Eleições presidenciais

Acordo para garantir paz eleitoral no dia 5 de Setembro

Os dois candidatos às eleições presidenciais de 5 de Setembro, nomeadamente Carlos Vila Nova e Guilherme Posser da Costa, assinaram no último sábado, com a Comissão Eleitoral Nacional, um termo de compromisso e de ética eleitoral.

O documento de 4 páginas avança com disposições que visam garantir que as eleições de 5 de Setembro decorram num clima de paz e tranquilidade, e que sejam inclusivas, livres, justas, e transparentes, observando as normas sanitárias.

No capítulo do respeito da legalidade democrática, o termo de compromisso, exige que «os candidatos gozem de igual oportunidade de acesso à cobertura de imprensa por parte dos órgãos do sector público e privado».

Diz também que «os bens do Estado nomeadamente os transportes e outros materiais, não devem ser usados para serviço de qualquer candidato às eleições».

O documento define a conduta que os candidatos devem adoptar durante a campanha eleitoral

«Respeitar a situação do Estado de alerta….evitar violência política durante a campanha eleitoral».

Os resultados das eleições devem ser aceites sem reclamações.

«Assumem solenemente aceitar os resultados das eleições sufragados pelo povo e comprometem-se a interpor quaisquer reclamações ou recursos pela via consagrada nas leis, e aceitar o seu veredicto», precisa o documento que foi assinado pelos dois candidatos e pelo Presidente da Comissão Eleitoral Nacional Fernando Maquengo.

O termo de compromisso e de ética eleitoral para as eleições de 5 de Setembro, tem apoio das Nações Unidas que se fez representar na cerimónia pela representante do PNUD no país.

Abel Veiga

 

 

    5 comentários

5 comentários

  1. Pedro Costa

    30 de Agosto de 2021 as 7:40

    A ver vamos se cumprem….
    Era importante incluir nessse termo de comprimisso, que a CNE divulgue os resultados na mesma noite das eleições e que a Radio Nacional faça o seu trabalho de acompanhamento e divulgação dos resultados sem interrupções… só assim evitaremos mais problemas. O País está cansado de querelas politicas. Queremos Progresso !

  2. Tiberio

    30 de Agosto de 2021 as 8:34

    O Delfim Neves também deveria fazer parte desse acordo também, porque ele é o principal causador desta embrulhada toda.

