Análise

(6/8) São Tomé e Príncipe : Que futuro?

(6/8) SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: QUE FUTURO? (Mau Humor Estudantil: Quando a escrita se transforma na única forma de alimentar as esperanças)

OBS: este trabalho de críticas e pontos de vista pessoais de um estudante santomense, foi escrito no início da década de noventa, enquanto estudante universitário em Kharcov, Ucrânia – Ex-União Soviética. O fato de ter sido manuscrito, obrigou a que se tornasse necessário a sua digitalização, o que foi feito paulatinamente. Contém 62 páginas e para que a leitura do mesmo não seja, por isso, muito enfadonha, esta publicação, utilizando este espaço deste jornal digital, é feita de forma faseada em 8 unidades (bibliografia, introdução e que fazer?, pesca e pecuária, turismo, desporto, cultura, ensino superior, economia e política), sendo que desta vez é publicada a unidade 6/8 que compreende: O ENSINO SUPERIOR COMO GRANDE VÍTIMA, a CONTRIBUIÇÃO DOS ESTUDANTES NO DESENVOLVIMENTO DO TURISMO e a ORGANIZAÇÃO ESTUDANTIL. Já foram feitas cinco publicações, sendo: 1/8 – 18-10-2023 (https://www.telanon.info/politica/2023/10/18/42113/sao-tome-e-principe-que-futuro-3/) 2/8 – 15-11-2023 (https://www.telanon.info/sociedade/2023/11/15/42377/stp-que-futuro-mau-humor-estudantil/) 3/8 – 14-12-2023 (https://www.telanon.info/suplemento/opiniao/2023/12/14/42714/3-8-stp-que-futuro-mau-humor-estudantil/) 4/8 – 09-02-2024 (https://www.telanon.info/suplemento/opiniao/2024/02/09/43263/4-8-sao-tome-e-principe-que-futuro/ 5/8 – 05-03-2024 (https://www.telanon.info/suplemento/opiniao/2024/03/05/43513/5-8-stp-qque-futuro/)

ÍNDICE

O MEU EU.. 2

INTRODUÇÃO.. 4

I. QUE FAZER?. 6

II. A PESCA.. 13

III. A PECUÁRIA.. 16

IV. O TURISMO… 18

IV.1. O Desporto. 23

IV.1.1. A Associação dos Clubes desportivos. 27

IV.2. A Cultura. 32

IV.2.1. Os agrupamentos culturais. 33

IV.3. O ENSINO SUPERIOR COMO GRANDE VÍTIMA. 35 – 2

IV.3.1. A CONTRIBUIÇÃO DOS ESTUDANTES NO DESENVOLVIMENTO DO TURISMO. 36 – 2

IV.3.1.1. ORGANIZAÇÃO ESTUDANTIL 43 – 9

V. ECONOMIA.. 45

V.1. Sector energético. 46

V.1.1. Hidroenergia. 47

V.1.2. Fornecimento de água e energia eléctrica. 50

V.2. Outros assuntos. 52

V.2.1. Centro de aconselhamento para investimentos. 53

V.2.2. Protecção do ambiente. 54

VI. POLÍTICA.. 57

VI.1. Exemplos dos efeitos negativos dum regime (guarda-costas) 57

VI.2. A Censura. 59

VI.3. Sistema de governação para STEP. 60

IV.3. O Ensino Superior como grande vítima

Sim! Um dos factos principais conducentes ao desenvolvimento da intelectualidde santomense é permitir que estudantes de instituições superiores, o que até agora só existe, infelizmente, no exterior, estudem não só com vista a um salário superior após o regresso, mas, principalmente, com vista a serem especialistas.

Para isso, é necessário que o estado santomense passe a assumir responsabilidades sobre seus estudantes no exterior. É necessário que sejam criadas condições mínimas, agora, que permitam a cada estudante no exterior preocupar-se mais com os estudos do que com a melhor forma de não morrer de fome enquanto estudante de um país que se diz soberano. É necessário que o Estado santomense passe a apoiar financeiramente os seus estudantes no exterior. É necessário que os dirigentes nacionais esqueçam que também eles estudaram com dificuldades e sem apoio estatal, pois só assim poderão sentir-se conscientes e concordar que, afinal, os estudantes no exterior têm realmente de usufruir do apoio financeiro estatal.

IV.3.1. A contribuição dos estudantes no desenvolvimento do turismo

Regressando ainda um pouco ao caso de mostrar STEP ao mundo, desenvolvido respectivamente nos capítulos IV e IV.I das publicações 3/8 e 4/8, os estudantes santomenses têm dado excelente contribuição, servindo-se de propagandistas da existência do país perante muitos povos.

E que ninguém duvide que muito mais poderia ser feito pelos estudantes, lá onde eles estiverem, se estivessem em condições para tal.

Se as montras das lojas em STEP são intrujantes onde nem todo o produto exposto se encontra à venda, então os estudantes santomenses estão quase que em situação idêntica, pois nem sempre se sentem orgulhosos de dizer, em alto e bom som, que são santomenses, isso em defesa do próprio nome do país.

Contudo, não é de estranhar que em qualquer estabelecimento de  ensino superior no mundo, muitos estudantes locais, para não dizer todos, só ficam a saber que no mundo existe um país com o nome de STEP, depois de contactarem casualmente um estudante que vem dessas ilhas.

Apesar disso, eles não têm tido o apoio estatal devido. Sim! Nunca tiveram tal sorte.

O Estado se habituou a “atirálos” para aí fora e “limpar as mãos” como se costuma dizer na gíria santomense: “tchila cuá fô ubuê”.

Sim! O Estado “atira” os estudantes para o exterior do país, talvez os considerando como bocas à mais, das quais é imperativo ter de se libertar por muitos anos.

Não é por acaso que muitos dos nossos estudantes não conseguem terminar as suas formações. Nem é por acaso que muitos não regressam.

