Opinião

Presidenciais de 18 de julho (As perplexidades da política são-tomense)

PRESIDENCIAIS DE 18 DE JULHO DE 2021

(As perplexidades da política são-tomense)

Nesta fase derradeira da campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 18 de julho de 2021, depois de tudo o que se tem dito até agora, é momento de se fazer um pequeno balanço a meio percurso.

Na verdade, tudo começou com umas pré-campanhas muito intensas que culminou com o período legal de 15 dias da campanha eleitoral estabelecido por Lei, e que esta preste a terminar.

Esta campanha eleitoral tem uma singularidade por ser a primeira vez da história da nossa democracia que se regista um número exageradamente elevado de candidatos a Presidente da República. São logo 19, para um eleitorado de cerca de 124.000!

É verdade que, de acordo com a nossa Lei Eleitoral, para se candidatar ao cargo de Presidente da República, basta ser cidadão são-tomense de origem, filho de pai ou mãe são-tomense, maior de 35 anos e que não possua outra nacionalidade.

Já havia referido nos meus textos anteriores que achava essas condições manifestamente insuficientes para quem queira ocupar o mais alto cargo político do Pais. Na altura apresentei algumas propostas que achava serem necessárias para dignificar e prestigiar o cargo.

A minha constatação tem sido confirmada nesses primeiros dias da campanha eleitoral em que alguns candidatos têm feito uma tremenda confusão do cargo do presidente em que estão a concorrer, com as funções do governo. Por vezes fico sem saber se estamos perante eleições presidenciais ou legislativas.

Para além deste aspeto negativo, tem-se observado outros que não dignifica uma campanha eleitoral que se pretende esclarecedora e pedagógica, de modo a que cada eleitor conheça bem como é que o candidato pensa exercer o cargo, caso venha a ganhar as eleições. Isto conta muito para a decisão final do eleitor.

Em vez disso, constata-se muitos ataques pessoais, informações deturpadas com mentiras a mistura, calunias, única e simplesmente para confundir a população. Em consequência, o essencial tem ficado por dizer.

É também visível a competições das equipas das diversas candidaturas, em tentar exibir os meios financeiros e materiais que dispõem para influenciar o eleitorado.  Nesta movimentação não falta o vergonhoso fenómeno ‘’banho’’, uma forma que alguém inventou aqui em São Tomé e Príncipe para comprar consciências no período eleitoral. Para a maioria das candidaturas esta é a forma mais eficaz de conquistar o eleitorado são-tomense. Relativamente a isto, há uma cumplicidade generalizada entre os políticos, pelo que, ninguém esta interessado a banir esse mal que envergonha o nosso processo eleitoral e que já vem de muito tempo.  Não acredito em acusações de alguns candidatos sobre esse assunto. Para mim, quem não dá banho é porque não conseguiu os meios para o fazer.

Num Pais sério, ter-se-ia que conhecer, a origem de tantos meios financeiros surgidos dum momento para outro, numa sociedade com tanta carência.

Por outro lado, é normal que nessas circunstâncias haja denuncias, mas elas devem ser feitas com base em factos reais e não em mentiras. Isto torna-se ainda tão grave quando são feitas por «perfis falso», ligados a um determinado Partido Político, e que muita boa gente consome e acredita no que dizem. Toda gente séria deve assumir de cara aberta o que diz.

Quero me referir também a questão do cannabis que foi introduzida nestas eleições presidenciais. Há alguns meses, o Ministro da Agricultura referiu-se detalhadamente sobre o assunto e tal como eu, muita gente ouviu e leu na imprensa. Na altura ninguém se pronunciou sobre o assunto, parecendo haver um largo consenso.

Aproveitando este período de campanha, uma das candidaturas quis tirar proveito político com esse facto, deturpando a questão. Surge então uma onda de indignação incompreensível num assunto que, segundo o que entendi das palavras do Ministro, era apenas uma proposta de um investidor interessado nesse negócio e que nada ainda estava decidido.

