Três anos após o massacre de 25 de novembro de 2022, no quartel do exército em São Tomé, permanece vivo entre os são-tomenses o apelo por justiça.
Em Vila Maria, bairro periférico da capital, a comunidade recorda Arlécio Costa, figura de convivência e amizade, cuja memória continua presente no quotidiano dos moradores.
“Sempre esteve connosco. Aqui tem muita amizade, muita gente, e participava sempre nas atividades da zona”, recorda Myrian Santos, amiga.


Arlécio Costa foi assassinado juntamente com outros três cidadãos, por alegada tentativa de golpe de Estado. A dor da perda continua a marcar os que o conheceram. Em sua homenagem, amigos e vizinhos reuniram-se num tradicional “Nozado”.
Na capelinha de Vila Maria, acenderam velas, ergueram tochas e renovaram o clamor por justiça que tarda em chegar.
“A República não pode ficar impávida perante este crime bárbaro. Não… não pode”, afirmou José António. “Mesmo um cão atropelado na rua faz o dono chorar; quanto mais um homem que foi morto como se fosse um animal, e até hoje sem justiça, sem nada”, lamentou Emilayde Pereira.

Para Wyston do Rosário, “O Presidente da República deveria ser o garante, pressionando muito mais quem de direito para a resolução desta questão.”
Entre os presentes esteve Júdice Afonso, conhecido como “Comandante Fiça Uê”, antigo combatente do batalhão Búfalo, que lutou ao lado de Arlécio. Para ele, o companheiro não merecia o fim que teve num país que sempre se orgulhou da sua paz:
“Arlécio foi o homem que demonstrou na guerra ser um grande combatente e veio morrer traiçoeiramente”, lamentou.


Três anos depois, a exigência de justiça para os quatro cidadãos assassinados continua a ecoar com força, como ferida aberta na consciência nacional.
José Bouças
Vento
28 de Novembro de 2025 at 9:20
Devia-se evitar passar as imagem das vitimas e mortos, por respeito aoas que perderam a vida, bem como aos familiares
Fonseca
29 de Novembro de 2025 at 5:05
Acho que o pessoal é fraco para entender isso!