Opinião

A má moeda e a boa moeda – A Culpa não é deles!

Há um princípio económico, conhecido com a Lei de Greshan (em homenagem ao  Sir Thomas Gresham, conselheiro financeiro da rainha Isabel I de Inglaterra) que, em termos simplificados, preconiza, que, sempre que num contexto económico predominar mais do que uma moeda, tendo em conta a perceção dos agentes económicos relativamente às características das mesmas e aplicando a lei em causa, a moeda classificada como “má”, acaba por ser aquela que os agentes utilizam recorrentemente para efetuar os pagamentos e, com tal, expulsa a moeda considerada como “boa” da circulação que os agentes têm tendência em guardar em casa.

Vendo a realidade Santomense, neste momento, e sobretudo aquilo que tem ocorrido na ilha do Príncipe, fruto da irresponsabilidade, desatino e incompetência de um governo central que teima em conduzir o país para o caos total, alimentando um sistema de manifestação de ódios e perseguição política, como aconteceu na primeira república, só posso concluir, tendo em conta aquilo que tenho recorrentemente escrito sobre a realidade prevalecente no país, que tudo isso tem uma semelhança simbólica, em termos políticos e sociais, com a Lei de Greshan.

S.Tomé e Príncipe é um dos poucos países do mundo, que, desde a independência nacional, tendo melhorando a qualificação dos seus cidadãos, em vários contextos de formação científica e técnica, mantém, contudo, um desempenho medíocre em quase todos os domínios de manifestação, sendo, todavia, no domínio político, que a questão é mais dramática, fruto da ignorância ou saber escasso, da mediocridade, da indecisão, da falta de consciência decorrente de novas responsabilidades que as mudanças políticas e sociais trazem consigo e, sobretudo, da replicação geracional de um sentimento de manifestação de ódio e perseguição política, com génese na velha escola do MLSTP, que continua a produzir políticos em série que alimentam a manifestação da tal Lei de Greshan.

São estes políticos, caracterizados coma “má” moeda, que nos têm governado, ciclicamente, com resultados negativos e frustrantes para várias gerações de Santomenses, e têm feito de tudo para expulsar os mais qualificados e competentes da nossa terra, caracterizados como “boa” moeda, ao exílio e acantonamento.

Darei de seguida, três quatro exemplos, mais ou menos longínquos, tendo como referência alguns factos incompreensíveis decorrentes das relações estabelecidas entre o Governo Central e a Ilha do Príncipe, que podem contribuir para a caracterização daquela realidade entre nós e explica, em parte, as razões pelas quais o país tardará em dar sinais de esperança aos seus cidadãos, por mais recursos financeiros que nos venha a calhar em sorte.

A grande maioria das pessoas da minha geração e das gerações anteriores, oriundas da ilha do Príncipe, hoje formadas em várias áreas específicas de conhecimento científico e técnico, tiveram a oportunidade de continuar os seus estudos, porque o governo caracterizado como “colonial”, por parte do MLSTP, ainda antes da independência do país, proporcionou aos estudantes do Príncipe a oportunidade de continuarem os seus estudos, facultando aos mesmos uma residência e condições ótimas, na capital do país, na Quinta de Santo António, para que pudessem realizar os seus sonhos, tendo em conta que na ilha do Príncipe o nível de educação escolar só chegava ao 6.º ano de escolaridade (atual 6.ª classe). A Quinta de Santo António foi, para muitos naturais da lha do Príncipe, uma espécie de salvação para concretização das suas ambições formativas, graças ao referenciado “governo colonial” português, na voz do MLSTP. Foi na Quinta de Santo António, que, juntamente com os meus colegas do Príncipe e dos Angolares, adquiri certas competências sociais que fazem de mim, hoje, aquilo que sou no âmbito das atitudes, valores e comportamentos em sociedade. Acredito que tenha acontecido o mesmo com a generalidade dos meus colegas do Príncipe que frequentaram o referido local e estão, neste momento, formados e espalhados um pouco por toda a parte do mundo.