  3. Vigilante+da+Grota

    30 de Agosto de 2021 as 9:49

    ….”Estou certo ou estou errado”?
    Esta era uma das frases, senão mesmo um dos slogans mais marcantes de uma das maiores novalas brasileiras, a famosa telenovala Roque Santeiro.
    Eram palavras, era o slogan do grande actor Lima Duarte que na novela Roque Santeirio assumia o nome de Senhorzinho Malta.
    Estou assim a “roubar” este slogam para perguntar aos meus compatriotas se “estou certo ou estou errado” na minha breve e solta reflexão que se segue.
    STP, abraviatura clara e directa de S.Tomé e Principe.
    No entanto, a nova geração de forma muito particular, tem utilizado a sigla STP para dizer que Somos Todos Primos, ou ainda , Somos Todos Parantes.
    Quer para o primeiro como para o segundo caso, laços de consaguinidade poderão estar ai presentes, tendo em conta a especificidade no nosso mosaico socio-etnologico.
    Assim sendo, a união entre os santomenses deveria ser a bandeira maior. O entendimento entre as pessoas, a familiaridade e valores afins deveriam ser condição sine-qua-nom para, juntos, arrumarmos a casa (STP), para que de forma condigna possamos traçar rotas ou romos para a paz, a estabilidade e o desenvolvimento em todas as suas vertentes. Desenvolvimento económico, desenvolvimento social e até mesmo desenvolvimento na forma de decidir e agir quando se se tratar de questões de Estado que exigem concordância e entendimento no seio e entre a classe política de forma particular.
    Senão vejamos, uma pequena mas interessante história, algo que se passou entre dois amigos de infância, da adolescência e da juventude.
    O Senhor Joaquim é militante do Partido A. O seu amigo, Senhor Paulo, é militante do Partido B.
    Foram amigos de longa data. Amigos de infância, de adolescência e da juventude (daqueles tempos de namoriscos as escondidas em que um era cúmplice do outro nas “coboiadas” da juventude).
    As campanhas para as eleições do ano X decorriam e os dois velhos amigos se cruzaram, cada um defendendo seu partido político o que é absolutamente nornal.
    Mas, tudo passou a ser anormal quando subitamente o Senhor Paulo, que se encontrava numa situação de desemprego e que naquela campanha buscava alternativas, e até mesmo tentando ganhar algum “do banho”, parte para insultos contra o Senhor Joaquim, que nessa altura já era um director de Serviço.
    Depois dos insultos, Paulo parte para agressões contra o seu antigo colega de escola, criando uma situação altamente desagradável e condenável à todos os títulos.
    Os apoiantes de parte a parte lançaram pedradas, gente ficou ferida, ambulância foi chamada e ao banco de urgência deram entrada pelo menos uma dezena de pessoas, dentre elas o Joaquim directamente atingido pelo seu ex-colega Paulo.
    Os velhos amigos Joaquim e Paulo mal conseguiam se entreolhar. Esqueceram-se que somos todos STP, esqueceram-se que as campanhas são para poucos dias, mas que a vida continua muito para além das campanhas e da política.
    E as campanhas terminaram, cada um retomou a sua vida normal e num determinado fim de semana, a senhora Veva decide celebrar seu aniversário. Veva era uma velha amiga do Joaquim e do Paulo, também ela ex-colega da Escola. Ela sem saber da richa entre o Joaquim e o Paulo convida os dois para o seu aniversário. Um não sabia que o outra era também convidado.
    Chegados ao aniversário, ai se encontraram, mas limitaram-se a não falar, dando costas um ao outro e como tal, não se sentiam tão a vontade na festa de aniversário da dona Veva. O aniversário que deveria ser para os dois um espaço/momento de confraternização passou a ser um espaço/momento de “engolir seco”.
    Dias se passaram, e o Joaquim que era um Director de serviço, recebe instruções do seu superior hierarquico para abertura de um concurso para admissão de novos quadros. O Paulo continuava numa situação de dempreo e sabia que o Joaquim era o Director do serviço que estava a organizar o concurso. Sente-se inibido, mas ainda assim apresenta a sua candidatura. Cumpriu as formalidades, tinha nivel e foi admitido. O Joaquim era o seu chefe, aquele velho amigo que ele havia insultado e agredido.
    O Paulo começou a trabalhar, mas entrava sempre cabisbaixo, sentindo-se comprometido, evitando dar de caras com o seu ex-amigo, agora o seu Director.
    O amigo Joaquim o tratava como qualquer outro funcionário, sem desdenho e sem complexos, mas também evitava conversas de amigo com o Paulo. Sempre que necessário, falavam apenas de questões de trabalho.
    Porque não se sentia bem o facto do seu ex-amigo “evitar confiança” para com ele, o Paulo tudo faz para viajar. Talvez se sentia humilhado.
    Assim procura dar outro rumo a sua vida. Trata das papeladas todas, nem informa sequer o serviço, no dia da viagem, parte para o aeroporto, entra no avião, a assistente de bordo lhe indica o seu lugar no avião para se assentar e…… para seu espanto, quem vai se assentar ao seu lado, é justamente o seu velho amigo, o seu director Director, à quem ele não comunicou que estava a abandonar o emprego para viajar.
    Como suportar uma viagem de cerca de seis horas, S.Tomé/Lisboa, sentado ao lado de um ex-colega de longa data, o seu Director de serviço, e agora um companheiro de viagem sem ao menos trocarem palavras?
    Não…Não havia outra hipotese.
    Tinham mesmo que conversar e ai surgiu o perdão, a reconciliação, o reconhecimento de erros de ambas as partes e a viagem para o Paulo que seria uma viagem de “fugir”, acabou por se transformar numa viagem apenas de férias, porque o Joaquim fez-lhe mudar de ideias, fez-lhe entender que o STP é muito mais do que forças politicas, que STP é S.Tomé e Príncipe e que Somos Todos Parentes.
    Paulo viajou mas depois regressou, retomou suas actividades laborais e a amizade dops dois velhos amigos foi reatada.
    Vieram outras campanhas, cada um continuou defendendo sua força política, mas sem insultos, respeitando as regras democraticas, porque depois das campanhas seremos sempre e sempre STP.
    E…., tudo isto para dizer que;
    – Somos tão poucos num tão pequeno país (quer em dimesnsão territorial, quer em termos populacionais).
    – Partilhamos os mesmos espaços de convívio, porque são poucos, somos convidados para os mesmos aniversários, os mesmos batizados, os mesmos casamentos porque somos todos parentes;
    – Cruzamo-nos quase todos os dias nas mesmas ruas, nas mesmas esquinas, e todos conhecemos bem uns aos outros;
    – Vamos para as mesmas praias, partilhamos os nossos convivios, porque em tempos já fomos solidários uns para com os outros;
    – Viajamos no mesmo avião, porque não são tantos vôos para o exterior assim, enfim…., somos todos STP, e não pode nunca a política nos separar. Unamo-nos em torno do que for bom para todos, do que for consensual para o bem de todos !.
    E esta heim!?!?….”Estou certo ou estou errado ? “

  4. Guiducha

    30 de Agosto de 2021 as 22:35

    Nós fazemos parte da ALA que é contra o candidato Vila Nova ou seja Patrice TROVOADA. Não queremos ter na direção de STP gente criminosa, CORRUPTA, larápia…NÃO, NUNCA!
    Queremos sim ter dirigentes corretos, honestos, PATRIOTAS,inteligentes e humanos.
    O Vila Nova é o representante do PT e com este vagabundo a dirigir de longe o país é de novo o regresso da CORRUPÇÃO, de CRIMES-ASSASSINATOS,da PROSTITUIÇÃO, da DESORDEM.
    O Patrice TROVOADA tem que esclarecer e responder à justiça pelos seus ATOS CRIMINOSOS, cujo o último foi o assassinato atroz que teve lugar no dia 2 para 3 de junho de 2018 ,do economista Jorge Pereira dos Santos, no seu domicílio perto do Palácio. Este crime tem que ser elucidado pelo seu mandatário, o Patrice TROVOADA,onde o dossier 📂do negócio de petròleo está em questão. Muitos o sabem, tem testemunhas do Gana e de outros lugares que estão prontos para serem testemunhas.
    Terá que haver Justiça…houve morte de homem!

  5. Célio Afonso

    31 de Agosto de 2021 as 9:48

    O povo de STP precisa de paz e progresso.
    O resultado das eleições deve ser transparente e, portanto, aceite pacificamente. O Presidente eleito deve consciencializar-se e exercer o cargo com isenção, imparcialidade e zelo.
    Deve ser duro no combate a corrupção.

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