A situação económica e, por isso, o fraco regime de alimentação a que os mesmos ficam submetidos em terras alheias, não lhes permite realizar uma vida estudantil adequada, objectivando bons resultados.

Em países onde a situação de trabalho é favorável, muitos estudantes tentam conjugar os estudos com o trabalho, o que na maioria dos casos fica também incompatível, pelo que têm de pagar com o ingrato preço da reprovação e da consequente expulsão do estabelecimento de ensino.

Os estudantes santomenses no exterior ficam submetidos a um esquecimento por parte do estado, a tal ponto que mesmo os cadáveres dos que tiveram a desdita de falecer é difícil, senão impossível, fazer chegar ao país.

Que coisa! Mas porquê? Falta de contactos? O desconhecer da real situação dos estudantes? Não! Não, porque a situação dos estudantes santomenses é idêntica em qualquer parte do mundo onde quer que se encontrem. Até mesmo em Portugal, país, salvo erros, mais perto de STEP do que qualquer outro no que diz respeito a ligações. E falando de Portugal, será que os dirigentes de STEP não conhecem a situação dos seus estudantes aí? Não! A resposta só pode ser uma: irresponsabilidade e inveja dos dirigentes perante uma normal situação financeira dos estudantes.

Tenho absoluta certeza que se alguém ou alguma organização estrangeira ou governo estrangeiro prometer ao governo santomense uma oferta financeira para os estudantes no exterior, o nosso governo, baseando-se na lógica da inveja, é capaz de recusar.

Em STEP se costuma falar em estudantes com “bolsas de estudo” ou estudantes “em conta do Estado”. Simplesmente devia ser assim. Mas a realidade é diferente. Os governos mal sabem onde estão seus estudantes nem o que fazem. Contudo, falam em desenvolvimento.

Assumo a responsabilidade em dizer que nenhum estudante, até aqui, teve bolsas do Estado ou estudar por contas do Estado. Pode-se dizer que todos estudaram por conta própria. O Estado só tem aproveitado a oportunidade para se libertar deles, dando-lhes possibilidade de se ausentar do país para onde devem ir sofrer, adquirir o diploma se lhes for possível.

Até parece-me que os dirigentes santomenses se sentem invejosos quando vêem que alguns estudantes regressam de férias. Talvez seja essa a razão que leva a que os governos não se interessam nem se preocupam com as queixas dos seus estudantes no exterior.

Sabe Deus as dificuldades que os mesmos enfrentam para conseguirem viajar de férias.

E que os cidadãos santomenses não imaginem que quando os estudantes viajam de férias é para a boa vida. Não! Viajam buscando melhores condições de vida para o futuro diplomado. Viajam porque precisam obter dados no país, que lhes permitam escrever e defender convincentemente os seus trabalhos académicos sobre STEP, seu país.

E é certo que nem todos têm essas possibilidades. Cerca de 1% dos estudantes são capazes de viajar ao país de férias. Esta explicação não é dada a todos os santomenses. Grande parte dos dirigentes sabem perfeitamente disso, pois também eles sofreram da irresponsabilidade estatal quando eles próprios foram estudantes. Porquê então que ao se assumir o poder esquecem?

Ou será que a maior parte dos dirigentes continua a ser daqueles que nunca sentaram na cadeira duma universidade, e daí a inveja? Também sentar na cadeira duma universidade não é sinal de muita sabedoria. O mais importante é o bom coração, boas obras e boas maneiras na relação com o seu próximo.

Sim! Uma espécie de inveja é o grande mal que tem rodeado, não só o velho mau comportamento estatal em relação aos seus estudantes no exterior, mas também a tudo quanto diz ou possa dizer respeito e merecedor de apoio moral, material ou incentivo por parte do Estado.

Pode também ser que a inveja não seja a expressão exacta para classificar esse comportamento quando se deparam com questões sujeitas à busca de uma solução imediata, como é o caso, por exemplo, da situação dos estudantes no mundo socialista, agora, infelizmente, desmoronado.

Sim! Pode ser que não seja inveja! Pode ser que seja revanchismo! Mas, revanchismo? Não pode ser revanchismo, pois o revanchismo, um outro grande mal das sociedades, é sinónimo de ajuste de contas. E porquê ajuste de contas em relação a estudantes?

Não! Não pode ser revanchismo.

Enfim! Só sei é que outra expressão não me ocorre. Aliás, sei também que os dirigentes nacionais têm o santo hábito de comentar quase que duma forma que não pode deixar de ser analfabético-invejosa: “também eu estudei com dificuldades e sem o mínimo apoio moral ou material do Estado e sem que alguém pelo menos tentasse resolver a minha situação como estudante”.

Sim! Eis porque não hesito em repetir que a inveja rodeia o comportamento estatal.

Um absurdo! Um absurdo pensar que possuir um diplomado na direcção significa ter a execução da função garantida, enquanto, na realidade, o contrário acontece.

Ao meu ver, após o enfrentar de dificuldades, com êxito, o homem impreterivelmente evolui e tal evolução adquire um carácter mais eficiente e extensivo quando tais dificuldades culminarem com a obtenção de um diploma. É uma pena que os processos conducentes a obtenção de um diploma ainda não se mostrarem suficientes para evoluir o comportamento dos santomenses no sentido do melhor, assim como mudar o seu carácter invejoso.

É uma pena os santomenses não terem sido capazes de utilizar os 5, 6 ou 7 anos de vida extra-pátria para reeducar a sua mentalidade e enriquecer a sua competência intelectual.

Não resta dúvidas que esse comportamento e carácter têm perseguido os santomenses, estejam eles onde estiverem.

Esse comportamento e carácter têm repercutido na economia nacional e no bem estar de STEP com mais peso ainda do que a baixa da produção do cacau e queda do preço internacional desse produto.

Aliás, quem garante que essa baixa de produção não é provocada por esse mesmo comportamento?