O que é, entretanto, que, o governo central fez, posteriormente, matando o sonho e o futuro de dezenas ou centenas de estudantes do Príncipe, no início da década noventa do século passado?

Decidiu, sem informar as autoridades regionais, acabar com  Lar dos Estudantes na Quinta de Santo António, que, todos os anos, acolhia a totalidade dos estudantes que terminavam o seu ciclo de estudos no Príncipe e teriam de continuar a fazê-lo em S.Tomé. Em substituição deste autêntico atentado público, forneceu aos referidos estudantes paupérrimas bolsas de estudo sob determinadas condições.

Como é que os estudantes do Príncipe poderiam ir estudar para S.Tomé com uma bolsa de estudo miserável e sem proteção ao nível de habitação, alimentação e outras coisas necessárias para o cumprimento desta tarefa tão exigente?

É obvio que muitas estudantes do Príncipe ficaram pelo caminho, tendo em conta estes constrangimentos, e nunca mais voltaram a estudar, até que, muito mais tarde, foi instalado no Príncipe níveis de escolaridade mais avançados que lhes permitiam a consecução desta ambição. Um governo central, digno deste nome, de qualquer país do mundo, responsável e com sentido de interesse geral do país, tomaria esta decisão? É óbvio que não! Mas isso aconteceu! Que conclusão podemos tirar desta experiência tão dolorosa para as pessoas que viviam no Príncipe naquela altura? É óbvio que as pessoas, decorrente deste ato, e tendo em conta os reiterados acontecimentos desta natureza e amplitude, relativamente ao contexto regional do Príncipe, só podem concluir que o referido “governo colonial” português, na expressão do MLSTP, tinha, ao contrário do referido governo central do país, uma perspetiva integradora e de coesão do país, bem como princípios de justiça e igualdade no tratamento destas situações como seu lema.

Tendo feito isso, transformaram, posteriormente, o referido Lar de Estudantes, na Quinta de Santo António, numa espécie de palácio de pioneiros e outras vulgaridades, típicas de regimes totalitários, configurador de uma autêntica aberração. É este o conceito de desenvolvimento desta gente!

Ou seja, entre estas duas prioridades, criação de condições para que os estudantes do Príncipe pudessem continuar os seus estudos em S.Tomé, em termos de igualdade com os jovens daquela parcela do nosso território e a construção de um palácio de pioneiros, optaram, sem hesitar, por esta segunda opção. Isto diz tudo sobre aquilo que esta gente considera como prioridade para o desenvolvimento do país. É por isso, também, que estamos, hoje, onde estamos!

Mais tarde, replicando este sintoma de segregação, o senhorRafael Branco, como primeiro-ministro, negociou com várias entidades estrangeiras a possibilidade do país participar no projeto de cabo submarino, excluindo, contudo, a ilha do Príncipe do referido projeto, por sinal, a ilha, no nosso contexto arquipelágico, cuja exposição aos efeitos de dupla insularidade e isolamento era já evidente. Ou seja, com a decisão política deste senhor o sintoma de insularidade e isolamento do Príncipe amplificaram. Cabo Verde, que tem uma configuração arquipelágica mais complexa do que a nossa, fez o mesmo e, no entanto, não excluiu nenhumas das suas ilhas deste propósito. Isto diz tudo da intenção dos diversos governos centrais relativamente ao Príncipe e, especialmente, do partido deste senhor que se considera no contexto nacional um génio da política.

Talvez seria bom lembrar a este senhor e ao seu partido que o governo que consideram como “colonial” quando criou condições para o lançamento do cabo telegráfico submarino não excluiu o Príncipe deste propósito. Que governo tem caráter colonial, neste caso? Como é que as pessoas no Príncipe não hão de desconfiar desta gente? É com esta gente que vamos endireitar o país e implementar um espírito de solidariedade, justiça e coesão nacional?

Mais recentemente, informaram-me, que a atual ministra da educação (são sempre pessoas do MLSTP) quando questionada, recentemente, numa entrevista, sobre a razão pela qual o governo central não construía um Liceu no Príncipe, com determinadas valências, como aliás, o referido governo central fez, praticamente, em todas as autarquias do país, a mesma, com o ar cândido e sectário, respondeu, prontamente, como aqueles cães de fila que são treinados para cumprimento de certas tarefas específicas, que não tinha que fazer nenhum liceu no Príncipe porque o Príncipe gozava de um estatuto de autonomia regional.

