Opinião

A Aldeia do Mal

Quem acompanha, com alguma atenção, a realidade política Santomense, nos últimos tempos, fica com a sensação que estamos perante um país cujos protagonistas políticos fizeram um pacto secreto, entre si, com a intenção de destruírem a comunidade que juraram servir e comportam-se, nalguns casos, como psicopatas perigosos que são capazes de matar os seus próprios filhos e, posteriormente, juntarem-se em reuniões faustosas, com muita comida e bebida, para celebrarem este ato macabro, convencidos da inimputabilidade dos seus atos.

Por isso, deve ser muito frustrante, sobretudo para a nossa juventude, acompanhar, ao vivo e diariamente, este autêntico desastre coletivo de um povo e ficar com a sensação, mais ou menos clara, que, aparentemente, está despida de instrumentos de intervenção que pudessem contribuir para evitar a catástrofe em causa, porque os referidos políticos mais velhos não querem ou não deixam, obrigando esta mesma juventude a ter de carregar um fardo, no futuro, cujo o peso é muito superior àquele que a referida geração teve de carregar, antes e depois da independência nacional.

Isto é revoltante, ultrajante e insidioso porque comporta uma ação concertada, de gente bem instalada no país, ciclicamente montada e realizada, contando com a mobilização de recursos cognitivos para a sua concretização. Ou seja, não estamos no domínio da ingenuidade ou da pura ignorância. Quem pratica estes males, de forma reiterada, tem-no feito com plena consciência daquilo que está a fazer, conhece perfeitamente a amplitude do mal que provocam ao país e, sobretudo, fazem-no com prazer,e, até, nalguns casos, imbuídos de sentimentos desprezáveis e indesejáveis numa comunidade humana.

Parece que estamos a viver numa aldeia do mal, onde vale tudo, e que os políticos, num ato de sobrevivência a todo o custo, comportam-se como os cães naqueles combates organizados pelos humanos,em que aquelessão obrigadosa lutar até à morte de um dos adversários, com direito a claques, ruidosas e famintas, que incentivam esta barbárie.

O país passou por dificuldades e problemas imensos, do ponto de vista político e institucional, durante o governo do primeiro-ministro, Patrice Trovoada, que representou um golpe tremendo no processo de consolidação da nossa democracia. Fui bastante crítico, naquela altura, e tive a oportunidade de denunciar alguns desmandos que foram acontecendo, que, nalguns casos, indiciavam uma agressividade e vingança desnecessária perante adversários políticos.

Estava convencido, contudo, que, com a chegada desta nova maioria (MLSTP + PCD + UDD/MDFM), as coisas iriam normalizar. Pura ilusão! A vingança, a maldade, o ódio e a agressividade, como motivação ou medida para acerto de contas, por parte desta nova maioria, tem funcionado como amplificadorde conflitos políticos,e os injustiçados e carniceiros, de ontem e de hoje, simplesmente mudaram de papéis.

É com alguma mágoa e surpresa que digo isso, mas, o Patrice Trovoada, quando comparado com alguns protagonistas desta nova maioria(MLSTP + PCD + UDD/MDFM),é um aprendiz de feiticeiro diante de mestres tão qualificados.

O mal que alguns protagonistas políticos desta atual maioria têm feito ao país terá, no futuro, repercussões inimagináveis na nossa comunidade e, para tal, basta constatar, hoje, os níveis de agressividade presentes no vocabulário político nas redes sociais e o tom e número de ameaças que algumas pessoas, bem identificadas, vão recebendo. Eu próprio não fui poupado.

Agindo como mestres feiticeiros que, tendo feito tanto mal às pessoas, durante muito tempo, nalguns casos desde a independência nacional, com maior ou menor sucesso, estas pessoas sentem-se, agora, encurraladas e pressionadas, por razões pessoais, políticas, sociais e económicas, e, desejam, desta vez, fazer todo o mal que puderem a um maior número de pessoas, de uma única vez, com o objetivo de defenderem os seus objetivos e interesses, e não receiam nenhumas consequências para o país decorrente deste ato “quase suicidário”.

Agem, muitas vezes, como é comum em todos os mestres feiticeiros, como narcisistas, ou seja, procuram ter nas mãos, por artifícios diversos, como, por exemplo, a criação de conflitos desnecessários e a ideia de que o outro é inferior, diferente e incapaz, o controlo total da vida dos mesmos e de toda a comunidade, e é desta forma que se sentem poderosos e donos desta nossa aldeia.