Sim! O facto do diploma não ter sido capaz de modificar a mentalidade e carácter invejoso dos santomenses, dá-me ocasião para supor que a intelectualidade também não sofreu grande evolução ou, se tiver sofrido, é significativamente no sentido negativo, no sentido destrutivo.

E uma economia banhada de destruição intelectual não pode ser detentora de sorte diferente da actual.

O comportamento invejoso e o carácter destrutivo da evolução intelectual santomense podem ser encontrados, por exemplo, num dos alertas poético-musicais do Conjunto “OS LIONENSES”, cantado na voz de um dos mais conceituados artistas poético-musicais nacionais de todos os tempos – o conhecido PEDRO DIOGO:

Vejamos parte desse alerta musical:

NINGUÊ CU TÊ ÛÃ — Um conveta cuá

CHI CÁ GÓLÓ PÊ PÔ TÊ DÔÇU — Um cunzula cuá

NINGUÊ CU TÊ DÔÇU — Um conveta cuá

CHI CÁ GÓLÓ PÊ PÔ TÊ TLÊCHI — Um cunzula cuá

ICHI CU NA TÊ FÁ — Um conveta cuá

INÉN CÁ DÁ CU SUMBU QUÉBLA ÁZA — Um cunzula cuá

SEMPLÉ PA INÉM TÊ MULÉQUI —- … … .

… … … … … … …

Se não me falha a memória, o verso deve ser mesmo assim.

Pode-se dizer que foi por mero acaso a redacção deste texto poético-musical por parte do seu autor. Entretanto, estou absolutamente convencido que não foi por mero acaso. Tal texto reflecte a raiz da questão e o longo e árduo caminho por que tem seguido a sociedade das ilhas de STEP.

A questão de “CORTE DE PERNAS” ou “QUEBRA DE ASAS”, como cantou o Sr Pedro Diogo, é uma questão séria da sociedade santomense.

Resta uma pergunta: seria o comportamento aparentemente invejoso dos santomenses em geral e da camada direccional em particular, acto premeditado ou simplesmente a incompetência intelectual?

Havemos de saber?

Não vou agora brotar toda a culpa dessa presumível incompetência sobre o abandono dos estudantes de formação superior, se bem que é possível. E porque é possível, vale então a pena rever a posição estatal em relação a esses estudantes.

Quem deve dirigir STEP no futuro, são os estudantes de hoje. O apoio que os estudantes de hoje não recebem do Estado, eles poderão querer retirá-lo quando dirigentes. Daí a irresponsabilidade, o deixar andar, o “primeiro eu e os meus”, a inveja, a “quebra de asas”, etc, etc.

Vale ou não a pena rever a situação estudantil?

Tudo deve depender do “bom senso” dos dirigentes ou da Constituição da República?

Não me parece estar equivocado se eu disser que faço ideias de que S. Tomé e Príncipe de hoje é dirigido por homens mais maduros, homens que a história ensinou a dirigir e, portanto, mais capazes do que algum tempo atrás. Com base nisso, estou convicto que nada mais os possa impedir de saber que quanto mais os estudantes no exterior estiverem em normais condições financeiras, maior será a veracidade em representar o país, melhores serão seus aproveitamentos académicos, maior poderá ser o alívio para o Estado quando eles regressarem, no que diz respeito a bens materiais, etc, etc, portanto, estarão moralmente mais preparados para servir o desenvolvimento e interesses de STEP.

É claro que para a justificação do abandono a que submeteu os estudantes no exterior, o Estado tenta cobrir com as ditas dificuldades económicas do país.

Desculpem! Isso pode ser verdade. Mas todos somos conhecedores de vários casos de desvios de dinheiro do Estado.

Mas não é só o Estado que se esqueceu dos estudantes no exterior.

No mundo da democracia é hábito considerar a comunicação social como um órgão do poder.

Infelizmente, em STEP esse outro poder, se é que existe, ou não funciona como tal ou não funciona mesmo ao todo, ou se esquece de muitas coisas. Se antes da “NOVA DEMOCRACIA” os nossos órgãos de informação eram molestados pela censura, hoje em plena democracia, julgo que já não há razões para que as informações sejam “mastigadas”, não dando ao povo conhecer.

Estou convicto que a “NOVA DEMOCRACIA” permitiu a multiplicidade de órgãos de informação, privadas e públicas, pelo que uma informação pode ser “mastigada” por um órgão mas “não mastigada” por outro.

Sim! A informação em STEP também se esqueceu, ao longo dos tempos, de levar ao conhecimento do povo a verdadeira situação dos estudantes santomenses no exterior e do extraordinário abandono deles por parte do Estado.

Se o Estado esqueceu dos seus estudantes, a comunicação social tem hoje o poder de fazê-lo lembrar. Deste modo, a comunicação social também é culpada pelo abandono a que os estudantes santomenses ficaram submetidos durante todo o pós independência.

Aliás, parece que todos nós nos esquecemos, ou não ligamos importância aos problemas e às queixas e choramingas estudantis.

Me recordo de eu próprio ter algumas vezes feito artigos críticos para a rádio nacional, mas, infelizmente, nunca me correu à cabeça pensar na situação dos estudantes no estrangeiro, se bem que eu não estava desinformado sobre a situação precária dos mesmos.

Sim! Nunca me lembrei de dar a minha contribuição para tentar solucionar os problemas estudantis. Como se tais problemas não existissem!

Sim! Não há dúvidas de que se eu não tivesse vivido na própria carne a tragédia de ser estudante santomense no exterior, continuaria a ignorar, ou a não lembrar de que esses coitados que, ao fim e ao cabo hão-de, a qualquer momento no futuro, assegurar a direcção, a democracia e, como tal, o avanço económico do país, são os mais indefesos, os mais vulneráveis de todos os santomenses.

Por isso convido os santomenses, todos sem excepção, a pensar, inventar e desenvolver ideias que erradiquem as dificuldades ou melhorem a situação dos nossos estudantes no exterior, estejam eles onde estiverem.

Enfim!