Penso que, da proposta até a aceitação ou não por parte das autoridades, haverá um longo caminho a percorrer, e que terá que passar necessariamente por um debate publico, para se conhecer a pertinência e o benefício económico do negócio para o Pais, assim como a discussão, aprovação e publicação duma lei que autorize o plantio de cannabis para fins medicinais no nosso território. Toda gente de bom senso sabe que não pode ser feita doutra maneira. senão seria uma atitude arbitraria por parte do Governo.

Por outro lado, sendo uma atividade decorrente das funções do Governo, por que razão levantar esse problema numa campanha eleitoral para a eleição do Presidente da República?

Nessas eleições, há candidatos com motivações de todo tipo: Alguns, pelos seus pronunciamentos, nota-se claramente que estão nestas eleições  com uma postura seria para disputar o cargo e prestar o seu serviço e saber a Nação caso vençam; outros como uma forma de arrecadar benefício económico; outros ainda, elegeram a campanha eleitoral como um palco para ajuste de contas por saldar; alguns apenas para passar a sua mensagem politica e outros provavelmente foram enganados a meter-se numa aventura que desconhecem o fim e não percebem nada do que está em causa.

Por isso é que entendo que depois destas eleições, os legisladores terão que se debruçar seriamente neste importante assunto para se estancar a banalização do cargo. Entendo que não basta querer ser Presidente da República. É preciso ter capacidade e condições objetivas para tal.

Importa aqui referir num assunto que me tem deixado intrigado. Trata-se da forma como os Partidos Políticos funcionam no nosso Pais.

Entendo que todo o cidadão é livre para concorrer ao cargo de Presidente da República desde que ele reúna os requisitos previstos na lei.

Acho também que um cidadão que milita num partido político, sobretudo aqueles que fazem parte da direção política desse Partido, têm a obrigação de conhecer e cumprir os seus estatutos, regras, regulamentos etc. Alias, são eles que participam na sua discussão e aprovação. Daí que, não compreendo o facto desses tais militantes e dirigentes serem os primeiros a violarem esses textos normativos.

Quero me referir concretamente ao Partido MLSTP, em que 5 dos seus militantes, alguns deles membros da direção do Partido, aparecem a concorrer nestas eleições presidenciais, numa altura em que o MLSTP elegeu uma figura que deve ter o seu apoio. Não se trata de uma situação de liberdade aos membros de decidirem como queiram, pois, neste caso, o Partido decidiu apoiar uma figura e era suposto que os outros obedecessem a regra estabelecida e abdicassem das suas candidaturas. Quem não quiser estar sujeito a regras não faça parte do Partido.

Por essa e outras razões que se diz por aí que muitas pessoas se servem do Partido e não servem o partido. Essa atitude incoerente tem prejudicado claramente o Partido sobretudo nas eleições presidenciais que nunca o candidato apoiado pelo MLSTP por exemplo, venceu, desde a instauração da democracia em São Tomé e Príncipe. Espero que não se repita desta vez.

A pergunta que deixo aqui é a seguinte: Se esses candidatos não respeitam as normas dos seus próprios Partidos irão cumprir e respeitar as leis do Pais, caso vençam as eleições?

Outra situação que me indignou igualmente, é o facto do candidato com as vestes do Partido ADI ter sido designado pelo seu suposto ‘’chefe’’.  [Nota-se que não esta ainda esclarecida perante a lei, a questão da liderança desse Partido].

Esta decisão foi contra a vontade de muitos militantes desse Partido. Perante isso, permita-me dizer, que estamos claramente perante uma situação anormal na nossa democracia.

O que me deixa ainda mais triste é o facto de não se debater estas e outras questões importantes nesta campanha eleitoral, preferindo-se perder tempo com banalidades.

Todavia, um dos poucos aspetos positivos desta campanha eleitoral, é o fato de que até agora não ter havido incidentes a realçar. Espero que continue assim até o fim deste processo.