Darei, de seguida, dois ou três pequenos exemplos, daquilo que é a essência procedimental destes mestres feiticeiros, denunciador de todos os atributos negativos que referenciei anteriormente.

Aquando da mudança de liderança no executivo da Região Autónoma do Príncipe, que deveria ser um processo tranquilo e sem sobressaltos em qualquer democracia, soubemos agora, que, estando a Comissão Política do MLSTP reunida para analisar o referido processo, de repente, foram confrontados, na referida reunião, com a presença de um advogado, por sinal muito conhecido na nossa praça, que trazia ordens ou diretrizes por parte do PCD para que o referido processo de transição fosse dificultado ou obstaculizado e o governo central tomasse a iniciativa de dissolver todos os órgãos de poder na referida região autónoma do Príncipe, incluindo a Assembleia Regional e, em alternativa, nomeasse um novo executivo, presidido por um comissário político da própria região (que hoje sabe-se quem é)que ficasse na dependência do referido governo central, tendo como argumento para a referida decisão o facto do atual presidente do governo regional ser de origem Cabo-verdiana, da diáspora e muito jovem para exercício de tal cargo. Olha onde chegámos?

A Comissão Política do MLSTP, ainda com tiques severos de um centralismo bonapartista, que tarda em despir, anuiu a referida proposta e começou a criar condições políticas para a sua materialização contando com a participação e pressão empenhada dos deputados da própria região autónoma, do  referido partido, na Assembleia Nacional. Estavam, deste modo, pela primeira vez, desde a inauguração da Autonomia Regional no nosso ordenamento jurídico, criadas as condições políticas para reintrodução de um centralismo político que atrasou o Príncipe e cometeu as mais indignas barbaridades contra a população da referida parcela do nosso território.

O Príncipe passaria a estar, desta forma, na dependência, orgânica e funcional, do primeiro-ministro do governo central que teria, sob as suas ordens, um comissário político nomeado para a região, sem qualquer legitimidade política, como, aliás, acontecia na primeira república, que lhe enviaria relatórios periódicos sobre os acontecimentos políticos que ocorriam na região, num exercício de bufaria e atropelos à liberdade, individual e coletiva, caraterizador de um período nefasto da nossa vida coletiva, para além da instabilidade política desnecessária que tal acarretaria.

Ainda hoje, custa-me crer, que foi o PCD a propor ao MLSTP esta iniciativa e que este partido tenha anuído tal proposta. Soube, de fontes seguras, que foi o malogrado Alcino Pinto e o senhor presidente da república, Evaristo de Carvalho, que, dentro e fora do referido partido, nunca aceitaram que tal iniciativa fosse por diante porque, na opinião dos mesmos, tal facto configuraria um retrocesso ao processo de consolidação da nossa democracia. Há relatos, de fontes fidedignas, que o malogrado Alcino Pinto, para além de manifestar reservas, foi muito assertivo e contundente na oposição a este caminho, dentro do seu próprio partido, e que o senhor presidente da república encostou o senhor primeiro-ministro à parede, confrontando-o com a necessidade de assunção de responsabilidades políticas decorrentes das consequências que tal caminho acarretaria.

O Príncipe tem um dever de gratidão para com estes dois ilustres filhos da nossa terra, tendo em conta a amplitude do mal que estes malfeitores planeavam fazer à democracia regional e nacional.

E quem assistiu, como eu, ao debate na Comissão especializada da Assembleia Nacional, sobre o projeto da nova Lei Eleitoral, reparou a forma pouco humana e indigna, como o representante do PCD (líder do referido partido) tratou a memória do malogrado Alcino Pinto, mediante a proposta do representante do ADI, na referida comissão, confrontado, na altura, com a notícia da morte daquele, para que houvesse a interrupção dos trabalhos da referida comissão.

Tal comportamento, para muitas pessoas, configura um acerto de contas ou vingança do PCD contra uma pessoa que, legitimamente, entendeu que, no interior do seu próprio partido, deveria lutar contra injustiças e atropelos à nossa democracia.

Não creio ter presenciado, em toda a minha vida, um ato tão condenável e desprezável, em qualquer outro momento da nossa vida comunitária. Isto diz tudo sobre o radicalismo que existe, neste momento, na nossa terra, com génese no PCD e nesta nova maioria, que vai ao ponto de desconsiderar, até na morte, figuras de relevo da nossa terra.