Fiquei perplexo com esta constatação da referida ministra, tendo em conta, até, que uma parte significativa das verbas que são mobilizadas para a construção destes liceus, em várias autarquias de S.Tomé, provêm de investimentos de empresas petrolíferas que têm projetos de exploração de petróleo em zonas de exploração conjunta com outros países ou na nossa zona económica exclusiva. Nunca esperei que uma ministra do país, numa pasta especialmente exigente e que deveria denunciar especiais aptidões para a racionalidade argumentativa e declaratória, manifestasse, pelo contrário, uma especial aptidão para a prática de bullying tendo como motivação princípios doutrinários que interiorizou no interior do seu partido contra a Região Autónoma do Príncipe.

E tudo isso comporta uma tremenda contradição na medida que, a mesma maioria governamental que nega ao Príncipe uma maior autonomia, decorrente da eventual aprovação do um novo Estatuto Político-administrativo, contendo condições que permitiriam a região mobilizar recursos financeiros para tal propósito, é a mesma que declara não poder construir um liceu no Príncipe porque a região goza de autonomia regional. Como é que eu posso acreditar na bondade desta gente?

E esta gente é tão irresponsável que se esqueceram de um facto importante neste âmbito. Se o Príncipe goza de autonomia e, decorrente deste facto, como afirmou a senhora ministra de educação, o governo central não pode construir um liceu na referida região, também é lícito que se possa pensar, que, partindo deste mesmo pressuposto analítico, os recursos naturais da região autónoma do Príncipe, incluídos os energéticos (petróleo)e piscatórios, valorizando este mesmo desígnio autonómico e as palavras da própria ministra, só poderiam servir os interesses da região. Ou não é assim?!

Não podem querer solidariedade nacional ao nível de repartição e exploração dos recursos naturais da região e, ao mesmo tempo, unilateralidade nos esforços desta para o seu desenvolvimento.

Há sensivelmente dois anos, ocorreu um naufrágio do navio “Anfitriti” que fazia a ligação entre as duas ilhas, tendo provocado a morte de uma dezena de pessoas, a maior parte delas, originárias do Príncipe. Não foi o primeiro nem o segundo ou terceiro naufrágio. Foi o sétimo que aconteceu neste contexto de ligação entre as ilhas e, todos eles, indiciam irresponsabilidade dos diversos governos da república que, mesmo perante uma tragédia repetitiva desta magnitude, continuou a assobiar para o lado.

O atual ministro das Infraestrutura e Recursos Naturais, senhor Osvaldo Abreu, delfim do senhor Rafael Branco, e, como tal, instruído no mesmo exército relacionado com a prática de bullying, tendo como motivação princípios doutrinários que interiorizou no interior do seu partido contra a Região Autónoma do Príncipe, assegurou, na altura do anunciado naufrágio, que “iria arranjar um navio, nos próximos 15 dias, para estabelecer a referida ligação entre as ilhas”. Prometeu, mais, que “já existia uma comissão que estava a trabalhar no sentido de reduzir as taxas, para permitir que as companhias aéreas também baixassem os preços ou tarifas de transporte aéreo para a ilha do Príncipe”. O próprio primeiro-ministro, em declarações públicas, na altura, anunciou que, em conversações com a União Europeia, estava a garantir condições para melhorar as condições de ligação marítima entre as duas ilhas.

A pergunta que se impõe, contudo, é a seguinte: o que é que mudou, entretanto, após estas declarações, tanto do ministro das Infraestrutura e Recursos Naturais, senhor Osvaldo Abreu, como do primeiro-ministro, senhor Jorge Bom Jesus, para que, de repente, tudo aquilo que prometeram fazer, há dois anos, perante uma tragédia daquela magnitude, não fosse realizado, vivendo, neste momento, a ilha do Príncipe, uma situação complexa, sem bens de primeira necessidade nem combustível para a garantia de eletricidade regular à população?