Uma coisa é certa. No fim de tudo, mal ou bem será eleito um novo Presidente da República.

Para terminar, vou emprestar uma frase que li nas redes sociais, no calor desta campanha eleitoral, cujo autor desconheço e que me agradou imenso e resume em jeito de conclusão tudo o que disse atras sobre estas eleições presidenciais: «O POVO É QUE SABE!»

São Tomé, 13 de julho de 2021

Fernando Simão

    8 comentários

8 comentários

  1. Matabala

    14 de Julho de 2021 as 12:25

    Meu caro cidadão verifique por favor a sua propria incoerência : por um lado condena os que sendo oriundos do seio do partido MLSTP se dividiram em candidaturas não obedecendo à regra do partido de se unir em torno de um candidato e continua na mesma ideia quando afirma que se assim for mais vale não serem do partido MAS POR OUTRO LADO quando fala do candidato do ADI critica por ter sido o escolhido pelo “chefe”- ou seja o Presidente em funções desse partido da oposição. Ora em que ficamos? Concorda ou não com a disciplina de voto partidária que emana das decisões dos órgãos de direcção de partido? Ou essa disciplina só serve nos interesses do MLSTP mas já não serve quando é usada pelos interesses do partido da oposição ADI? Outro tanto…as presidenciais são na sua essência o voto pela pessoa e não por um partido. Nao existe presidenciais em que boletim de voto tenha opcoes por partido mas sim por pessoas/individuos.Logo,qualquer cidadão elegivel pode e deve se candidatar se entende estar a altura do cargo e recolheu as assinaturas necessárias mas o meu caro sugere o elitismo nas eleições presidenciais aumentando os critérios eligiveis- talvez no sentido de favorecer os do costume conhecidos como os donos da terra ou os que se consideram mais santomense que os outros.Discordo em pleno para além de ser inconstitucional.

    • Inconformado

      14 de Julho de 2021 as 20:36

      Desculpa-me a confiança. No MLSTP houve uma votação. Será que no ADI houve alguma votação? Ou não foi só

      o ditame do chefe?

      • Matabala

        15 de Julho de 2021 as 9:16

        Caro inconformado.

        Cada um organiza sua casa como quer…na casa do MLSTP foram a votos para escolher candidato. Na casa do ADI não fizeram assim…paciência. Cada um dita suas regras. E até é possível que ao contrário do que se passou no MLSTP que teve vários concorrentes a candidatura pode o ADI não ter tido mais ninguém interessado no seio do partido a querer concorrer

  2. Matabala

    14 de Julho de 2021 as 12:47

    Continuando: duas coisas que o meu caro deve aceitar pelo bem da democracia que diz ser defensor: primeira é que o presidente do partido da oposição ADI quer se goste ou não é Patrice Trovoada escolhido em eleições internas. Não meter nariz na casa dos outros é um bom conselho para a vida. Em segundo pergunto que medo é esse das escolhas do povo? Povo é quem vota, quem põe e quem tira- deixa povo escolher seu candidato e se escolher candidato que meu caro considera ser menos digno entenda que é essa é sua opinião e não a da maioria que vota. O povo é soberano e não uma criança pequena que precisa ser guiado nas suas escolhas