Mais recentemente, esta mesma maioria que suporta o governo da república, pelas mãos do PCD, apresentou um projeto da nova Lei Eleitoral na Assembleia Nacional, cujo objetivo, sejamos francos, seria impedir que o anterior primeiro-ministro, Patrice Trovoada, pudesse concorrer às próximas eleições presidenciais.

É a primeira vez, na nossa terra, desde a instauração da democracia, que uma maioria e um governo, comportam-se desta forma ardilosa com o objetivo de impedir um adversário político de participar na vida política.

Qualquer cidadão fica com a impressão, tendo em conta os antecedentes recentes, que, não podendo prender e humilhar Patrice Trovoada, como desejariam, esta nova maioria, por motivos de vingança e ódio, inventou um expediente repressivo alternativo, limitador dos seus direitos de cidadania, que é a possibilidade do mesmo eleger e ser eleito para um órgão de soberania. E isto é incompreensível porque trata-se de alguém que já foi primeiro-ministro do país por mais do que uma vez.

Não é preciso ser um especialista em direito para se saber que qualquer lei deve ter um caráter geral e abstrato e, por isso, nunca deve ser feita especificamente para um sujeito singular. Estamos, cada vez mais, próximos da arbitrariedade, do posso, quero e mando.

Eu que fui muito critico do Patrice Trovoada e discordei de muitas decisões políticas que ele tomou, enquanto primeiro-ministro, não posso ficar calado, neste momento, perante este atentado aos propósitos de consolidação da nossa democracia, que instalou no país um clima político persecutório que autoriza ou viabiliza ações radicais de vingança e perseguição política que, nalguns contextos, tem como motivação a organização da nossa comunidade como um sistema de castas, consoante a força política que está momentaneamente no poder, onde cada grupo deve ocupar um lugar específico nesse complexo contexto hierárquico e segregacionista de organização da sociedade.

Da mesma forma que denunciei algumas práticas e decisões políticas que Patrice Trovoada tomou, enquanto primeiro-ministro, quando muitos que fazem parte desta nova maioria estavam satisfatoriamente calados e submissos, estarei, voluntariamente, na primeira linha de defesa da luta pelos seus direitos cívicos, e de qualquer outro cidadão, incluindo neles a liberdade de eleger e ser eleito.

Não posso admitir que algumas pessoas pensem que são donos do país ou que têm poderes especiais para submeter outra parte da população à indiferença e marginalização política. Infelizmente, é este o caminho que esta nova maioria esta a ensaiar. Se querem vencer o Patrice Trovoada façam-no no plano político, em eleições! Estas são as regras da democracia.

Reparem nos argumentos que esta gente utiliza para estigmatizar, marginalizar e impedir as pessoas de exercerem os seus direitos políticos, típicos de um sistema de castas. No caso do Filipe Nascimento acusaram-no de ser de origem Cabo-verdiana, no início e, posteriormente, de ser da diáspora, e, mais tarde, ainda, de ser muito jovem para ter responsabilidades políticas como presidente do Governo regional do Príncipe.

No caso do Patrice Trovoada, apesar do mesmo já ter exercido o cargo de primeiro-ministro, por mais do que uma vez, acusaram-no de não ser natural de S.Tomé e Príncipe, de não ter estudado no país e, por isso mesmo, de não ter amigos de infância na terra.

Passamos a ter, a partir de agora, cidadãos de primeira e de segunda, consoante a origem ou ascendência de cada um, se estudaram ou não na infância ou adolescência no país ou no estrangeiro e, até, se são jovens ou da diáspora, como atributos ou qualificações para exercício de cargos políticos no país. É obra!

Não existe nesta teia de impropérios, lançado a estes dois homens, nenhum argumento político aceitável em democracia, para além de ofensas gratuitas com a finalidade de estigmatizar, marginalizar, perseguir e limitar os direitos políticos e cívicos de ambos.

Se estas pessoas pensam e agem assim, neste momento, imaginem o que não farão se tiverem na presidência da república alguém que dará, acriticamente, respaldo a este modus operandi? É, também, por isso, que esta eleição presidencial que se avizinha será, porventura, a mais decisiva e importante da nossa vida coletiva, desde a instauração da democracia no país. Não tenho dúvidas nenhumas que o país e a sociedade perderão muito, em termos de aprofundamento e consolidação da democracia, se eleger um presidente da república oriundo da fileira desta nova maioria, tendo em conta os recentes e reiterados acontecimentos, alguns dos quais referenciados acima.