É aí que entra o pior que existe em nós, ou, melhor, nos partidos políticos, na forma de fazer política em S.Tomé e Príncipe.

A única coisa que mudou, entretanto, é que o MLSTP e os partidos da atual maioria governamental, nunca quiseram dar posse ao atual presidente do Governo Regional, Filipe Nascimento. Tiveram de fazê-lo, sob pressão e exigência do senhor presidente da república, Evaristo de Carvalho.

Todavia, como revanche, típico de partidos totalitários que não sabem viver em democracia, planearam esta ação, com o objetivo de isolar a ilha e criar incomodidade ao atual presidente do Governo Regional, Filipe Nascimento, e, extensivamente, à própria população do Príncipe. Os gestos folclóricos e patéticos recentes, de deslocação de uma grande caravana ministerial à ilha, sem qualquer justificação aparente, denunciam este propósito, tendo em conta aquilo que tinham planeado. É difícil acreditar que um governo da república, como revanche, relativamente a um ato político pouco significativo, possa privar uma população inteira de bens de primeira necessidade e de energia, para demonstrar a sua capacidade de domesticação, e tirar eventuais dividendos políticos do mesmo. Não creio que nenhum suposto “governo colonial” na expressão do MLSTP, chegaria tão longe na realização de um ato tão condenável, ignóbil e inusitado.

E o pior de tudo é que esta gente está absolutamente convencida que este ato, condenável, inusitado e indigno, é o expoente máximo de manifestação e forma de fazer política no contexto democrático, como, aliás, faziam em contexto totalitário. É isto que, também, está a “matar” o país, num ciclo de reincidência e replicação geracional de um sentimento de manifestação de ódio e perseguição política, com génese na velha escola do MLSTP, como afirmei acima, que continua a produzir políticos em série que alimentam a manifestação no país da tal Lei de Greshan.

Os políticos “maus”, como as “más” moedas é que estão, neste momento, em circulação no país, num contexto onde medra a incompetência, a mediocridade e a manifestação de ódio e vinganças, com resultados que todos conhecemos.

Custa-me dizer isso, mas, eu não tenho respeito nenhum, institucional, político ou intelectual, por esta gente, porque tipificam o pior que o país produziu nestes 45 anos da independência nacional, e, todos os dias, nascem novos protagonistas, desta mesma escola, como cogumelos, que estão na fila para replicarem esta mesma agenda que nos vai arruinar como comunidade. É esta a Escola do MLSTP, infelizmente!

Ninguém é capaz de dizer a esta gente, em linguagem simples e acessível, para que possam compreender, que esta forma de agir não dignifica a política nem faz parte da essência da política porque esta é, sobretudo, uma ação coletiva, o que implica que não possa ser entendida como um campo da realidade social incompreensível ou desprovida de sentido para a maioria das pessoas. As pessoas no Príncipe nunca serão capazes de compreender a razão pela qual ficaram expostas ao sofrimento e privação de bens de primeira necessidade e de energia porque o governo central decidiu, como revanche, praticar bullying sobre a mesma, pelo facto de não concordar com a nomeação e tomada de posse do atual presidente do Governo Regional, Filipe Nascimento.

Espero, sinceramente, que a população do Príncipe compreenda o alcance e magnitude desta maldade ignóbil e siga o seu caminho de afirmação da região e criação de condições para o desenvolvimento endógeno da mesma e, no contexto nacional, todas as pessoas, sobretudo os jovens, técnica e politicamente preparados, unam esforços para criar uma alternativa no país que possa contribuir para expulsar os políticos, caracterizados como  “má” moeda em circulação, que tanto mal nos tem feito, desde a independência nacional. Como diria o senhor Venceslau, um ancião na ilha do Príncipe, já falecido, grande defensor das causas da região: a culpa não é deles!

