Política

Representante da ONU em STP relembra o “25 de novembro” na abertura da formação para guardas prisionais

Vinte e quatro agentes e oficiais da guarda prisional de São Tomé e Príncipe participam, durante quatro dias, numa formação de formadores dedicada às Regras de Nelson Mandela e às Regras de Bangkok, dois dos mais importantes referenciais internacionais para assegurar uma gestão prisional humana, eficaz e alinhada com os direitos humanos.

A iniciativa, conduzida pelo UNODC com o apoio de especialistas internacionais, enquadra-se no Programa Conjunto do Fundo de Consolidação da Paz das Nações Unidas.

No seu discurso, o Representante Residente das Nações Unidas em São Tomé e Príncipe voltou a evocar os acontecimentos de 25 de novembro de 2022, ocorridos no quartel do exército, onde quatro civis perderam a vida na sequência de uma alegada tentativa de golpe de Estado.

Depois dos acontecimentos de 25 de novembro de 2022, tornou-se ainda mais evidente a importância de reforçar as capacidades institucionais, consolidar boas práticas e garantir que o sistema prisional segue padrões internacionais de profissionalismo, transparência e humanidade”, destacou Eric Overvest.

Mais do que um conjunto de normas, as Regras de Mandela traduzem uma visão de humanidade, dignidade e respeito pelos direitos fundamentais de todas as pessoas privadas de liberdade.

Em São Tomé e Príncipe, temos procurado fortalecer o nosso sistema penitenciário, tornando-o mais profissional, mais transparente e mais centrado na reintegração social”, afirmou Vera Cravid, Ministra da Justiça, Assuntos Parlamentares e Direitos da Mulher.

Durante a formação, serão abordados temas que incluem a classificação e avaliação de risco, o alojamento e condições básicas, a prevenção e resposta a incidentes, a saúde física e mental, o contacto com o mundo exterior, a inspeção e a reintegração social.

José Bouças

3 Comments

3 Comments

  1. Célio Afonso

    19 de Novembro de 2025 at 8:05

    Falsa tentativa de golpe de estado, em que altas patentes militares que juraram defender a pátria e o povo são-tomense assassinaram barbaramente 4 civis e mesmo assim foram premiados com promoções ao invés de serem despromovidos e levados às barras da justiça.
    O mais caricato de tudo isso é que os próprios militares deram sumiço no processo crime em que os assassinos deviam ser julgados!
    STP está seguindo as boas práticas da Guine Equatorial e de outros países africanos do tipo.

    • suá suá

      20 de Novembro de 2025 at 1:37

      Com envolvimento político também.

  2. ANGÚ

    20 de Novembro de 2025 at 10:16

    Tendo conta o crescimento da população, base de pirâmide populacional alargada, população jovem, a especifidades de crimes que têm ocorridos actualmente no país, a falta de capacidade de unico estabelecimento prisional nacional( necessidade da infraestruturas desta natureza, nos distritos , na região autónoma do Príncipe), é preciso que haja investimentos nesta área, infraestruturas( modernas, com cantinas, com salas e oficinas de formação, bibliotecas, campos para prática de desporto), …

    Necessidade de fortalecimento modernização do sector da justiça.

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