Esta cultura política que predomina no país, é fruto de um processo histórico, denunciador de conflitos, anterior à independência nacional, consolidada durante o regime monolítico e moldada, posteriormente, no contexto democrático, de acordo com as circunstâncias e vicissitudes momentâneas inerentes ao exercício do poder e tem como fundamento essencial a inexistência ou a falta de confiança política e interpessoal.

O problema é que se trata de uma cultura política autodestrutiva, que não pode ser alimentada durante muito tempo, facto que esta gente ainda não entendeu, por ignorância ou excesso de confiança, e a sua manutenção temporal amplifica, paulatinamente, a confiança e o divórcio entre os cidadãos e as instituições da república, sobretudo porque os indicadores de natureza macroeconómica e do próprio sistema político denunciam um autêntico desastre, durante décadas, e isto não pode ser iludido, por muito tempo, com programas avulsos de inauguração de chafarizes, mercados e pequenos projetos de requalificação de estradas.

Todos conhecemos, por outro lado, que a crise de confiança tem consequências negativas tendo em conta que gera cidadãos com menos propensão para respeitar as regras, tanto as relacionadas com o formalismo democrático como as de natureza legal.

Por tudo isso, só posso concluir, metaforicamente, que esta gente se comporta, diga-se de passagem, como uma espécie invasora que, uma vez num novo ecossistema, adaptou-se facilmente ao meio ambiente em causa, multiplicou e disseminou rapidamente, colocando, desta forma, a sobrevivência das espécies autóctones.

Mesmo vivendo em democracia há partidos e protagonistas políticos que se instalaram no sistema, desde a independência nacional, criaram raízes e uma grande teia de cumplicidade, e exibem as mesmas práticas de um regime autoritário, impedindo, desta forma, todos os esforços alheios, possíveis e imaginários, para a regeneração do referido sistema. É isto que está a acontecer, infelizmente, no país, e vai matar o nosso sistema político. Torna-se difícil, destruir esta espécie invasora que conhece todas as vulnerabilidades e vantagens do ecossistema em causa.

É por isso, aliás, que esta gente teme qualquer mudança que seja, de caráter pessoal ou institucional, ainda que mínima, no sistema político, porque tal pode ser sinónimo de início do desmoronamento dos seus interesses e das suas agendas.

A raiva, rejeição, desconfiança e desprezo inicial com que encararam a nomeação de um jovem brilhante como Filipe Nascimento para exercício do cargo de presidente do Governo Regional do Príncipe é demonstrativo deste sintoma de incómodo.

Farão tudo o que estiver ao alcance dos mesmos, para a manutenção das suas mordomias, mesmo que tal prejudique os interesses nacionais e ninguém pode ousar ter ambições políticas no país sem a autorização desta gente.

Por isso, acho que os jovens da nossa terra, em vez de andarem a escrever banalidades e inocuidades nas redes sociais, devem, mas é, investir uma parte substancial do seu tempo na leitura e estudo, na reflexão entre os pares, de forma saudável (nas comunidades e no interior dos partidos políticos) e, sobretudo, serem corajosos, criativos e ousados, de forma a expulsarem esta gente, paulatinamente, do sistema.

Será que tudo isso é fácil, numa sociedade como aquela que temos momentaneamente? Não! É muito difícil, até pelo facto desta gente estar disposta a resistir com todos os meios que têm ao seu dispor e tal tarefa exigir sacrifícios pessoais grandes. Mas não creio, todavia, que os nossos jovens tenham outra solução, no futuro, que não seja afrontar esta gente, caso contrário o futuro dos mesmos continuará a estar dividido, por muitos anos, entre a mendicidade e a emigração.

Adelino Cardoso Cassandra

    35 comentários

35 comentários

  1. Bom só

    7 de Dezembro de 2020 as 13:18

    Excelente retrato da nossa sociedade e do caminho que estamos a levar para o fundo do poço!!Esta parte: “acho que os jovens da nossa terra, em vez de andarem a escrever banalidades e inocuidades nas redes sociais, devem, mas é, investir uma parte substancial do seu tempo na leitura e estudo, na reflexão entre os pares, de forma saudável (nas comunidades e no interior dos partidos políticos) e, sobretudo, serem corajosos, criativos e ousados, de forma a expulsarem esta gente, paulatinamente, do sistema.” É A SOLUÇÃO! Jovens tem de deixar de andar a comer migalha deste ou daquele e mobilizar e exigir mais e melhor para o seu proprio futuro!!!