Adelino Cardoso Cassandra

    29 comentários

29 comentários

  1. Engrácio de Oliveira

    22 de Fevereiro de 2021 as 9:58

    Toda a ninha solidariedade com a população do Príncipe.
    Não tendo poder para tomar decisões, só me resta solidarizar com a população.
    O povo de Príncipe não pode continuar a sofrer da mediocridade deste Governo.
    Apesar do povo em S.Tomé também estar a sofrer mas o sofrimento da população do Príncipe não e comparável
    Bem Haja a população do Príncipe
    Não percam a esperança que um dia este sofrimento irá conhecer o seu término

  2. matabala

    22 de Fevereiro de 2021 as 10:16

    Bravo! Sempre um gosto ler os seus artigos!
    Certeiro como já nos habituou…
    Se vermos os exemplos de Cabo Verde e até Portugal com os Açores e a Madeira, entendemos como uma região autónoma e um Governo Central devem funcionar para coexistirem enquanto união numa Nação: em parceria!
    Não havendo parceria, mas sim desprezo, chantagem, sem olhar a uma população que é nossa irmã deixando-a a morrer aos poucos depois admiram-se se um dia as vozes da autodeterminação de levantarem.

  3. Chico

    22 de Fevereiro de 2021 as 10:18

    Um governo de diabo e medíocre que só pensa na perseguição de inocentes. Espera vocês nas próximas eleições. Irão também comer pão que diabo amassou como estão a fazer com população de príncipe. Nunca vi nada assim. Esse Jorge bom Jesus é mesmo má pessoa.

  4. Capotinho

    22 de Fevereiro de 2021 as 10:22

    Uma coisa é não gostar do presidente do governo regional outra coisa é perseguir a populaçao toda de príncipe que já sofre tanto. Esse governo é mesmo ruim.

  5. Antero

    22 de Fevereiro de 2021 as 10:50

    Grande! Grande! Grande! Muito obrigado Cassandra! Fui.

    • Apartidario

      22 de Fevereiro de 2021 as 11:33

      O seu irmão Tozé cassandra e sua família vendeu a casa sacadura até hoje não pagou a estado 75 mil euros de imposto de mais valias de IRS. O seu irmão saiu de príncipe milionário anda por aí a fingir de pobre, vocês só engana os desatentos. O seu irmão ficou no poder 14 anos, ainda vem reclamar dos outros? Vão dar banho ao cão.

      • Seabra

        23 de Fevereiro de 2021 as 0:23

        Apartidário, agradeço pelo seu argumento justo…valido.
        Ninguém mais está com olhos fechados quanto aos TRUQUES dos irmãos CASSANDRA…um é larápio e corrupto,o outro vem com artigos ” MORALIZANTES” para adormecer boi das malandragens do BANDO KSAÑDRA. Baaaazza ” literário da meia tigela” . Quando se tem o rabo de palha deve-se evitar de andar á volta da fogueira…meia palavra basta, sum Adelino.

  6. Brinca na Areia

    22 de Fevereiro de 2021 as 11:00

    Mesmo não sendo natural da ilha do Príncipe não posso aceitar que o governo por vingança prejudica uma população inteira, não enviando produtos para a ilha só porque não aceitaram que o atual presidente exercesse esta cargo. Esta é uma forma bruta e implacável de fazer política que só se verifica num país de ditadura. São este exemplos que andaram a critica no anterior primeiro ministro Patrice Trovoada que estão a fazer agora. O país assim não vai para lado nenhum. É só ódios e vinganças e depois transmitem este sentimento ao povo. É por isso que existe muita violência no país porque os dirigentes é que dão este exemplo ao povo. S.Tomé não tem salvação deste modo.