Também não queria que a impressão que ficasse é que só as reais informações que os nossos jornalistas forem capazes de oferecer ao povo sobre a vida dos estudantes no exterior seriam suficientes para influenciar os nossos dirigentes. Sabemos como os nossos governos têm sido surdo-mudos em relação aos problemas que afligem os estudantes.

A situação de abandono dos estudantes é tal que mesmo uma transferência bancária tem carácter inseguro. O ridículo neste caso é que o Banco Nacional de São Tomé e Príncipe (BNSTP) não se importa de resolver na devida altura os problemas surgidos com a transferência interbancária, quando o estudante no exterior não recebe a quantia que lhe foi legalmente transferida pelos parentes.

Para além dum apoio financeiro mensal ou acumulado anual aos estudantes, estes deveriam, inclusivamente, beneficiar de férias pagas ao país, pelo menos uma vez durante todo o tempo da sua formação.

Repito, pelo menos uma vez, pois há casos em que estudantes têm de desenvolver suas teses ou outros assuntos, tendo necessidade de obter dados no país, de acordo com o tema escolhido, mas não conseguem por não estarem em condições de viajar ao país.

O estudante em geral é obrigado a escolher temas que às vezes interessam pouco ao país, pois sabe que não lhe será fácil obter dados para o efeito.

Assim, deve ficar claro que o Estado santomense tem de passar a sentir a responsabilidade pelos seus estudantes no exterior. De qualquer modo. Esta é uma questão que não merece discussão. E quanto mais cedo melhor.

Um outro caso é o facto do país possuir estudantes em países onde STEP não tem representação diplomática. E nem no Ministério dos Negócios Estrangeiros nem no da Educação há um gabinete ou alguém destinado a responder exclusivamente pelos estudantes no exterior. Ninguém que trate directamente dos seus problemas.

Quanto a isso, e tendo em conta que no país funcionam instituições responsáveis pelas educações primárias, secundárias e pré-universitárias, é certo e lógico que também devesse existir uma instituição de Ensino Superior e Médio em que uma das funções seria a de responder pelas questões relacionadas com as bolsas e relação estudante no exterior-governo.

Portanto, essa instituição teria como objectivo zelar pela formação profissional, desde os serviços de bolsa até a obtenção dum diploma: recolha, ordenação e distribuição de bolsas, servir de ponte entre os estudantes e o governo, congregação de todas informações sobre os estudantes (onde estudam, o que estudam, quando terminam, o regresso ou possibilidade de continuação, dificuldades económicas, banco de dados sobre os formados, incluindo as especialidades e níveis académicos adquiridos.

Se bem que as instituições têm dificuldades de funcionamento, e muito menos ainda as relacionadas com a educação, a existência duma instituição do género poderia trazer, de partida, uma melhoria à situação, ou, pelo menos, garantir uma melhor ligação entre os estudantes e os governos.

Todavia, STEP pode não ser o único país que não dê atenção aos seus estudantes no exterior. Mas neste caso sou santomense e falo só pelos santomenses. Não há razões nem deve-se admitir que haja comparações nesse sentido.

Julgo que seria uma óptima hipótese se pelo menos um dos governos de STEP fosse pelomenos capaz de acordar com os governos dos países de expressão oficial portuguesa, principalmente africanos possuidores de representações diplomáticas em STEP, permitindo que os estudantes santomenses no exterior pudessem, de forma mais ou menos legal, solicitar os serviços das Embaixadas desses países em países onde STEP não possua representação diplomática, ou para resolver, no local, pequenos problemas que possam surgir a qualquer momento.

Muitas vezes os estudantes são obrigados a solicitar serviços das Embaixadas de tais países, como Cabo Verde ou Angola que aceitam simplesmente como um facto humanitário, pois alegam recear que isso pode ser interpretado pelas autoridades santomenses como interferência nos assuntos internos de STEP, já que não existe nenhum acordo nesse sentido.

Hoje, até mesmo as transferências interbancárias, por parte dos parentes, tem sido difícil ou mesmo impossível. Um mínimo apoio financeiro dos parentes só é garantido se houver algum estudante que Deus tivera ajudado a regressar de férias, o qual poderá ser portador. Infelizmente, nem todos estudantes têm a sorte de saber de algum estudante que se prepare para regressar de férias.

Eu próprio possuo uma transferência feita pelos meus parentes desde Agosto de 1990, mas que infelizmente, até agora, 1993, ainda não recebi talvez nem o receberei mais.

Entretanto, em STEP há as Embaixadas de Angola, Cabo Verde e Portugal, países de expressão oficial portuguesa que, por um acordo entre eles e o Estado santomense, poderiam servir de remetentes de transferências estatais ou familiares aos estudantes no exterior através das Embaixadas desses países.

Porque não? É só uma questãozinha de nascimento de algum espírito de responsabilidade para com os estudantes e não deixar que o factor humanitário seja só uma acção das Embaixadas dos mencionados países e não do próprio estado santomense.

A utilização de Embaixadas de STEP é limitada, pois sabemos quantas delas há e conhecemos o grau de expansão dos estudantes santomenses pelo mundo.

Por isso, não seria igualmente vergonhoso para o país se o Estado utilizasse o fruto das suas boas relações com o mundo, permitindo que as Embaixadas de outros países amigos instaladas também em STEP como em qualquer outra parte do mundo, fossem utilizadas nesse sentido.

Muitos estudantes, senão todos, sempre tiveram ideias de quando regressarem, já formados, se disporem a tentar junto das entidades nacionais, atenção, por parte destes, à questão dos estudantes no exterior duma forma geral.

Infelizmente, encontrando-se em S. Tomé, ou nada fazem, ou nada podem fazer ou algo lhes obriga a calar.

Claro! Depois de muitas tentativas junto às entidades nacionais e depois de ver que estes fazem-se de surdos quanto à questão estudantil e depois de ver que, ao fim e ao cabo, nada se resolverá estando-se a tratar com as mesmas castas de dirigentes, claro que a impaciência leva ao abandono das suas tentativas de buscar solução aos problemas dos outros que ainda padecem.