  2. matabala

    7 de Dezembro de 2020 as 13:24

    Mais uma vez muito bem! Gosto muito de ler seus comentários…boa análise! Estamos entregues á bicharada…machadinho de guerra está bem alto! Figuras jurássicas da républica não reformam de uma vez e gozar com o que roubaram todo este tempo…continuam e continuam. Triste ver um jovem lider de PCD acabado de ser nomeado que parecia pensar e ser diferente e…grande a desilusão…mais uma oportunidade perdida de um quadro que estudou fora e ainda faz pedagogia na Universidade para levar este país a bom rumo mas menos um opositor aos senhores da terra e á manutenção do estado de subdesenvolvimento em que nos encontramos…estamos perdidos!

  3. Pais

    7 de Dezembro de 2020 as 15:51

    Esta maioria está a instigar muito ódio e perseguição. Conheço muita gente que quer abandonar o país devido às perseguições.
    Este governo está a matar os são Tomenses aos poucos.
    Muito triste.

  4. Macedo

    7 de Dezembro de 2020 as 16:15

    Eu sempre vi que são estes velhos preguiçosos, má indole, rancorosos que vão dar cabo deste país. Desde 25 de abril de 1975 que estamos entregues aos bichos. Eles não tem piedade deste povo. E estão a preparar os filhos deles para continuar este processo de escravidão ao povo. Basta ver o que está a acontecer na contratação para o banco central, na Enasa, na Enaport, na CST e outras empresas. Venho agradecer ao senhor do artigo por esta grande reflexão. Muito obrigado

    • Jornalista de meia tigela

      8 de Dezembro de 2020 as 11:46

      Na Direcção dos Impostos tambem entrou mts camaradas e familiares do Ministro Osvaldo Vaz. O Director da DAF das Finanças como já lhe deram tacho ta caladinho. O teu dia tb vai chegar e vais voltar a base….

  5. Carmo Tayta

    7 de Dezembro de 2020 as 16:21

    Muito bom senhor Adelino Cardoso. Também fiquei chocada com este comportamento do senhor do partido PCD na reunião na Assembleia. A sociedade não pode estar dividida desta forma até na morte de pessoas não existe respeito e espírito de irmandade. Somos muito poucos para tanta maldade neste pequeno país. A política não pode continuar a dividir as pessoas e transformar os sãotomenses em pessoas más. Não éramos assim.

  6. Sequeira Almeida

    7 de Dezembro de 2020 as 16:32

    Estamos a caminhar infelizmente para o inferno na terra. Quem viver verá. Luta de gente grande que vai destruir este pequeno e lindo país.

    • Jornalista de meia tigela

      10 de Dezembro de 2020 as 10:20

      Luta de gente grande que já esta a destruir nossa nação. Tudo por culpa dos partidos politicos (de A a Z). Os partidos politicos em STeP é constituido por oportunistas, corruptos, deliquentes, bajuladores, jornalecos e sangue sugas. Acorda povo. Acorda sociedade civil….

  7. J.J.

    7 de Dezembro de 2020 as 16:43

    Meu caro senhor quem faz estas coisas não faz por ignorância não sinhor. Eles abem muito bem o que estão a fazer. Estão a defender os interesses deles das famílias deles, dos filhos deles. São pessoas que não estão interessados no desenvolvimento deste país mas sim nos seus interesses próprios. Eu também não gostava de algumas coisas que o Dr.º Patrice fazia mas estes que estão agora no governo são piores do que ele. Muito pior. Discuti com muitos colegas meus por causa disso quando me diziam que o MLSTP e PCD são diferentes blá, blá, blá. Agora eu digo eles para olhar o que eles estão a fazer. Como é que se admite que um governante do país por exemplo vem fazer um grande casamento lá em Portugal com comes e bebes, numa quinta que custa mais de 50 mil euros de aluguer e outras mordomias. Malvados e corruptos.

  8. Gabones

    7 de Dezembro de 2020 as 16:59

    Toda a gente sabe que o objetivo é impedir o Patrice Trovoada de fazer política em S.Tomé. Não podemos caminhar deste modo. Tudo isso é muito triste. Cada vez mais tenho a convicção que a independência foi um grande mal para este país porque algumas pessoas entenderam que só elas é que tem direitos e poderes e que as outras devem estar submetidas aos seus desejos e luxurias. Agora é que se descobriu que temos gente com ascendencia de cabo verde, de gabão, de angola, de nigéria e outras partes que também são deste país e eles não tem direitos como os outros. Como coisa que existe alguém neste país que é só de origem de S.Tomé num país que quando foi descoberto não existia ninguém a viver nele. Brincadeira tem hora minha gente. Esta maioria foi para o governo para dividir mais os Sãotomenses do que aquilo que já estavam.

