Economia

Estratégia de transição para a economia Azul revela prejuízos no comércio de peixe

São Tomé e Príncipe, conseguiu definir a estratégia nacional de transição para a economia azul. O documento orientador, foi elaborado pela FAO em parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento.

O espaço azul, ou o espaço marítimo de São Tomé e Príncipe é 160 vezes maior do que a terra. Um espaço rico em potencialidades que podem galvanizar uma economia azul robusta.

A FAO, que ao longo dos anos apoia São Tomé e Príncipe, na gestão dos recursos existentes no mar, e de todo o ecossistema marinho, detalhou na estratégia nacional de transição para a economia azul, a verdadeira situação de exploração dos recursos marinhos.
O Estudo feito pela FAO e que se refere aos produtos do mar de São Tomé e Príncipe, revela que no ano 2015, foram capturados 23.147 toneladas de peixe na zona económica exclusiva de São Tomé e Príncipe.

Deste total os pescadores artesanais foram os responsáveis pelo abastecimento do mercado nacional com 11,147 toneladas de peixe. Uma quantidade de pescado, que segundo o Estudo, permitiu gerar negócios e rendimentos internos, na ordem de 15 milhões e 500 mil euros.(Confirme na foto acima). O Estudo diz que a outra parte, ou seja, 12 mil toneladas de pescado, foi capturada pelos Navios dos países da União Europeia.

Pela captura de 12 mil toneladas de pescado em 2015, a União Europeia pagou à São Tomé e Príncipe, apenas 1 milhão e 370 mil euros. Valor monetário que o Estudo atribui à designada “pesca estrangeira”.

Pela captura de menos peixe, do que os navios da União Europeia, ou seja, 11, 147 toneladas os pescadores artesanais geraram um movimento de capital de mais de 15 milhões de euros na economia são-tomense. Por 12 mil toneladas de peixe que capturou nas águas nacionais e exportou para o seu mercado, a União Europeia deu como contrapartida financeira à São Tomé e Príncipe, 1 milhão e 370 mil euros. O país registou claramente prejuízos de grande monta, no comércio de peixe no ano 2015.

Resta saber se o novo acordo de pesca que a União Europeia negociou e assinou este ano, com o Governo de Jorge Bom Jesus, melhora a contrapartida financeira para São Tomé e Príncipe, em função da faina dos navios da União Europeia nas águas nacionais por uma período de 5 anos.

No entanto, no quadro da parceria com São Tomé e Príncipe, a FAO promete apoiar com recursos técnicos e angariar financiamentos para que a estratégia de transição para economia azul, seja um sucesso.

«A pedido do Governo a FAO vai continuar a apoiar por um lado, para reforçar as capacidades de governação para a economia azul, e no quadro do reforço dos recursos técnicos e financeiros para apoiar a transição do país para a economia azul», declarou Leonel Kinatyian, representante da FAO.

Na cerimónia de apresentação da estratégia nacional de transição para a economia azul, o Ministro das Finanças e da Economia Azul, destacou as vantagens que a economia azul pode conferir ao desenvolvimento nacional.

Osvaldo Vaz, considerou que tem nas mãos uma estratégia desafiante, que implica reformas estruturais profundas. «Esta estratégia de transição para a economia azul, coloca um grande e decisivo desafio às autoridade que consiste na necessidade do governo assumir a responsabilidade e consciência estratégica de desenvolver a economia azul, procedendo as reformas e escolhas estratégicas recomendadas, que consistem em reformar a governação económica sectorial, libertando todos os sectores hoje identificados nos mais variados ministérios sectoriais, muitas vezes concorrenciais entre si e não devidamente coordenados», afirmou o ministro.

Abel Veiga

    6 comentários

6 comentários

  1. Vanplega

    13 de Dezembro de 2019 as 13:51

    O Pinta Cabra e seus comparsas, deixaram prejuizos em todas as areas.

    O Estado Santomenses, e prejudicado pelo seus proprios filhos

    • Como será

      20 de Maio de 2020 as 14:53

      Temos um estado fraco; ate nao sei dizer se este pais tem mesmo um governo, ou santome esta no lema de “Salva quem pode.”

  2. Souza

    13 de Dezembro de 2019 as 17:24

    “12 mil toneladas de peixe que capturou nas águas nacionais capturado pelos navios europeus e levado para o mercado União Europeia” e nenhuma rebelada é vendido no país. Credo acordo?

  3. Smash

    14 de Dezembro de 2019 as 0:19

    Estamos entregues a Boys maneatados ao poder com interesses pessoais e familiares. Não querem saber do Povo. Esse pensamento que temos de que o governo trabalha para o povo está errada e comprovada porque existe grandes lobbies ao redor da máquina governamental. Estamos a ser liderados por “gajos” / “muidos” que andam de fato e gravata em SUV’s com motorista e segurança e só por isso sentem-se senhores, donos da verdade e da razão na ilha… Porque quando saem do paraíso aí o bicho pegua fogo… Andam de mão estendidas.

  4. AC UmDiaDestes

    14 de Dezembro de 2019 as 7:56

    Muito estranho!
    “1 milhão e 370 mil euros” com meios sofisticados e “mais de 15 milhões de euros” com meios artesanais?
    A ser verdade, só pode ser uma brincadeira!
    Será que Telanon pode obter mais informação e estatística entre 2015 a 2018?

  5. Martelo da Justiça

    14 de Dezembro de 2019 as 18:31

    Suponho que o prejuízo para São Tomé e Príncipe seja muito maior que o que se apresenta neste estudo. As autoridades são-tomense tem que reverter rapidamente essa situação.

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