Quanto a mim, espero pela minha vez de regressar para ver o que poderei fazer. Mas talvez esta memória que agora escrevo possa vir a ajudar em alguma coisa. Há qualquer momento.

Muitos acabados de formar ou estudantes de férias têm sido portadores de informações, reclamações e propostas do conjunto de estudantes no país donde regressaram, na tentativa de serem ouvidos e atendidos. Até aqui tais informações têm sido enterradas por parte de quem de direito, não sem antes queimadas, creio.

Mas porque tem acontecido?

Havemos impreterivelmente de saber!

Eu que me atrevo a produzir este conjunto de críticas e supostas soluções, que nem sei se um dia terei a honra de as publicar, e a dedicar páginas à causa estudantil, não duvido de estar a correr um colosso risco.

De qualquer modo, faço-o, porque depois de 15 anos lectivos de ensino proveitoso em São Tomé e mais os previstos 6 anos de tragédia universitária além de outros ensinamentos que a vida deu possibilidades, estou absolutamente convencido que fiquei capaz de poder vencer qualquer represália prepotencial a que a sociedade santomense erradamente se acostumou e a que poderei vir a estar sujeito.

Nos países de extremismo, o crítico do poder é às vezes condenado à pena de morte e a autorização para a sua perseguição terrorista, em qualquer parte do mundo onde quer que esteja, chega a ser uma lei. Não sei que pena me espera, mas estou preparado não só para regressar à terra pátria dos meus bisavós, avós, pais, mas também para aí residir até seja de que origem vier a ter o meu último suspiro.

Paralelamente a tudo quanto o Estado possa ser capaz de fazer em benefício dos seus estudantes no exterior, regista-se a carência duma instituição ou organização que se logre debruçar responsavelmente sobre a questão estudantil e da formação extra-pátria em geral. Infelizmente os estudantes no exterior, por mais que se organizem, exclui-se a hipótese de poderem possuir uma representação em S. Tomé, pois não possuem homólogos no país.

Por isso é que vejo a única hipótese de organização estudantil à base do ensino pré-universitário em STEP.

Mais concretamente, sinto que os alunos do ensino pré-universitário devem unir-se em uma associação.

Sinto esta hipótese organizacional como a mais sólida, pois os alunos desse nível de ensino são os potenciais candidatos à formação no exterior, pelo que ao se organizarem estariam, nada mais, nada menos, a prever e garantir o seu futuro como estudantes no exterior e isentos de quaisquer possibilidades de contacto com o governo.

IV.3.1.1. Organização Estudantil

Sim, torna-se necessária uma organização estudantil

OBS: Na altura deste texto, o ensino pré-universitário tinha o último nível até a décima primeira classe. Portanto, toda e qualquer modificação dessa composição deve ser tomada em consideração.

Tal organização, de entre as suas funções, se empenharia também na busca de solução aos problemas estudantis no exterior, servindo-se de intermediário entre estudantes e o governo. Mais tarde, não há dúvidas que as suas funções poderiam alargar ao ponto de participar na regulação e actualização de outras actividades ligadas ao ensino santomense no exterior.

Como qualquer outra coisa nova, a ideia e o processo de criação duma organização de estudantes pré-universitários há-de deparar com inúmeras dificuldades.

Por esta razão, cabe-me apresentar a minha variante de nascimento e posterior estabelecimento duma tal organização.

Em primeiro lugar gostaria de repetir e fazer recordar aos alunos do ensino pré-universitário que ao se organizarem em S. Tomé estariam a garantir o seu futuro como estudante no exterior. Tudo se dependerá de como se organizarem e com que afinco e interesse estiverem dispostos a sentir e entender os problemas contemporâneos dos estudantes santomenses.

Eis, entretanto, a minha variante:

  1. A organização seria fundada pelos alunos do ensino pré-universitário, tanto do curso diurno como nocturno, de nona a décima primeira classes.
  1. Os alunos matriculados nesse nível de ensino seriam automaticamente membros, devendo pagar as devidas quotas.
  1. Todos os alunos já finalizados e ainda em S. Tomé continuarão sendo membros, se quiserem, devendo pagar as devidas quotas.
  1. Qualquer aluno terá o direito de não ingressar na organização ou solicitar o seu afastamento, se quiser.
  1. O não pagamento de quotas durante três meses consecutivos pode significar a intenção de de afastar da organização.
  1. A formação da organização seria baseada numa quotização individual inicial dos alunos interessados na sua criação, sendo que o valor poderia ser de Dbs 50,00 (Cinquenta dobras). E esses seriam chamados de membros fundadores.
  1. As quotizações mensais poderiam ser de um valor individual de Dbs 10,00 (dez dobras).
  1. A organização seria dirigida por uma direcção formada por seis elementos devidamente eleitos por votos secretos (rifas):
  1. Dois elementos da 11ª classe; um presidente e um secretário
    1. Dois elementos da 10ª classe; um vice-presidente e um secretário
    1. Dois elementos da 9ª classe. Dois secretários
    1. Esses elementos eleitos seriam em seguida eleitos para os cargos de Presidente, vice-presidente e quatro secretários;
    1. A 11ª classe teria um presidente e um secretário, a 10ª classe teria um vice-presidente e um secretário e a 9ª classe teria dois secretários;
    1. Pelo facto dos alunos da 11ª classe, finalistas que são,  não deverem estar mais presentes no ano seguinte, eles serão automaticamente substituídos pelos da 10ª classe, após o início do ano lectivo seguinte. Os da 10ª classe seriam automaticamente substituídos pelos da 9ª classe. Os da 9ªclasse é que estariam sujeitos a nova eleição entre os que vêm da oitava classe.
    1. Não devem ser admitidos para uma nova eleição os alunos repetentes. Caso na composição da organização haja algum aluno que não ficou aprovado no ano lectivo anterior, o seu cargo será sujeito a uma nova eleição.
  1. Em qualquer acto, a organização seria representada por quatro elementos em conjunto, sendo: o presidente, o vice-presidente e dois secretários, onde pelo menos um destes deve ser da 9ª classe.
  1. A organização deve possuir uma conta bancária, para onde devem ser depositadas todas as quotizações ou possíveis ajudas.
  1. Relativamente à quotização, a direcção da organização deve estabelecer semana, data e hora do mês para cobrança, de modo a que toda a cobrança seja depositada em dia certo.
  1. Mensal ou trimestralmente a Direcção deve fazer publicar num dos jornais do país e no jornal das Escolas pré-universitárias, o valor global de todo o montante arrecadado, indicando fontes, actividades realizadas e despesas efectuadas.
  1. É claro que as funções da Direcção não hão-de limitar-se só à colheita ou anotação das quotizações. A Direcção teria, de entre muitas outras, as seguintes funções principais:
  1. Colher ou receber informações dos estudantes no exterior e faze-las chegar ao conhecimento de quem de direito;
    1. Tentar a resolução dos problemas dos estudantes no exterior junto às entidades nacionais;
    1. Solicitar apoio aos estudantes no exterior junto às entidades nacionais ou internacionais instaladas em S. Tomé ou no estrangeiro;
    1. Participar na criação de um sistema único de bolsas ao nível nacional, evitando qualquer discriminação;
    1. Inclusivamente, solicitar bolsas à entidades internacionais.