  9. Olinto Malheiros

    7 de Dezembro de 2020 as 17:16

    Sinceramente! Porquê que não queriam dar posse ao jovem Dr.º Filipe Nascimento que eu conheci em Lisboa pessoalmente. Querem controlar tudo e todos. Se fosse filhos e filhas de alguns senhores do MLSTP já podia ser presidente do governo regional do príncipe. Os jovens também são culpados desta brincadeira que está a acontecer no país. Só os filho dos senhores do MLSTP, PCD, ADI e de outros partidos que podem ser políticos naquele país. É por isso que o país não avança. Mesmo sendo incopetentes e burros tem de ser sempre filhos destes senhores é que tem de ocupar cargos neste país. No Príncipe eles fizeram muito bem de criar outro movimento deles para evitar que os senhores do MLSTP mande em tudo e em todos. Isto é um grande atrevimento. Desde que eu nasci neste país, cresci, estudei, vem para estrangeiro, fiz curso, arranjei mulher, tenho filhos que o MLSTP está a governar ete país com os resultados que toda a gente conhece. Só miséria. Tenham vergonha.

  10. Andorinha

    7 de Dezembro de 2020 as 17:30

    Muito bem uma explanação bem feita e isenta de recordar que este senhor foi critico em algumas das decisões do anterior executivo do ADI mas ele frisou e disse aqui que deste a implantação da democracia nunca se viu nada assim S.tomé esta mal piorou.

  11. Fuba cu bixo

    7 de Dezembro de 2020 as 17:44

    A pergunta que o povo faz é o seguinte “se querem vencer o Patrice Trovoada porque que não façam no plano político em eleições “? Vocês da maioria têm medo de Patrice Trovoada por isso estão a utilizar todas as artimanhas de perseguição e criaram lei para impedir o Patrice Trovoada de exercer o seu direito de cidadania isto é triste o povo tem que correr com esta nova maioria.

  12. Pascoal Carvalho

    7 de Dezembro de 2020 as 19:31

    A classe política é mesmo quádrupla.
    Muitos esquecem-se inclusive da própria família, quanto mais do povo votante.
    Enquanto houver divisões sócias, haverá sempre essa corja de malfeitores da nacao.
    Todos têm tido suas oportunidades claras de e para fazerem melhor, entretanto, só o pior se vê, registrando um crescimento pelo menos inaceitável.

  13. Eleições presidenciais

    7 de Dezembro de 2020 as 20:12

    Muita coragem de chamar todos os bois pelos nomes. Tem toda a razão em falar que estás presidenciais são de extrema importância para trazer algum equilíbrio ou travão a tanta maldade. Conto com a candidatura do seu irmão para ser a pedrada no charco neste sistema de vícios e de velhos do Restelo. Os outros : Vítor Monteiro, Maria das Neves, Fradique Menezes, etc são mais do mesmo. Nem candidato de Adi nem Mlstp nem PCD nos serve. Precisamos de alguém independente e com provas dadas.

    • Seabra

      7 de Dezembro de 2020 as 23:31

      Eleições presidenciais VALIDO a 1000% da sua OPINIÃO que é justa , URGENTE de pôr em prática tão já para as próximas eleições. Nenhum dos marmanjos destes respetivos partidos fizeram BEM ao povo e ao país STP…mas houve uns que foram bem piores do que os outros. No fundo, todos pertenceram ao MLSTP arrependidos e/ou oportunistas que mudaram do partido : Gabriel Costa, Afonso Varela, Miguel e Patrice Trovoada,Fradique de Menezes etc etc….são estes mesmos individuos que foram mudando de partido em partido, unicamente por interesses individuais, ou seja por oportunismo. Eram todos da mesma ALA e hoje pertencem a ALAS diferentes e vão brigando uns contra os outros para o PODER. Quem diria que o Varela e o Gabriel não seriam mais amigos? Isto tudo tem uma só razão a rivalidade”do PODER”. É muito triste!

