A decisão foi tomada pelo Conselho Superior de Defesa Nacional. Todos os militares arguidos no processo relativo à tortura e morte de quatro civis, ocorrida no quartel do exército em São Tomé a 25 de novembro de 2025, no contexto de uma alegada tentativa de golpe de Estado, foram suspensos das suas funções.
“O Conselho pronunciou-se sobre a proposta de suspensão das chefias militares constituídas arguidas no processo de 25 de novembro, assegurando a manutenção das respetivas regalias de direito”, anunciou Virgílio Mandinga, Secretário do Conselho Superior de Defesa Nacional.


Entre os suspensos encontram-se o Inspetor-Geral das Forças Armadas, Coronel José Maria Menezes, e o Comandante da Guarda Costeira, Capitão de Mar e Guerra Armindo Rodrigues, ambos presentes na reunião presidida pelo Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Carlos Vila Nova.
“Sou um militar republicano e não posso comentar essas decisões. São decisões políticas e não me cabe comentá-las”, reagiu o Capitão de Mar e Guerra Armindo Rodrigues.
Conhecido no seio militar como Comandante Armindo, o oficial reconheceu sentir impaciência por carregar o ónus dos trágicos acontecimentos de 25 de novembro:
“Sou a peça fundamental mais fustigada no caso 25 de novembro e é preciso esclarecer isso”, desabafou.
O Coronel Virgílio Pontes, Comandante do Exército, que vinha exercendo interinamente as funções de Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas após a exoneração do ex-Brigadeiro-General João Pedro Cravid, recebeu agora autorização formal do Conselho para assumir plenamente o cargo.
“O Conselho emitiu parecer favorável à proposta de nomeação do Coronel Virgílio Pontes para Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas”, acrescentou Virgílio Mandinga.
Quanto às novas nomeações, o Conselho validou a sequência técnica e administrativa necessária, garantindo que estas ocorram sob a égide do novo Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.
No total, 23 militares foram acusados pelo Ministério Público de crimes relacionados com o ataque militar ao quartel do exército.
José Bouças
Sem assunto
20 de Dezembro de 2025 at 16:43
Não és militar republicano coisa nenhuma, se queres que eu ti diga quem és,faço o ainda agora e gratuitamente: és um assassino de aluguer, sicario, cobarde, vil, miserável. Bravo senhor Presidente da República, aos bocados vai desmontar esta teia.
Quanto a decisão ela não é política é sim razoável e sabia, que peca pela tardia. A decisão política foi do teu amigo Patrice Trovoada que ti deu ordens para orquestrar este plano maquiavélico usando inocentes, aqueles rapazes de chinelos e desnutridos, bem como a esperteza e petulância do Arlécio Costa, de modo a simular ato realístico, pois o vosso grande plano era eliminar outro bandido e rival do teu chefe, o Delfim Neves e implantar medo e terror na população.
Coglongi
21 de Dezembro de 2025 at 7:20
Rigor,Responsabilidade/Responsabilização, Justiça
Necessidade de escola superior de formação militar
Academia Militar
Necessidade de escola superior de formação
Policial
Academia Polícia
Necessitamos de ter quadris superiores, bem preparados, com formação operacional sobre comandos, conhecendo quadro legal estabelecido, no sistema democrático.
Urgente reforma efectuada da Justiça, bem como da administração pública
Edson Neves
26 de Dezembro de 2025 at 15:55
Decisão tomada tardiamente, depois de anos de críticas de toda a sociedade.
Será que o Senhor Presidente não sabia o que fazer logo no início desse ato macabro que ceifou vidas de maneira brutal? Ato que visou silenciar os opositores? Senhor Presidente não entendeu a mensagem transmitida com esse ato?
Qual era o propósito Senhor Presidente, testar o limite do povo santomense? Ou deixar que o tempo apagasse esse triste acontecimento?
Não basta afastar os militares, os mandantes ficarão impunes? O ex Primeiro Ministro (Patrice Trovoada), seu Ministro de Defesa à época dos acontecimentos e todos que estavam de serviço continuarão isentos de responsabilidades?
O processo precisa aparecer para que o Ministério Público e os Tribunais exerçam seus munus público.
Por quê o Estado ainda não indenizou os familiares das vítimas? Está esperando o quê?
Não basta pedir desculpas à nação pela sua omissão, precisa demonstrar que efetivamente quer mudar o rumo do país.
Não me persigam pela opinião, estou apenas exercendo meu direito à liberdade de opinião assegurado pela Constituição da República sem insultar ninguém. Está virando moda no país calar os críticos e promover os destruidores da República.