  7. Hortência Carvalho

    22 de Fevereiro de 2021 as 11:09

    Eu nunca pensei que o atual primeiro-ministro e a sua equipa de trabalho estivesse imbuída desta forma de pensar tão nefasta como governantes que tanto criticaram no anterior primeiro-ministro. É inacreditável que para contrariar a vontade de nomeação de um presidente de governo regional o governo central maltrata e desconsidera toda a população do Príncipe fazendo com que ficam sem eletricidade e sem comida. É muito triste isso. Nunca pensei que humanos que frequentam igreja e comungam pudessem ter este juízo de fazer política. Pessoas a prejudicarem uma população inteira por causa de vingança. Deus não vos dá poder. Povo de Príncipe continua a vossa caminhada porque têm a minha total solidariedade, Isso é má fé demais minha gente. Não sei até que dia…

  8. Lourenço

    22 de Fevereiro de 2021 as 11:21

    Este governo do Jorge Bom Jesus é aquele que mais divisão está a provocar no país. Eu nunca vi o país tão dividido como está hoje em dia. Toda a gente está contra a outra. O país está tão dividido que ainda vai aparecer uma grande confusão com mortes talvez. Eu não sou assim tão velho mas também não sou uma criança mas desde que eu nasci não vi um governo que conseguiu dividir o país assim como este germinando confusão, divisão, ódios, vinganças e enfim. Meus senhores tenham cuidado com aquilo que vocês estão a fazer. O país não é um brinquedo que vocês podem usar e depois deitar fora. Tenham cuidado e sejam responsáveis. Tenho dito!

  9. Príncipe

    22 de Fevereiro de 2021 as 11:35

    O teu irmão saiu rico disto.

  10. Capotinho

    22 de Fevereiro de 2021 as 12:12

    Com este governo é só roubalheira corrupção e perseguição. Nisto tudo onde é que anda o ministério público?tenho muita pena da população de príncipe.

  11. Tia Filomena

    22 de Fevereiro de 2021 as 12:16

    Cada cavadela uma minhoca. Este governo eu tenho de concordar com algumas pessoas que tem falado isso, é uma autêntica desilusão. Com todo o respeito eu nunca pensei que as coisas iriam correr tão mal assim até porque eu tinha muita esperança no Jorge Bom Jesus. Continuo a acreditar que ele não tem pessoas que estão a ajudar ele para ele fazer um bom trabalho. Prefiro pensar assim tendo em conta aquilo que eu conheço dele como ser humano do que estar a apontar dedo diretamente para ele. Também não posso concordar com aquilo que estão a fazer aos irmão do Príncipe. Isso é de uma tremenda falta de sentido de justiça e até é pecado. Prejudicar uma população inteira só para mostrar raiva contra a nomeação do presidente do Príncipe é de uma tremenda falta de bom senso e maldade inconcebível. Isso não se faz. Não acredito que o Jorge que eu conheço praticamente desde criança fosse capaz de fazer isso. Masm enfim as pessoas mudam muito quando chegam ao poder. Só posso desejar a população a minha solidariedade. Mas o país não vai para lado nenhum com esta campanha de ódio e vingança.

  12. hilario costa

    22 de Fevereiro de 2021 as 12:19

    Estudou na Quinta de Sto António por então governo do MLSTP.
    Foi para Portugal estudar e não regressou ao Príncipe ajudar porquê?
    Somos pobres mal agradecidos.
    Estou solidário com Príncipe, mais há pessoas lá que sentem na pele e devem pronunciar.
    É não o senhor que está boa vida em Portugal.
    O que já fez no Príncipe com todo esse vosso (vc e toze cassandra, teu irmão que varreu tanto dinheiro do Príncipe) para criar empregos para jovens no Príncipe?

    • Seabra

      23 de Fevereiro de 2021 as 0:32

      Hilário Costa agradeço pelo seu patriotismobe coragem de desmascarar este impostores da boa moral, a tribu KASSAÑDRA.Francamente, este Adelino é descarado…ousa expôr um escrito neste sentido, sabendo quem foi e o que o fez o mano dele, Tozé, durante os numerosos anos no comando do Príncipe…só fez empobrecer a îlha e a sua população. Eís as consequências que estão caíndo agora.
      Família Cassandra, façam-se discretos, por esmola.