  14. Jovem

    7 de Dezembro de 2020 as 21:29

    País todo atoa, sem normas, sem respeito, sem moral. É só perseguição, ódio e vingança. Nós estamos entregue aos bichos. Estes políticos velhos vão matar o povo todo.

  15. Almeida sem futuro

    7 de Dezembro de 2020 as 21:46

    país nasceu dele mal e vai acabar mal. é a lei da vida. Não vejo estes jovens preguiçosos, mal habituados, que não gostam de sacrificar por nada a mudarem esta realidade. Muitos deles preferem estar a passar mal, a ganhar 50 ou 70 euros por mês num gabinete de ministro, com formação superior, e não arriscam para afrontar estes políticos miseráveis. É por isso que estes políticos abusam. eles sabem o tipo de joven e do povo que existe em s.tomé.

  16. Fifi

    7 de Dezembro de 2020 as 22:04

    Eu concordo com o articulista, porque o Dr.º Patrice Trovoada diante destes malfeitores é um aprendiz de feiticeiro. Estes bosses do MLSTP e PCD são mestres de feiticeiros encartados. Se for preciso matam sem piedade e ainda vão para o enterro chorar. Eu sei do que estou falando porque andei na mesma escola que eles durante algum tempo. É por isso que eu digo aos meus familiares para esquecerem este país e virem para o estrangeiro e deixar estes políticos com vida deles. Eles ficam lá a governar eles mesmos a se matarem uns aos outros.

  17. Hipocrisia

    8 de Dezembro de 2020 as 7:23

    Esses dirigentes de meia tigela fizeram pacto com diabo para perseguições mas isso tudo vai virar contra eles. Meu caro Cassandra meus parabéns o texto traduz naquilo que se passa em São Tomé e principe.
    Tudo o que o Jorge disse desde início como unir a família são Tomense, combater a corrupção está a fazer ao contrário. Nunca vi nada assim. Falavam de patrício mas estes superaram em maldade. Até viram os são Tomense contra os são Tomenses. Onde já se viu discriminar as pessoas porque têm origem em Cabo Verde Angola Moçambique Gabão ou simplesmente porque não são camaradas de partido. Depois vão a esses países pedir apoios. Maltratam os originários desses países muito em São Tomé. Estou aqui para ver esse Jorge. Não esqueçam que homem manda com o tempo e Deus para sempre. Ainda por cima somos todos mortais.

  18. José Mendonça de Sousa

    8 de Dezembro de 2020 as 8:09

    Força meu Caro Adelino
    Uma Grande Reflexão
    O que passa é que estes pecedistas, UDD, são grupos de preguiçosos que não sabem fazer outra coisa, sinão estarem no poder para roubar, roubar e roubar o país. Já estão no tribunal constitucional, onde o seu presidente Pascoal Daio, vende uma viatura para duas pessoas ao mesmo tempo. A policia prendeu a viatura, mas o caso foi abafado pela ordem de Delfim Neves.
    Outro Presidente do Tribunal que engravida a sua cunhada, permitiu a circulação de envelopes nas escadas do tribunal vindo do caso Rosema e nada passou.
    O Roubo tem sido generalizado e ninguém faz nada porque o próprio tribunal está metido no mesmo.
    O Carlos Neves, chefe dos preguiçosos no país, quero candidatar as presidenciais mas sem oposição. Quando lhe vi nos órgãos da comunicação social a defender esta lei macabra, fiquei arrepiado com o nível de ignorância e da maldade deste individuo.
    Por isso, como jovem que também sou, vamos todos encerrar as fileiras para travar estes suicidas de tomarem o poder no país.
    Bem Haja S.Tomé e Príncipe

  19. Tino

    8 de Dezembro de 2020 as 10:15

    Eu diria que esses dirigentes deixaram de ser feiticeiros para serem diabos.
    O país ficou perseguição, corrupção, bufaria, desmando.
    Mesmo quando fica doente ou morre alguém de que não gostam, fazem festas e cantam vitórias. Ainda por cima vão as igrejas rezar como se fossem santos.
    Gente reles e de má índole.

  20. Fifi

    8 de Dezembro de 2020 as 10:21

    Por mim essa maioria pode trazer 50 candidatos às eleições presidenciais que não vao ganhar. Bandidos e gatunos.