Pois sim, caro leitor! Se vós sois aluno do ensino pré-universitário, não esqueçais, portanto, que sois um sólido candidato à formação no exterior.

Não sei como é a vida no inferno. Mas à base de tudo quanto já tive(mos) ocasiões de aprender sobre ele, só posso comparar a vida estudantil santomense à infernal. Vós, caro leitor pré-universitário, tendes, portanto, uma hipótese de pelo menos tentar esquivar-se dessa vida, e passar um pouco melhor do que eu e do que qualquer outro estudante santomense que antes de vós teve a desdita de formar-se.

A hipótese é de se organizar enquanto ainda esteja em S. Tomé. Estou certo que muitos estarão dispostos a vos ajudar. Mas vós deveis dar o “pontapé de saída”.

Gostaria aqui de chamar a atenção de todos os santomenses, principalmente os juristas nacionais, a fim de ajudarem os alunos do ensino pré-universitário a criar uma organização do ensino pré-universitário, com o nome que eles pretenderem, uma organização firme, segura, perpétua e com perspectivas. E que os empresários nacionais também não se esqueçam que as suas contribuições serão das mais desejadas para manter a organização verdadeiramente funcional.

Ajudemo-nos a nós próprios, organizando-nos.

Seja como for, será que alguma vez ocorreu à cabeça dos santomenses a ideia de perguntar: mas que diabo do Ministério da Educação possuímos ao longo de todos esses anos do pós-independência que nada faz pela educação? Com tamanha inércia dos Ministérios e Ministros da Educação durante estas cerca de duas décadas, não valeria a pena reduzir todo esse aparato do Ministério da Educação actual a um simples departamento sob tutela do Chefe do Governo? Talvez assim saberíamos quem é quem. O culpado seria logo identificado.

Creio que atrás foi mencionado um amplo conjunto de processos conducentes a dar maior impulso ao desenvolvimento turístico.

Entretanto, o desenvolvimento turístico, deste  CAPÍTULO IV, assim como o de todo o país deve também ser entendido como a capacidade em abastecer o mercado com produtos de primeira necessidade, por um lado, e como a liberdade total para o exercício de actividades   económico-industriais, por outro.

Segue na próxima publicação

1 Comment

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  1. ANCA

    15 de Abril de 2024 at 11:19

    Educação formação técnica, média, superior, tecnica no estrangeiro porquê, tratamentos de saude porquê, será que somos incapazes, com a devida organização, rigor, parceria e estratégicas com outras instituições externa, aquelas que verdadeiramente querem nos apoiar, de jamais formar e cuidar internamente dos nossos concidadãos???

    Porquê continuar a gastar ruis de dinheiro, quando a oportunidade está aqui em São Tomé e no Príncipe, em África, mais consonância coma nossa cultura e realidades, não que seja seja necessária a formação em especialidade nos exterior…

    Desta forma ganhavamos a cultura de formação, qualificação interna, valorização das nossas instituições, instituições fortes, de ensino, da saúde, menos fugas de cerebros e mãos de obras

    Mas premente, é necessário que as formações, qualificações,ocorram em São Tomé e no Príncipe, temos infraestruturas, e se não temos temos que cria-las, desenvolve-las,…

    Pois que a questão de formação no exterior, e tratamento de saúde, seja na Europa, América, Ásia,..tem custos incomportaveis, para os formandos, desde logo estão, ausêntes das famílias e da realidade cultural, passar aguma dificuldade de integração,racismmo, isolamento e até dificuldades financeiras, marginalização, no caso de perderem a bolsa ou apoio relativo a estadia para tratamento de saúde, por outro lado pode significar fuga massiva dos quadros, que encontrando mercado a necessitar de pessoas qualificadas, podem absorver, com melhores salários e bónus, com implicações que isto implica para o país, território, população, administração, no presente e no fututo,…pois que como sabemos já houve no passado com o processo de escravatura, exportação da população, nomeadamente masculina para trabalhos nos campos, com a independência voltou haver pela imigração, perda de pessoas qualificadas, na construção civi, electricistas, mecanicos, comerciantes, para o exterior, agora com a circulação no espaço CPLP, a sangria sobretudo dos jovens para exterior que tem ou poderá ter capacidade de absorção, deste potencial jovem e mãos de obras, para postos de trabalho que deveriamos ter criado aqui, no território, população, administração, mar e rios,…pois que temos perdido tempo com outras questões em vez de olhar mos para a dinâmica, conjuntura interna, externa do território, população, administração, mar e rios,…

    Volto a frisar temos uma piramide populacional de base alargada, temos que saber tirar partido desta mais valia,…educação, formação/qualificação, formação profissinal, emprego sustentabilidade, para que haja possibilidade de assumir encargos, com criminalidade, aumentos da população idosa, oneração de desenvolvimento, saber ler a curva do crescimento e desenvolvimento populacional, entraves do território, administração, mar e rios, suae oportunidade e vantagens para desenvolvimento.