  13. Diasporano Habilitado

    22 de Fevereiro de 2021 as 12:26

    O governo central deve mas é preocupar e governar para todo o povo em vez de estar a distrair e perder energia em perseguir pessoas ou grupos de população. Que raio de governo é este? Desculpa lá. O país já tem muitos problemas para resolver. Sentam discutem ideias, ouve as pessoas todas, toma notas e tenta resolver os problemas de s.tomé e da ilha do príncipe. Eu não percebo que diante de tantos problemas para resilver no país o governo central ainda está a criar mais problemas com divisões e perseguições em vez de ajudar a resolver os problemas. Que raio de país que entra governo e sai governo a música é sempre a mesma, só perseguição a uns e outros. Que raio, pá. Isto até dá raiva. Ninguém vos mandou ir para o governo. Foram porque sentiam que tinham responsabilidade. Não podem resolver os problemas do povo saem e dão ligar aos outros mas não andam a perseguir as pessoas e tentar prejudicar uma população inteira porque não gosta do presidente da ilha do Príncipe. O povo do principe é culpado disso. Caramba.

  14. Mucluclu com eles

    22 de Fevereiro de 2021 as 12:47

    Falaram de patrício e agora estão a fazer pior. Muita maldade desses dirigentes. Uma coisa é certa todo o príncipe pode contar com minha solidariedade.
    Mucluclu com esses dirigentes.

  15. Príncipe faz parte do pais

    22 de Fevereiro de 2021 as 12:52

    Jorge Bom Jesus já está no terceiro ano de mandato. Que investimento fez no Príncipe? Depois ficam chateados quando povo do Príncipe fala em independência. Credo

  16. Tói

    22 de Fevereiro de 2021 as 13:47

    Dirigentes incopetentes do raio. não sei que mal que o país fez para ter dirigentes que parece diabo. A unica coisa que sabem é perseguir pessoas, criar confusão no país, semear ódios. Kê kuá…

  17. Genuino de Príncipe e Não Vindouro

    22 de Fevereiro de 2021 as 13:54

    Meu caro Exclú, muito obrigado por esta peça. O meu coração está cheio. Digo outra vez muito obrigado. Santo António protege você em qualquer sitio onde você está e livra você desta gente malvada e ruim que quer matar pessoas do príncipe. Santo António não lhes dá poder para fazer isso. Vocês vão ficar com vosso ódio contra príncipe e este ódio vai voltar contra vocês. Isso que fizeram é um abuso e falta de respeito para com a população desta ilha.

  18. Zé de Neves

    22 de Fevereiro de 2021 as 14:29

    Entendo que se classifique como boa moeda em detrimento dos “outros” posisionando-os como má moeda… enfim…vale o que vale, seria de admirar se se auto-classificasse de má moeda, mas mude de ilha e de perspectiva e entramos no lodo total da retórica com acusações recíprocas de quem é o bom e quem é o mau.

    Mas adiante, nesta situação não há inocentes, quer numa quer na outra ilha. A tentação bárbara de apontar o dedo aos outros para esconder as suas próprias responsabilidades corresponde ao mais básico dos instintos de sobrevivência humana que, neste caso, mais não é do que ocupar um certo e determinado espaço político de coutada, fazer de conta que se preocupa com a população e, no final de linha, colher dividendos políticos do povo empobrecido, ignorante, cansado e enganado há décadas sucessivas.

    Tenho defendido há muito tempo que ninguém, mas absolutamente ninguém, no nosso país consiga ser neste momento um referente moral e ético que acabe com o que nos enfraquece há tempo demais, cada dia que passa mais e mais. Precisamos de um adulto na sala se faz favor!

  19. Fora Nove

    22 de Fevereiro de 2021 as 14:50

    Senhor Venceslau Fernandes, senhor Eduardo Lavres, o Costa e o Deolésio dos Trazeres é que punha estes políticos lá do governo central no lugar deles. A culpa não é deles. É verdade. A culpa é também de alguns vindouros que estão cá no Príncipe a participar neste abuso e falta de respeito com estes governantes. Alguns até são deputados na Assembleia Nacional.

  20. António cunha dos santos

    22 de Fevereiro de 2021 as 16:50

    Não existe ilha do Príncipe nem de São Tomé, em isolado. Estas ilhas sempre existiram juntas. Aliás, foi a partir da ilha Mãe São Tomé, que as ilhas de Príncipe e do Ano Bom( hoje Guiné Equatorial)foram povoadas e as línguas maternas alí faladas, são uma espécie de dialetos do Fôrro “Santomé” . Por isso, somos todos santomenses.