  3. Lima

    14 de Julho de 2021 as 14:01

    Senhor Fernandes Simao de quase tudo que disse estou de acordo consigo embora o senhor possa me dizer que :que eu esteje ou nao de acordo consigo isso nao tenha importancia.
    Pois a parte onde eu nao concordo é no que diz respeito ao cultivo do canabis.Esse ministro que seja ele de agricultura ou nao mesmo um simples cidadao nao deveria vir a radio nacional exposer esse assunto.Por mais estado de miseria em que nos, nos encontramos ninguem pode ou deve fazer uma proposta dessa.Isso é como se por falta de dinheiro um cao porque ele é rico, ele vem propor a prostituicao da mulher do ministro ou entao da sua filha ou filho e que o ministro aceite sem ter em conta adignidade dessas pessoas e vai todo satisfeito anunciar isso na radio.Que doenca temos nos para sermos tratados com o cultivo do canabis?Se fosse o caso porque razao todos esses paises que se dizem avancados tecnologicamente nao produzem esse produto?Sera que estamos a descobrir a america?Nesse assunto da droga nao ha discucao nenhuma.Se ele foi abordado por um estrangeiro para o cultivo da droga é porque acharam-lhe fraco,burro sem visao politica nem intelectual.Ele nao tem inteligencia.Nosso hospital nao tem aparelhos nenhuns dignos desse nome para detecao de doencas,nos nao temos medicamentos,para muitas doencas e é entao a droga que podera tratar a hypertencao?O diabete?A hepatite?O cancro?Febres,dores de cabeca,tuberculose,dores de barriga,dores de dente,o SIDA,a pneumonia,asma,todo tipo de alergias,problema ocular a hemenegite,a poliomelite as trmboses sem se falar da psycose,desses deliros todos?A perca de memorias nos idosos como por exemplo o Alzheimer,o Parkinson etc etc?Desculpa, eu acho que nao.Se fosse o caso eu repito muitos os outros paises onde esse famoso mais triste cultivo exite teria tido um acolho que STP estaria interdito de possuir porque seria apoderar-se de algo que é do outro.
    Por outro lado se o senhor ministro fosse capaz de fazer producao e vender a preco normal todos os produtos da terra como o nosso famoso cacau,o nosso cafe,as nossas bananas em que ha muitas variedades ?Se o nosso ministro negociasse o nosso espaco para pesca com um preco adequado ?Se mais meios de materias primas que temosfosse bem tratado bem considerado bem valorizado nos nao teriamos essa necessidade que ele pensa que cultivando e vendendo drogas nos saieremos desse abismo infernal em que nos encontramos hoje e que infelizmente estaremos ainda por muito tempo.Abismo esse cavado por esses inconpetentes.
    Eu tambem gostaria de fazer propostas.Toda gente pode fazer propostas , toda gente de bon senso,toda gente ineressada no bem estar da NACAO sem estar a busca de interesses pessoais
    Entao propostas como:mudar a constitucao.Metendo uma lei em que nenhum présidente,nenhum ministro nao tera depois do seu mandato uma vida de rei,(mesmo salario,mesmas regalias (telefone,carro,condutor,etc etc )a vida.Essa regalia que ate um procurador da republica tem deveria desaparecer.
    Propor que todos esses que nao cumprirem aquilo que disseram que iriam cumprir jurando pela lei, teriam de apresentar contas .Seriam julgados para justificarem o que lhes impediu nas foncoes que tinham a trabalhar corectamente para esse povo e com esse povo.Perguntar-lhes porque razao so a ladrisse,so a agressao fisica trazendo mesmo a morte de mulheres,homens e criancas invadiu essa terra?Por que razao a falta de respeito,a falta de educacao ,a moral desapareceu?Porque razao inventaram cartozinhas utilizando criancas,violando,engravidando,fazendo assim muitas criancas sem pais,maes jovens sem meios ,com criancas esfomeadas?Fazendo criancas da rua que se encontram as 3,4 horas da manha vendendo no aeroporto?Ficando ate meia noite e mesmo mais tarde no aeroporto,por que razao?
    Sim eu como o senhor vou utilizar o que foi escrito por alguem esse alguem nao é um alguem qualquer é a senhora Alda Espirito Santo que escreveu num dos seus poemas o segunte :”quem matou o rio da minha terra” falando desse rio antigamente chamado rio agua grande que hoje ja nao existe,so lixos de todo tipo ( fraldas de bébé,pensos das senhoras,pneus, latas,garafas,tudo que nap pode ser nunca transformado ,destruido dentro desse rio que hoje é um riacho).Portanto se nao estou no erro ela fez essa pergunta :quem matou esse rio.
    Mas eu quero perguntar quem matou a minha terra ,quem enterrou vivo o povo dessa terra?
    O que esse povo fez para ser tao maltratado pelo seus proprios filhos?
    Como pudemos estar tao fomeados que depois da descolonizacao nos destruimos o pouco que nos deixaram?Porque razao gente?Como é possivel esse povo nao iletrado,esse povo que hoje quase todos foram para as escola ficaram pior que na época em que a escola nao era para todos,so se carregava o dedo para assinar os documentos.Se disserem-me que os antigos colonos tezaram uma praga,goram a Fatima de joelhos no chao com a maior vela eu nao acreditaria.Alias nao acredito nusso tudo e nem estou com a nostagia dos colonos.So estou procurando o porqu^e?
    Gentxi é kuwa ku da ku non é?Estamos drogados ja?Estamos hypnotizados ou estamos lobotomizados?Espero que nao seja nada disso e que vamos sair desse pesadelo de roubo de crimes de falta de regras ,de terra sem lei aplicada terra de medo,de egoisme.Terra onde o sentido de familia ja nao existe.Terra onde mesmo o solo de cultivo esta destruido.Onde cada um faz dela o que quer.Digamos nao a tudo isso de uma so voz.Uma voz de 200000 é um grande grupo de orquestra para jogar uma so sinfonia.
    Non dumue naye.