    Sector da farmacia merece a devida atenção, organização formação qualificação, investigação, investimentos, infraestruturas

    Sector da veterinária necessita da devida atenção, sobretudo, veterinária agropecuária, organização, formação, qualificação, devida investigação, investimento, infraestruturas,…seu alinhamento a saúde alimentar publica, higiene e segurança da produção, comercialização de produtos e seus derivados, locais de vendas, talhos, mercados, lojas,…controlo de pragas, ratos, insectos, animais soltos,.

    Se tu és de São Tomé e do Príncipe

    Abraço o teu irmão, teu conterrâneo, ajuda-o a crescer e desenvolver

    Sê humilde tudo é uma questão de ajuda e oportunidades

    Se és de São Tomé e do Príncipe ajuda o teu País, território, população, administração, mar e rios, a desenvolver

    Acredita somos capazes

    Vamos trabalhar

    Necessário urgente, premente, um plano para saúde, desde formação/investigação que devem ser interna, com especialização externa ou através das tecnologias de informação e comunicação, definição de infraestruturas/serviços, hospitais, centro ou unidades de saúde, necessários a implementação deste plano.

    Levantamento doas dados estatísticos sobre as doenças endémicas, saúde da população,saúdepublica, infraestrutura, à qualidade na prestação dos serviços de saúde, nas suas várias valênciase especialidades, saude materno, infantil-maternidades

    Necessidade de trabalhar e cooperar, com a China, India, Japão, Portugal,…países Africanos, mais avançados nalgumas áreas de medicina e Nações Unidas, neste sector de modo a encontrar melhor quadro de financiamentos e tecnologias.

    Infraestruturas, habitação, saneamento do meio, desafio energético nacional,…sector do desporto, economia do desporto, cluster do desporto,…

    Relativamente da sustentabilidade e segurança alimentar, nos impõe desafios que devemos ou deveríamos estar sempre na linha da frente.

    Como sabemos produção de alimentos, a importação de alimentos e produtos, tem um peso acrescidos cada vez ,mais no preços e consumidor final.

    Ainda há dias se debatia a importação de bens alimentares e produtos para abastecimento do mercado,…culminado com a reunião com atores comercias sobre importação de alimentos

    É chegada a hora de olharmos um pouco mais para a nossa realidade territorial e climática, saber tirar partido do que a natureza oferece, tirando partido das novas tecnologias de produção agrícola, na agropecuária, no cluster do mar, de modo a reduzir os custos da produção e do consumo de alimentos, bem como a eficiência de produção de modo a manter a sustentabilidade dos solos, da agua, da qualidade do ar, de modo reduzir os efeitos da alteração climática, degradação de solos, abate indiscriminados das arvores, erosão costeira, extração de inertes, aumento de nível do mar, desaparecimento de espécies e culturas, etc…

    Apesar de sermos um pequeno país território/população/administração com dupla insular, interna/externa, isto nos deve mover para a problemática a produção de alimentos e sustentabilidade alimentar.

    Pois que tendo em conta a nossa condição geográfica, clima equatorial húmido, temperatura media elevada-humidade, território irregular-montanhas e picos, população de quase 200 mil pessoas com tendência a aumentar, 1001 km quadrados, devemos delinear um plano de produção alimentar sustentável, sem onerar o solo, a agua, o ar, o mar,…

    Hoje existem varias tecnologias que permitem ter e controlar uma produção eficiente utilizando pouca necessidade de agua, luz, solo,…produção vertical, quintas de produção vertical, equivalente a estufas com produção vertical onde as tecnologias permitem produzir, os alimentos em quantidade para alimentar a população, reduzindo importação de bens e produtos alimentar, a produção no fundo do mar, não obstante os custos nas fases inicias, um tema a investigar e saber mais,…no nosso caso que temos pouco território para cultivo, solo curto de desgaste rápido, a lixiviação dos solos e consequente erosão desertificação.

    Numa altura em que a dinâmica de turismo é maior, a pressão do aumento populacional é elevado, mercado da costa Africana com mais de 200 milhões de pessoas com necessidades, alimentares e outras, há que reformular, há que pensar na forma e melhor solução agrícola, agropecuária, da economia do mar, de produção e diversificação económica/financeira interna.

    Temos quatro espécies ou mais de bananas, frutas, hortaliças/legumes, mandioca, matabala, flores, arvores plantas medicinais, peixes de varias espécies, ouriços do mar, crustáceos, algas, cogumelos, aves, porcos, cabras, ovelhas, bois, etc., etc.… como massificar a produção sem onerar o ambiente de modo a garantir sustentabilidade segurança alimentar.

    Investigação e informação/formação, sobre o que se tem feito a nível nacional, regional e internacional nestas áreas e sectores, do comercio, da produção sustentável deste produtos e outros,..

    Exige-nos mais debates e informação/formação, mais parcerias e apoio sobre o tema.
    Por exemplo; as hortaliças, couves, folhas de alfaces, folhas de calulu, feijões verdes, salsas, gengibre, açafrão, pimenta, pimentos, tomates, etc ,.. quando transformados, moidos, embalados,congelados e comercializados, significam rendimentos extra, mediante controlo sanitário, mediante certificação, higiene segurança ambiente alimentar,…podem servir no fim do tempo util de consumo para alimentar animais, peixes em cativeiros, compostagem para solos agrícolas em vez de desperdício ou transformado em lixo urbano, assim os peixes, as carnes quando transformados em filetes, postas, ovas, derivados, embalados, conservados ou congelados, significam rendimentos extra, ração animal moidos e misturados com outras rações,…no fim de vida podem servir para alimentar animais,…

    Por exemplo os lixos urbanos, os biológicos podem ser transformados em fertilizantes naturais através da compostagem, para agricultura, agropecuária, para enriquecimento do solo.