    Existe sim naturais, do príncipe e naturais de são Tomé, ou da ilha das Rolas etc. Não há povo do príncipe nem povo de São Tomé. Existe sim povo de STP, ou população do Príncipe e de são Tomé. O Príncipe nos princípios da colonização existiu como um departamento da ilha de São Tomé. Nunca existiu colonia de São Tomé e colónia do Príncipe.
    Qualquer tentativa de afastamento das ilhas, deve ser punida severamente. Se necessário deve-se repor a pena de MORTE, para quem enveredar por isto. Voltem a queimar de novo a nossa bandeira, nosso património comum.

    • Luís Boa Morte

      22 de Fevereiro de 2021 as 23:12

      Ignorância é atrevida, como dizia o senhor Eduardo cá na ilha do Príncipe. Não me admira nada o estado que o nosso país está. Quem escreve estas ignorâncias deve estar a ocupar altos cargos na estrutura do estado. O resultado só pode este que estamos a passar neste país. Eu digo sempre aos meus colegas cá nas finanças que o mal do país é ignorância excessiva.

  21. Militante Antigo do MLSTP no Príncipe

    22 de Fevereiro de 2021 as 17:41

    Isso para mim não é novidade. O MLSTP é a maior desgraça da ilha do Príncipe. Desde 1975 até hoje eu quero que alguém me diga o que é que MLSTP fez para o Príncipe. Nada! Eu vivo aqui e sei o que é este partido. É por isso que este partido de dia para dia vai definhado até desaparecer aqui no Príncipe. Basta ver qual é o militante antigo do MLSTP dos anos 80 e 90 que ainda participa neste partido. Se formos analisar bem quem participa neste partido aqui no Príncipe são um grupo restrito de pessoas que dividem alguns bens que o partido dá entre eles. Deixa eleição chegar e vocês vão apanhar uma tareia grande por aquilo que estão a fazer contra a população do Príncipe.

  22. Ditadura do Proletariado

    22 de Fevereiro de 2021 as 17:50

    Na minha opinião o que está a estragar o MLSTP é que este partido pelo facto de ser partido que deu independencia ao país eles pensam que o aís é deles e passam esta informação aos jovens como coisa que isto é verdade. É bom que os militantes do MLSTP pensa que o país não é deles e não é de nenhum outro partido. O facto deles participarem diretamente na independência do país não significa que o partido é dono do país. Eles pensam que S.Tomé é deles e que o Príncipe também é deles. Têm que mudar este chip que está na cabeça dos militantes do MLSTP

  23. Jorge

    22 de Fevereiro de 2021 as 21:18

    Falou muito bem, como se diz lá na minha terra. Em vez de muitos comentários que eu li por aqui, sem nexo, gostava de ler alguém tentando replicar aquilo que o articulista escreveu de forma racional e argumentada. Desculpa estar a meter no barulho vosso, porque eu não sou do vosso país, mas muitos comentários ou a totalidade dos mesmos não aludem ao que o articulista escreveu, de forma muito arrumada e argumentada. Esta na hora de transformarem este circo numa verdadeira democracia, com debates e argumentos, em vez de acusações e ameaças. Tenho dito! Gosto muito do vosso país.
    Abraços a todos
    Jorge

  24. São Tomense de gema

    23 de Fevereiro de 2021 as 5:52

    Esse Jorge bom Jesus anda arrumado em cristão mas no fundo é um grande diabo. Esse governo tem perseguido muita gente.
    Tanto quadros bons que são marginalizados e perseguidos e odiados sem razão aparente. Eu estou aqui para vos ver. Hão de pagar muito caro. Ninguém manda para sempre.

  25. SEMPuRE AMIGO

    23 de Fevereiro de 2021 as 18:04

    “Até quando CATILINA abusarás de nossa paciência?”Os visados neste artigo de opinião não irão, estou seguro, deixar passar, mais uma vez, esta caravana sem umas mordidelas terapêuticas.

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