra cidadãos. Ganha juízo e vergonha homem.

    • Jose Luis Cavalcante

      20 de Junho de 2020 as 19:51

      bem dito. Autentico palhaco. mas simpatico o saloio.

  2. Me-Zochi

    20 de Junho de 2020 as 5:29

    Este senhor assina como juiz conselheiro para fazer esse patético papel? Que artigo mais sem nexo e sentido. Este homem é uma vergonha em pessoa

  3. Amilcar Semedo

    20 de Junho de 2020 as 8:38

    Hilario Garrido, teve por duas vezes nota de MEDIOCRE na inspeção do Conselho Superior da Magistratura, o que o impede de ser juiz e muito menos JUIZ DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL de STP.
    Tenho provas do exame a este sr. falso juiz, pois a nota de mediocre impede qualquer magistrado de exercer a judicatura.

    • Viva

      20 de Junho de 2020 as 21:38

      Xiêêê, vc não sabe k ele é cunhado de Delfim???

  4. Jorge Trabulo Marques

    20 de Junho de 2020 as 12:27

    A inveja e a mediocridade de certas mentalidades, é vesga e cega -PREFÁCIO “abre caminhos na senda do desolador panorama nacional da cultura jurídica” O Juiz Conselheiro, Hilário garrido, que eu tive o prazer de entrevistar em São Tomé, a propósito do seu livro “Reflexões jurídicas” – Direito e Política – Destinado a pôr o direito ao alcance dos cidadãos, com “uma abordagem jurídica, política e até social da realidade de São Tomé Príncipe” e que teve como mestres Marcelo Rebelo de Sousa e Jorge Miranda, entre outros, é um intellectual com créditos demonstrados,
    De recordar que, a referida obra, é prefaciada por Carlos Semedo, um outro juiz santomense, muito credenciado , que lhe teceu as seguintes palavras:
    “No panorama nacional, Hilário Garrido, homem santomense feito Juiz, desbrava os matos da incultura jurídica com denodado e persistente esforço – escreve no início do prefacio, o Juiz Carlos Semedo, que acrescenta: O Juiz Garrido com a coragem dos pioneiros, abre caminhos na senda do desolador panorama nacional da cultura jurídica, trilhando as veredas do pensamento jurídico precipitado numa escrita de divulgação que percorre solitário todos os ramos do saber jurídico, escrevendo sobre matéria constitucional, de Direito Administrativo, de Direito Civil, Direito Penal, aventurando-se pelas escarpas íngremes dos regimes processuais, penal e civil, olhando criticamente para os fenómenos desviantes do sistema e dos valores.

    ONDE É QUE JÁ SE VIU OS JUÍZES SEREM AFASTADOS POR EDITAL PÚBLICO? A lei é bem clara, a Lei esclarece e só não a segue ou quem a desconhece ou quem a deseje subverter, que, a classificação de medíocre implica a suspensão do exercício de funções e a instauração de um processo disciplinar, que, segundo o Estatuto dos Magistrados – Supremo Tribunal de Justiça é de natureza confidencial até à decisão final.

    Nem o inquérito foi realizado nem chegou a ter carácter confidencial, tendo permitido ao Poder Politico, imiscuir-se uma esfera que não era da sua competência, com esta absurda e afrontosa e humilhante afirmação:

    “Juízes medíocres podem ser úteis noutros sectores” – Para Patrice Trovoada os juízes considerados medíocres nos resultados da inspeção aos magistrados judiciais, poderão ser úteis em outros sectores do país.“Se não tem aptidão podem fazer outra coisa. O governo está disponível para coloca-los noutro sector, não são pessoas inválidas. São pessoas que para determinada função foram consideradas inaptas. E qual é o problema?», afirmou o Chefe do Governo. Patrice- “Juízes medíocres podem ser úteis noutros sectores” | Téla Nón

    Associação Sindical de Magistrados Judiciais, denunciou, na ocasião. “flagrantes intervenções do poder político no sistema judicial”

    AFINAL PATRICE TINHA RAZÃO AO DIZER QUE OS JUÍZES CLASSIFICADOS COM NOTA MEDÍOCRE (claro, os que se vergam ao regime) PODERIAM SER ÚTEIS NOUTRAS TAREFAS
    QUEM É O JUIZ “BOM-FIM”? –

    O mesmo juiz que ousou subverter o Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça e devolver a fábrica de cervejas aos Irmãos Monteiros, amigalhaços de Patrice Trovoada
    https://www.telanon.info/sociedade/2018/05/10/26951/juiz-bonfim-de-lemba-deu-fim-a-rosema/

    ONDE É QUE UM TRIBUNAL DE 1ª INSTÂNCIA PODE ANULAR ACÓRDÃOS DE UM TRIBUNAL SUPERIOR? – Claro, na república das bananas O Juiz do Tribunal da Primeira Instância de Lembá, distrito onde se localiza a cervejeira Rosema, emitiu uma sentença que alegadamente anulou o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 27 de Abril último que ordenou a restituição imediata da Cervejeira Rosema, ao empresário angolano Melo Xavier.