  21. Inconformado

    8 de Dezembro de 2020 as 12:05

    Caro adelino.Tu já me tens desapontado, mas desta vez foste longe demais. Chamar Patrice Trovoada de aprendiz de feiticeiro, comparando-o a esta maioria foi uma atitude tão insensata que eu não esperaria de alguém tão inteligente como tu. Um dia se Agostinho Fernandes abrir a boca… Não há democracias perfeitas, assim como os seres humanos não são e tu não foges a regra. Não sabes que o ADI é um partido privado? Porquê que não opinas sobre o caso dos catamarans?! Só para tu saberes; eu vivo na diaspora há quase 25 anos.Estudei com bolsa do estado português e com ajuda dos meus familiares.

  22. Inconformado

    8 de Dezembro de 2020 as 12:12

    Não acredito que seja medo genuino da pessoa do Patrice Trovada em si, mas sim dos darkdólares envolvidos. Devia haver uma prorogativa imposta aos candidatos a altos cargos públicos que os obrigasse a esclarecer a origem das suas rendas.

  23. Lourenço

    8 de Dezembro de 2020 as 12:26

    Grande artigo senhor Adelino! Abraços.

  24. Nanana

    8 de Dezembro de 2020 as 13:21

    Não vou acrescentar mais nada, para não estragar o texto.
    Excelente, como sempre o nosso conterrâneo Adelino Cassandra.
    Subscrevo, na íntegra o texto, ressalvando:
    DESILUSÃO TOTAL, ESTA NOVA MAIORIA!

    Perderam uma excelente oportunidade de fazer Bem, Diferente e Melhor
    Mas ninguém dá aquilo que não tem.
    Pena, muita pena.

  25. Manekinho

    8 de Dezembro de 2020 as 13:44

    Meus caros compatriotas essa maioria não pode controlar a presidência com as próximas eleições senão aí é que estaremos mesmo no inferno. Estão a espera disso para porem em marcha o plano maquiavélico e perseguir toda gente de que não gostam a torta e a direita.

  26. Inconformado

    8 de Dezembro de 2020 as 14:02

    Eu podia dar este senhor uma resposta á medida, mas não tenho muito tempo, trabalho muito. Mas assim que eu tiver vagar espero fazê-lo por um artigo ou por um comentário extenso.

  27. Francisco Paulino

    8 de Dezembro de 2020 as 19:22

    Digo mais uma vez: que se faça um referendo para podermos ser uma Região Autónoma de Portugal como a Madeira ou os Açores. Só assim este País terá futuro. Disse!!!

    • matabala

      9 de Dezembro de 2020 as 8:32

      Uma excelente ideia!infelizmente os velhos do Restelo esses colonos negros- que foram os unicos que verdadeiramente ganharam com a independencia a tomar tudo o que o colono branco deixou- vão continuar a manipular o povo simples com ideias de liberdade/escravatura, como se não fossemos todos escravos dos desmandos e das politicas desastrosas deles! e que liberdade temos???a de ser perpetuamente mendigos e pedintes…já ninguém nos leva a sério!

  28. gigi

    9 de Dezembro de 2020 as 11:01

    até que enfim!!!haja alguém…afinal não estou maluco!!Há quem veja e sinta o mesmo que eu…ás tantas nós até ficamos a pensar que somos os únicos a ver coisas como elas são!!! obrigado Sr Cassandra por me devolver a confiança na minha sanidade mental.

  29. Vou falar

    9 de Dezembro de 2020 as 15:22

    Muito bem falado. Mais antes de falar de MLSTP/PCD, fala também da corja k tozé alimentou no Príncipe e agora está contra ele próprio. Coker antónio Tebus quem era você antes?? Lá em Portugal você era segurança de hospital. Foi pra universidade lusófona comprar diploma. Tozé trouxe vc e foi pior secretário, só máfia. Tomou casa, caro, tereno saojoao, só casa foi com dinheiro de salário? Cuidado. Agora foi negociar com mlstp para ser presidente de príncipe de transição contra filipe. Como não deu agora ker fazer partido pun contra umpp. Ninguem vota em vocês

    • Untace bon

      10 de Dezembro de 2020 as 11:26

      Coker tebus unta ocê bon?? Você com aerton andou la a enviar documento pra tribunal pra tramar Toze e agora quero fazer partido mas deus não dorme. Ta com medo de perder mordomia e fica a vinga de pessoa.

  30. Clara Bandeira

    11 de Dezembro de 2020 as 17:42

    Com certeza, um dos artigos mais frontais e realistas sobre a política são-tomense. Que possamos todos ter a coragem para criticar construtivamente e fazer a diferença em termos de ação política e administrativa.
    Bem haja.

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