  4. Chicão da Mina

    14 de Julho de 2021 as 15:43

    Caro Fernando Simão,
    O povo só sabe o que lhe ensinam ou o que lhe dão para acreditar. Essa da sabedoria popular há muito que já não existe. Já nos tempos mais remotos do império romano se dizia que o povo quer é pão e circo. A mesma coisa agora. Tendo visto algumas acções de campanha de diversos candidatos é triste perceber a falta de conhecimento daqueles que afirmam apoiar este ou aquele, só por este é boa pessoa, e aquele é jovem e bem parecido, ou porque este ofereceu uma cerveja e aquele nos deu uma camisola. Tem razão quando diz que faz falta legislação que limite o número de candidatos, apesar de em liberdade todos se podem candidatar. Pode ser que no final ganhe o melhor preparado, mas é uma questão de sorte.

  5. WXYZ

    14 de Julho de 2021 as 17:04

    VOLTA A REFLECTIR MELHOR E REESCREVA ESSE SEU ARTIGO. Ele esta cheio de coisas desactualizadas com ideias retrogadas e esta com muita contradicao. Esta tentando puxar brasa pa sua sardinha por isso ficou cego em abordar factos reais por que atravessa esse nosso pequeno e lindo arquipelago. Pela idade que tem esperava melhor de si no que toca a conservacao da nossa Santomensidade.

  6. Mepoçom

    15 de Julho de 2021 as 16:48

    Li as crónicas, mas fiquei com certa dúvida, se o cronista é neutro ou partidário. O que se passa em STP é uma aberração à sociedade, onde cada um aproveita da pobreza que os gananciosos, ambiciosos, egoístas, delapidadores, saqueadores e mais foram cimentando durante décadas, esta marca de que somos pobres e os que aparecem com cabaz, esmolas e qualquer bem material é herói. É esta a arma utilizada pelos malfeitores. São 19 candidatos, o país ficou muito mal na fotografia, com toda essa ganância. O que custa é aceitar a promessa de todos que já fizeram parte da governação, salvo excepção, que nunca demonstraram como patriota, senão tratar dos seus interesses individuais, provocando sempre instabilidade, aparecem hoje como Salvador da pátria, prometendo coesão, união, paz, ou melhor, como panaceia de restauração de todos os males por eles criados. Povo abre olho, não vai atrás da oferta do dinheiro sujo que come no dia da campanha, e depois ficarão com fome até voltar aparecer outra eleição. Queremos desenvolvimento colectivo contínuo.

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