  5. Pedro Costa

    20 de Junho de 2020 as 14:47

    Sr. Garrido, eu de vez em quando já vi aqui os seus artigos. Estivemos em Portugal quando cheguei; mas pelos longos tempos que não nos vemos e por estar a comentar algo que é público, estou a tratá-lo assim.
    Agora passemos ao que venho. Nunca comentei os seus artigos, mas gostaria de deixar aqui expresso o meu conselho.
    Penso eu, como Juiz Conselheiro do Tribunal Constitucional seria aconselhável não se expor tanto. Assim põe-se a jeito e com probabilidade de ser enxovalhado na praça pública por tudo o que se passou. Simplesmente um conselho
    As vezes pergunto-me a mim próprio ! Porque falar constantemente em Prof.Jorge Miranda, Prof. Marcelo Ribeiro de Sousa e Prof. Jorge Barcelar Gouveia?

    • Falar verdade

      22 de Junho de 2020 as 13:01

      O Juiz em causa faz habitualmente referência aos ditos professores catedráticos, porque tenta disfarçar a sua competência técnico-jurídico, à semelhança de muitos que dizem que estudaram em Coimbra ou na Clássica.
      Infelizmente, as pessoas esquecem que estudar nas prestigiadas universidades não é determinante. Determinante seria dedicação constante, ou seja, vontade de aprender todos os dias e fazer o melhor.
      Viva conhecimento e abaixo complexo de inferioridade.
      Fui…

  6. Tunchado

    21 de Junho de 2020 as 11:30

    Se ao menos o autor seguisse o exemplo dessas pessoas que refere para moldar a sua capacidade técnica seria bom, mas infelizmente esse juiz nunca de provas de nada. Apenas passa tempo nos cafés pedindo migalhas. No tribunal onde trabalhou não despachava processos só reclamava falta de dinheira e ainda falava muito mal dos colegas formados fora de Portugal. Esse representa o verdadeiro são Tomense preguiçoso, mesquinho invejoso e pedinte para não dizer mais asneiras.
    Enfim

  7. SANTOMÉ CU PLIXIMPE

    22 de Junho de 2020 as 7:20

    Fale do teu país e do teu Presidente,, Seja patriota,, Deixa de espreitar na vizinhança….

  8. sem assunto

    22 de Junho de 2020 as 13:58

    Como é dito algures, o único merito deste é ser cunhado do sinistro e prosmicuo Delfin Neves. Santa Paciência, então homem, este é um artigo que se escreve, e no fim assina-se como Juiz ?
    Tamanha profanação do termo e banalização da Instituição.
    Que prevaricação.

  9. Zaua

    22 de Junho de 2020 as 15:00

    Este não era o juiz que ficava na avenida a dizer que os presidentes do supremo tribunal eram todos uns bandidos e sem conhecimentos de direito..

  10. Chicão da Mina

    24 de Junho de 2020 as 16:11

    Sou Tuga, não conheço o Hilário Garrido – Juiz Conselheiro do Tribunal Constitucional de STP, mas conheço, e bem o Prof Marcelo. Algumas das afirmações do texto serão verdades, outras nem por isso. O Hilário Garrido – Juiz Conselheiro do Tribunal Constitucional de STP talvez não saiba os episódios da vichyssoise, ou como o Marcelo mentiu a vários políticos em Portugal para poder ser comentador na TV. E outros episódios que agora não interessam. Mas estranho como é que o Hilário Garrido – Juiz Conselheiro do Tribunal Constitucional de STP, faz um texto com tanta bajulação a um político estrangeiro. Será para mostrar ao povo de STP que ele conhece gente importante? Será que está a tentar algum lugar de representação diplomática? O Hilário Garrido – Juiz Conselheiro do Tribunal Constitucional de STP deveria ter um pouco mais de bom senso e preocupar-se com os problemas de Justiça de STP

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