    Da relembrar a importância do café,do chocolate, do izaquente para culinaria nacional, quando transformados,…necessário mais programas televisivos nacionais e na radios sobre a gastronomia e culinária nacioanal, por exemplo uma sopa de couve batata ou matabala com peixe ou carne permite alimentação dos filhos a baixo custo,…programas de gastronomia e culinária de São Tomé e de Principe, ensinar a poupar e cozinhar com produtos locais e nacionais,…

    Claro que tudo isto, implica infraestruturas, sobretudo a energéticas, energias estáveis e limpas.

    Temos tudo para mais, precisamos valorizar, precisamos nos organizar melhor, sermos rigorosos connosco,…

    Imaginemos um prédio com mais de 10 andares quem diz dez diz vinte , em quarteirões de 40 campos de futebol, para produção hortícolas, onde o solo é a palha de coco, restos de comida e esgotos, ou choca de bananeira, tendo o clima que temos de funciona como estufa com controlo de luz e humidade, que no nosso caso o clima até ajuda,…fazendo investigação de como podemos alterar os arbustos de frutas, para produzir no mesmo sistema imaginem que ganhos poderíamos obter, até talvez para exportação, basta pensar e investigar um pouco o que se faz, no Dubai, reduzindo a importação/utilização de fertilizantes, pouca quantidade de agua, ganhos tecnológicos aliando o que já existe na natureza, ganhos de eficiência na produção,….de igual modo para economia do mar, cluster do mar,…empregos, salários, diversificação económica, transformação, comercialização, exportação, ganhos financeiros sustentabilidade…

    Quem diz produção de plantas, frutas, cogumelos, hortaliças, tubérculos, pimenta, baunilha, alimentos, mel e produtos agrícolas, diz se também de animais, peixes,…algas crustáceos

    Necessidade de investigação, informação/formação, parcerias nestas áreas e setores em São Tomé e no Príncipe

    Se és de São Tomé e Príncipe ajuda o teu País território/população/administração/ mar a desenvolver, modernizar e progredir

    É obvio que quando se fala de economia azul, deve se incluir, Rios, seus ecossistemas, sua potencialidades,…

    Tenho defendido a reformulação, modernização das autarquias locais, nos seus objectivos fins, planos de directotes municipais, ou plano de desenvolvimento local, planos de pormenor de forma a atrair investimento tando interno quanto externo.

    Ex: A concretizar,..imagenos um rio como iô grande que tem capacidade de navegação, agora pensemos o objectivos de assoreamneto do rio, de forma há que seja criado, espelho de agua, para pratica do desporto e lazer, canoagem, natação, mota de água,turismo passeio fluvial, aliada a gastronomia fluivial local, criação de prais fluvias aliada a gastronomia local,aliada a desenvolvimento estabelecimento de dormidas o que fixa o turista com mais dormidas, desenvolve o turismo e lazer interno, isto gera rendimentos, criação de emprego, poupanças e fixação das populações.

    Agora pensemos na exploração mediante criação nos tanques, aquicultura nas espécies de peixes fluvias de água fria, o papê,”cacusso” charocos, camarões e manglolo, izé cuto, izê glandgi, peixinhos, enguias, com potencial economici e comercial, os limus do rio cim forte potencial medicina, fazer creme de mão, transformação para fortalecimento dos solos agrícolas, produção de agrião, alfaces, libôs de agua, etc, …claro que ha que pensar em toda a biodiversidade envolvente e sustentabilidade dessas exploração,…também tenho referido aqui a criação de parques naturais com animais, locais de Africa ou da Asia, tipo zoológico, aliado ao turismo, gastronomia, dormidas, estabelecimento hoteleiros, com piscinas, piscinas municipais, instalações aquarios com especias de rios locais para visitas, obvio que tudo isto deve ter um custo de dinamização da economia, e receitas locais,…

    Imaginemos a cascatas, a de São Nicolau, dentre outras, assoreamento do rio a jusante a montante de modo a criar praias fluvias, espelho de água, com actividades de lazer aliadas a desporto, a gastronomia, a estalagens, ao turismo, tudo isto gera rendimentos, diversifica economia, fixa populações, gera receitas ao estado, as autarquias locais,…

    Muito e muito mais

    Parque de diversão infantil, golfe, zonas de passeio, parques verdes, etc, etcPois que somos um país, território,população,administração, pequeno e insular

    Sofremos de insularidade interna/externa, isto tem vantagens/desvantagens, impõe-nos desafios prementes, desenvolvimento reforma da educação, da saude dos serviços administrativo/administração, qualificação, desenvolvimento do cluster do mar e do rios, agricultura sustentável, desenvolvimento do comércio, desenvolvimento do sector transportes, terrestres, aéreos, marítimos, mediante parceiras, acordos, iniciativa nacional, desenvolvimento das infraestruturas, portos, aeroportos, e desportivas, energias limpas, electrificação, habitação, reparação naval, reparações dos aviões, dos carros, dos computadores, alanvacar sector financeiro nacional a comecar pelo estatal, privado, instituições fortes e modernas nas repostas e desafios, evolução científica, tecnologica do saber e saber fazer, desenvolvimento do sector da justiça e administração interna, etc…

    Se és de São Tomé e do Príncipe

    Quando fores convidado a assumir um cargo, um posto, uma missão,…assinar um acordo, fazer parte duma conferência, quando estiveres diante da câmara, pare de rir,…seja responsável, simpatia é outra coisa, foste confiado numa missão, honra o teu povo que vive na miséria, fome e pobreza…não há motivo ainda para rir, aquando destes eventos e respectivas responsabilidades e rigor que se exige.

    Tenha sentido de Homem

    Tenha sentido do Estado

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

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